Maceió fica entre as três piores capitais do país em índice de progresso social

De acordo com o levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, veiculado em primeira mão pela CNN Brasil nesta quarta-feira (20), Maceió amarga o 25º lugar no comparativo entre as 27 capitais do país. Ao atingir a nota de 61,96 em uma gradação que se estende de 0 a 100, o município alagoano não alcançou o patamar médio verificado em nível nacional, que foi de 63,40, o que o coloca no grupo das três capitais com os índices mais baixos de bem-estar e desenvolvimento humano da pesquisa.

A análise aponta que, no panorama geral das sedes administrativas estaduais, a estrutura de Maceió consegue ficar à frente somente de Macapá (AP), que obteve 59,65 pontos, e de Porto Velho (RO), que amarga a lanterna da lista com 58,59 pontos. Quando o foco se restringe ao território nordestino, a capital alagoana amarga o patamar mais baixo de eficiência social juntamente com Salvador (BA), que computou 62,18 pontos.

O diagnóstico do IPS Brasil examina o panorama de desenvolvimento comunitário de todas as 5.570 cidades brasileiras, fundamentando-se em 57 parâmetros distintos voltados às áreas social e ecológica. O critério técnico adotado pelo mapeamento prioriza as ações do poder público em setores vitais — incluindo a proteção aos cidadãos, habitação popular, cobertura de atenção primária em saúde, ensino fundamental, acolhimento de minorias e geração de possibilidades de crescimento individual —, deixando de lado métricas exclusivamente financeiras.

Em contrapartida, as capitais brasileiras que demonstraram excelência no atendimento às demandas da população foram Curitiba (PR), na liderança com 71,29 pontos, acompanhada por Brasília (DF), com 70,73 pontos, e São Paulo (SP), que somou 70,64 pontos. Comparando o polo de melhor estrutura urbana com o cenário de Maceió, nota-se uma desvantagem superior a nove pontos para o município nordestino.

O relatório ainda compilou os patamares de progresso considerando o território total das unidades federativas. O Distrito Federal desponta na vanguarda do desenvolvimento coletivo, seguido pelas gestões de São Paulo e Santa Catarina. No contexto regional do Nordeste, o estado da Paraíba foi o que conquistou os melhores indicadores setoriais. Já no extremo oposto do monitoramento estadual, as notas mais baixas ficaram centralizadas nas faixas territoriais do Norte e do Nordeste, sendo o Acre o 25º colocado, o Maranhão o 26º e o Pará o ocupante da 27ª e última posição na classificação nacional vigente.

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