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Medo das urnas? MDB tenta barrar quinta pesquisa eleitoral em Alagoas enquanto oposição lidera

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30.4.26

Renan Calheiros, Paulo Dantas e Renan Filho
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido liderado em Alagoas pelo senador Renan Calheiros, que tem como aliados Renan Filho e o governador Paulo Dantas, voltou a acionar o Poder Judiciário para tentar impedir a divulgação de levantamentos de intenção de voto.

O alvo mais recente da legenda é o instituto TDL, que possui registro oficial junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

Esta movimentação marca a quinta tentativa do MDB de bloquear a publicação de pesquisas no estado durante o atual ciclo político. A estratégia de judicialização ocorre em um momento de tensão entre o grupo governista e a oposição.

Paralelamente à tentativa de barrar dados oficiais, o governador Paulo Dantas sofreu um revés judicial recente. A Justiça determinou que o chefe do Executivo estadual removesse de suas plataformas digitais números referentes a uma pesquisa falsa, que não possuía o registro obrigatório exigido pela legislação eleitoral.

O embate jurídico reflete o clima de disputa antecipada para o Governo do Estado em 2026. Até o momento, os levantamentos que conseguiram ser publicados e que seguem os trâmites legais indicam um cenário favorável à oposição:

  • O prefeito de Maceió e presidente estadual do PSDB, JHC, aparece em vantagem nas sondagens divulgadas até agora.

  • O MDB busca contestar metodologias e registros de institutos que apontam o crescimento da oposição no interior e na capital.

O TRE-AL deve analisar o pedido do MDB nos próximos dias para decidir se os dados do Instituto TDL poderão, finalmente, ser apresentados ao público ou se permanecerão sob sigilo judicial.


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Antônio Albuquerque rebate acusações e cobra apuração sore estupro em Coité no Noia

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29.4.26

Antônio Albuquerque e Advogada Júlia Nunes | Foto: reprodução
O deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), nesta terça-feira (28), para se manifestar oficialmente sobre as graves denúncias de que estaria protegendo um acusado de estupro. O parlamentar negou qualquer envolvimento com o caso e criticou duramente a repercussão gerada nas redes sociais, classificando o episódio como uma tentativa de desgaste político.

O embate ganhou força após declarações da advogada Júlia Nunes, que afirmou publicamente possuir informações de que o suspeito — identificado como "Vitinho" — estaria escondido em uma propriedade pertencente a um político de renome no estado. Segundo Nunes, os dados foram obtidos por uma "fonte segura" e já foram compartilhados com os órgãos de investigação.

O acusado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido desde março de 2025. O crime, ocorrido em Coité do Noia, gerou forte comoção e cobranças por agilidade das forças de segurança.

Durante sua fala no plenário, Antônio Albuquerque demonstrou indignação com o que chamou de "insinuações sem comprovação". O deputado criticou a estratégia de não citar nomes diretamente, o que, em sua visão, acaba atingindo a honra de vários parlamentares por meio de especulações generalizadas na internet.

"Estão utilizando uma situação grave para fazer política e atacar a reputação de membros desta Casa", pontuou o parlamentar. Albuquerque reiterou que é favorável à aplicação rigorosa da lei para crimes de violência sexual e que não possui qualquer vínculo com o esconderijo do investigado.

Apesar do acalorado debate político na capital, o foco das autoridades permanece na localização de Vitinho. A Polícia Civil e a Polícia Militar seguem com diligências na região de Coité do Noia e em propriedades vizinhas.

O Ministério Público acompanha o caso e monitora se houve, de fato, auxílio de terceiros para a fuga do suspeito. Caso as denúncias de proteção sejam comprovadas, os envolvidos podem responder pelo crime de favorecimento pessoal.


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Perfil pró-Renan usa Deepfake para forjar confissões de JHC e vira alvo da Justiça

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27.4.26

Perfil que utilizou deepke
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou, em caráter liminar neste domingo (26), a exclusão imediata de um vídeo manipulado por inteligência artificial que simulava a voz e a imagem do prefeito de Maceió e pré-candidato ao governo, JHC (PL). A decisão atende a uma representação da Federação PSDB/Cidadania e estabelece um prazo de 24 horas para que a Meta Platforms retire o conteúdo do ar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

O conteúdo em questão foi veiculado pelo perfil "@juventudecomrenanfilho" no Instagram. De acordo com os autos, o material utilizou a tecnologia conhecida como deepfake para forjar declarações de JHC e do ex-deputado João Caldas. No vídeo, as vozes criadas artificialmente simulavam uma confissão de crimes contra a administração pública, especificamente relacionados a supostos desvios de recursos no Instituto de Previdência de Maceió (IPREV).

O desembargador Antonio José de Carvalho Araújo, relator do processo, enfatizou que o vídeo não continha qualquer sinalização ou aviso de que se tratava de um conteúdo gerado por computador. Essa omissão viola diretamente as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2026, que exigem transparência total no uso de tecnologias de IA em materiais políticos.

Em sua fundamentação, o magistrado destacou que o uso de ferramentas digitais para criar fatos sabidamente falsos e prejudicar a honra de pré-candidatos extrapola os direitos de livre manifestação do pensamento. Segundo o desembargador, a manipulação tecnológica, quando empregada para confundir o eleitorado e desequilibrar a disputa, deve ser combatida com rigor pela Justiça Eleitoral.

A decisão reforça o entendimento de que a inteligência artificial, embora permitida para fins de edição, não pode ser usada para fabricar realidades paralelas ou imputar crimes a adversários políticos sem qualquer base factual.

A Meta Platforms, responsável pelo Instagram, foi notificada para proceder com a remoção. O caso marca um dos primeiros embates judiciais de grande repercussão em Alagoas envolvendo o uso ilícito de IA nas eleições de 2026. A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral devem acompanhar o desdobramento para identificar os responsáveis pela criação e financiamento da conta que disseminou o conteúdo.


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Vereador vira réu por liderar esquema milionário de "rachadinha"

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Câmara de Vereadores de Maceió
A Justiça Eleitoral recebeu denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra 16 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa supostamente liderada por um vereador da capital. O grupo é investigado por operar um esquema estruturado que envolvia a prática de "rachadinha", lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e desvio de verbas de campanha entre os anos de 2018 e 2025.

De acordo com o Ministério Público, a organização atuava de forma contínua, utilizando cargos comissionados para alimentar o sistema ilícito. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, revelou que o grupo utilizava "contas de passagem" e realizava saques vultosos em espécie para dificultar o rastreio do dinheiro público.

As provas reunidas incluem a quebra de sigilos bancários, análises financeiras detalhadas, além de áudios, mensagens de texto e documentos apreendidos durante as fases ostensivas da operação. O montante movimentado pelo esquema ultrapassa a cifra de R$ 2,8 milhões, recursos que teriam sido usados para quitar despesas pessoais dos envolvidos e custear gastos eleitorais não declarados à Justiça.

A denúncia detalha que, além da apropriação de parte dos salários de assessores, os réus praticavam a ocultação de patrimônio e a falsidade ideológica no âmbito eleitoral. O esquema visava manter a estrutura política do grupo através de financiamento irregular, ferindo a transparência e a lisura dos processos de votação no município.

Com o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, todos os 16 investigados passaram formalmente à condição de réus. O processo agora entra na fase de instrução e julgamento, onde serão ouvidas testemunhas e apresentadas as provas de defesa e acusação.

Até o momento, a defesa do vereador apontado como líder do grupo não emitiu nota oficial sobre o teor da denúncia, mas o espaço permanece aberto para manifestações. O processo segue o rito legal sob a jurisdição da Justiça Eleitoral, garantindo aos réus o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A decisão de tornar os investigados réus é vista como um passo importante no combate à corrupção no legislativo municipal. Caso sejam condenados, os envolvidos podem enfrentar penas de reclusão, perda de mandato eletivo e inelegibilidade, além da obrigação de ressarcir os valores desviados aos cofres públicos.


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Reaproximação entre Arthur Lira e JHC ganha força e pode isolar grupo governista

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Arthur Lira e JHC
Os bastidores da política em Alagoas entraram em ebulição com o avanço das tratativas para uma nova aliança entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o prefeito de Maceió, JHC (PL). A articulação, tratada com cautela por interlocutores, é vista como um movimento sísmico capaz de redesenhar completamente o mapa eleitoral para a disputa ao Governo do Estado em 2026.

A estratégia central dessa união reside na soma de potências: enquanto JHC detém uma popularidade consolidada na capital e um forte apelo digital, Arthur Lira controla um robusto bloco de prefeituras no interior de Alagoas. Caso o martelo seja batido, o prefeito de Maceió ganharia a capilaridade necessária para furar a bolha da região metropolitana e avançar sobre redutos que hoje orbitam a base aliada do governo estadual.

Levantamentos internos realizados por ambas as partes indicam que o apoio de Lira pode ser o diferencial para encurtar a distância de JHC rumo ao Palácio República dos Palmares. A estrutura partidária e o volume de lideranças municipais trazidos pelo Progressistas (PP) são vistos como o "combustível" que faltava para sustentar uma candidatura de oposição competitiva.

Apesar do otimismo entre aliados, a formalização do acordo enfrenta um entrave técnico e político sensível: a composição das vagas para o Senado Federal. Como 2026 terá duas cadeiras em disputa, o desenho do tabuleiro exige um equilíbrio delicado entre as pretensões dos partidos envolvidos.

Redesenhar esse espaço é fundamental para evitar rupturas internas, uma vez que o grupo já conta com outros nomes de peso que almejam a câmara alta. O anúncio oficial da reaproximação estaria, portanto, condicionado à resolução desse impasse, garantindo que todos os aliados se sintam contemplados na chapa majoritária.

O movimento é monitorado de perto pelo grupo liderado pelo MDB. Uma eventual aliança Lira-JHC força o governo estadual a recalcular suas próprias alianças, especialmente na tentativa de manter prefeitos do interior em sua base. A união dos dois maiores expoentes da oposição em Alagoas sinaliza que a sucessão de Paulo Dantas será marcada por uma polarização intensa entre a força da máquina estadual e a estrutura federal/municipal da nova coalizão.

Acompanhe os bastidores da política alagoana em tempo real. Análises exclusivas sobre as movimentações de Lira, JHC e os Calheiros você encontra no Portal Tabu: 🌐 www.portaltabu.com.br

Calheiros evitam foto com Secretário de Saúde para fugir de desgaste político

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Ausência de Gustavo Miranda em evento do PAC da Saúde intriga classe política e imprensa em Maceió
A ausência do secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, durante a solenidade de anúncio de novos investimentos federais para Alagoas, ocorrida na última sexta-feira, tornou-se o centro das atenções nos bastidores do Palácio República dos Palmares. O evento formalizou o aporte de R$ 30 milhões provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via Novo PAC da Saúde, mas a falta do titular da pasta responsável pela execução dos recursos levantou questionamentos sobre a coesão do primeiro escalão governamental.

O montante anunciado é destinado ao fortalecimento da rede pública de saúde no estado, setor que ganhou relevância global após o desempenho durante a crise sanitária da Covid-19. Os recursos federais são fundamentais para a manutenção e expansão dos serviços de média e alta complexidade em Alagoas.

O evento contou com a presença de figuras centrais do cenário político alagoano, incluindo o senador Renan Calheiros e o ministro dos Transportes, Renan Filho. A participação ativa da cúpula do clã de Murici no anúncio de verbas federais reforçou o tom político da cerimônia, contrastando ainda mais com o espaço vazio deixado pela autoridade máxima da Saúde estadual.

Prefeitos contemplados 

Nos corredores da administração pública, a ausência de Pontes de Miranda não foi lida como um problema de agenda, mas como um sinal de distanciamento político. Fontes ligadas ao grupo governista sugerem que o secretário pode evitar aparições em eventos conjuntos com a ala principal do governo em virtude de investigações em curso pela Polícia Federal que miram irregularidades no setor da saúde.

A estratégia do grupo político aliado, segundo interlocutores, seria blindar as lideranças majoritárias de possíveis desgastes relacionados a operações policiais que apuram desvios de recursos. Por outro lado, há quem afirme que a relação entre o secretário e o núcleo duro do governo atravessa um período de desgaste acentuado.

Apesar do ruído político, o cronograma de liberação dos R$ 30 milhões deve seguir os trâmites do Ministério da Saúde. No entanto, a falta de integração entre o secretário e os articuladores políticos do estado pode dificultar a gestão de crises e a celeridade na entrega de novas unidades e equipamentos previstos no plano de investimentos.

Até o momento, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não emitiu uma nota oficial justificando a falta do gestor no evento. O governo do estado também não se pronunciou sobre possíveis mudanças no comando da pasta nos próximos dias.

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Denúncia aponta possível irregularidade em devolução de valores por servidores em município do interior de Alagoas

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25.4.26

Imagem ilustrativa

Uma denúncia recebida pela reportagem aponta indícios de possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos em um município do interior de Alagoas. O caso envolve pagamentos em duplicidade a servidores e a suposta orientação para que os valores excedentes fossem devolvidos por meios informais, o que pode levantar questionamentos sobre a transparência e legalidade dos procedimentos adotados.

De acordo com relatos obtidos pela reportagem, servidores teriam sido surpreendidos com depósitos acima do valor habitual em seus salários. Após a identificação do suposto erro, os funcionários teriam sido orientados, de maneira não oficial, a devolver a quantia excedente por meio de transferências via PIX para chaves que não estariam vinculadas diretamente ao Tesouro Municipal.

As informações indicam que a justificativa apresentada teria sido de falha no processamento da folha de pagamento. No entanto, especialistas em Direito Administrativo ouvidos pela reportagem destacam que, mesmo em casos de erro, a devolução de valores públicos deve seguir procedimentos formais, com registro contábil e emissão de guias oficiais, garantindo a rastreabilidade dos recursos.

Segundo esses especialistas, a eventual utilização de canais informais para devolução de valores pode dificultar o controle e a fiscalização do dinheiro público. Em tese, a prática, se confirmada após apuração, pode configurar irregularidades administrativas e até infrações mais graves, dependendo das circunstâncias e da destinação dos recursos.

Fontes ouvidas pela reportagem também relataram receio de possíveis represálias, o que teria levado parte dos servidores a seguir as orientações sem questionamento formal. A situação, segundo essas fontes, teria se repetido em mais de uma ocasião, embora os detalhes ainda estejam sendo apurados.

A legislação brasileira estabelece que qualquer devolução de valores ao poder público deve ser realizada por meio de instrumentos oficiais, como o Documento de Arrecadação Municipal (DAM), garantindo que os recursos retornem de forma transparente aos cofres públicos.

O Portal Tabu deixa o espaço aberto para Prefeitura em questão se manifestar e esclarecer o possível erro de digitação.


Confirmado: Ronaldo Lessa será vice na chapa de JHC em 2026

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23.4.26

Ronaldo Lessa e JHC
A confirmação da aliança entre o atual vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o prefeito de Maceió, JHC (PL), consolida uma das movimentações mais estratégicas do cenário político alagoano para as próximas eleições. A composição, que marca o retorno da parceria entre os dois líderes, visa unir a força eleitoral consolidada na capital com a capilaridade histórica de Lessa no interior do estado, redesenhando as forças na disputa pelo Governo de Alagoas.

A união não é inédita, uma vez que ambos já estiveram no mesmo palanque em pleitos anteriores. Segundo analistas e fontes ligadas aos partidos, a reaproximação vinha sendo costurada de forma silenciosa, sendo tratada nos bastidores como uma cartada fundamental para enfrentar o grupo governista atual.

Ronaldo Lessa aporta à chapa um perfil de peso: ex-governador e atual vice, ele possui um currículo administrativo extenso e um histórico de articulação com diversos setores da sociedade. Para o grupo de JHC, a chegada de Lessa representa a soma de experiência e trânsito político em regiões onde a gestão municipal de Maceió busca ampliar sua influência.

A definição de Lessa como vice é vista como uma resposta ao atual xadrez político do estado. A capacidade de diálogo do pedetista é considerada um trunfo para atrair lideranças de médio e pequeno porte, além de fortalecer a interlocução com movimentos sociais e sindicais, áreas onde Lessa tradicionalmente mantém diálogo aberto.

Do outro lado, JHC aposta na sua popularidade e na vitrine da gestão na capital para capitanear a chapa. A estratégia busca criar um equilíbrio entre a renovação representada pelo prefeito e a solidez política do vice-governador, tentando minimizar flancos que adversários poderiam explorar.

Com a oficialização desta aliança, o cenário eleitoral em Alagoas entra em uma fase de maior polarização. A expectativa agora gira em torno das reações dos grupos adversários, especialmente do MDB, e de como essa composição influenciará a montagem das chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Nacional.

A parceria também sinaliza mudanças na estrutura administrativa de Maceió e na articulação do PDT em nível estadual, já que a sigla passa a ocupar um papel central na oposição ao atual governo.

Sem espaço no MDB, Lessa rompe com o Governo para garantir sobrevivência política com JHC

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22.4.26

JHC e Ronaldo Lessa

Os bastidores do PDT em Alagoas dão como certa a aliança entre o atual vice-governador, Ronaldo Lessa (PDT), e o prefeito de Maceió, JHC (PL). O convite para que Lessa componha a chapa como candidato a vice-governador na disputa estadual teria sido aceito, sinalizando uma ruptura com o atual grupo governista liderado pelo MDB.

A mudança de rota política de Lessa ganhou força após uma conversa definitiva com o governador Paulo Dantas (MDB). O vice-governador buscava viabilizar sua candidatura ao Senado como um segundo nome da coligação governista, tese que contava com o apoio público de Dantas e era sustentada por números positivos em pesquisas de intenção de voto.

No entanto, o projeto enfrentou a resistência do senador Renan Calheiros (MDB). Diante da impossibilidade de Dantas contrariar a posição da principal liderança de seu partido, ficou claro para os integrantes do PDT que Lessa não teria espaço estratégico relevante na atual aliança, perdendo inclusive a perspectiva de assumir o comando do Executivo Estadual em uma eventual vacância futura.

A nova parceria com JHC já projeta desdobramentos administrativos imediatos e futuros. Assim que o entendimento for anunciado oficialmente, o PDT deve assumir o comando da Secretaria de Educação de Maceió. Além disso, o acordo prevê que, em caso de vitória nas eleições estaduais, a legenda ocupará cargos de primeiro escalão na estrutura do governo de Alagoas.

A aproximação entre JHC e Ronaldo Lessa retoma uma aliança bem-sucedida iniciada em 2020, quando venceram juntos a eleição para a Prefeitura de Maceió. Em 2022, Lessa deixou o cargo de vice-prefeito de forma amigável para compor a chapa vitoriosa de Paulo Dantas, mantendo, desde então, o diálogo aberto com o atual prefeito da capital.

A consolidação desta chapa redefine o cenário eleitoral no estado, unindo a força política de JHC na capital à experiência e capilaridade do PDT sob a liderança de Ronaldo Lessa.

Justiça Eleitoral ordena remoção de propaganda negativa publicada por Paulo Dantas contra JHC

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20.4.26

Paulo Dantas
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou que o governador Paulo Dantas (MDB) remova de suas plataformas digitais conteúdos de propaganda eleitoral considerados irregulares. A decisão, assinada pelo desembargador Léo Dennisson Bezerra de Almeida, atende a uma representação que aponta o uso de ataques diretos e ilegais contra o ex-prefeito de Maceió, JHC, principal adversário político do grupo governista.

A medida judicial foca em postagens que utilizavam estratégias de desqualificação e ataques pessoais, prática vedada pela legislação eleitoral vigente quando extrapola os limites da liberdade de expressão e da crítica política fundamentada. Segundo a decisão, o conteúdo veiculado configurava propaganda negativa antecipada ou irregular, devendo ser retirado do ar sob pena de sanções previstas na lei.

Esta não é a primeira intervenção da Justiça sobre o conteúdo digital do governador. Recentemente, Dantas já havia sido condenado a excluir uma suposta "pesquisa" de intenção de votos. O material em questão não possuía registro oficial nos órgãos competentes, carecia de autoria identificada e apresentava números favoráveis ao seu grupo político, o que induziria o eleitor ao erro.

A atuação do TRE-AL reforça o rigor da Corte com a divulgação de dados sem lastro técnico e com o tom das campanhas nas redes sociais. A exclusão da pesquisa anterior foi baseada na ausência de requisitos básicos de transparência, enquanto a nova ordem judicial foca no equilíbrio do pleito e no combate à disseminação de conteúdos ofensivos.

A decisão determina a imediata exclusão dos links apontados. Caso haja descumprimento, o governador poderá enfrentar multas diárias e outras penalidades eleitorais.

Até o momento, a assessoria jurídica do governador Paulo Dantas não emitiu uma nota oficial sobre as recentes derrotas judiciais. O espaço segue aberto para manifestações da defesa. Já o grupo político de JHC tem utilizado as decisões para reforçar o discurso de que é alvo de perseguição e desinformação por parte da atual gestão estadual.

A fiscalização sobre o uso das redes sociais deve ser intensificada conforme a proximidade do período eleitoral, com o objetivo de garantir que o debate político se mantenha dentro das normas legais.

Eleições 2026 em Alagoas expõem disputa entre velhos grupos políticos e incerteza do eleitorado sobre renovação no poder

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17.4.26

Renan Filho e JHC
A eleição para o governo de Alagoas em 2026 já se desenha como uma das mais competitivas dos últimos anos, marcada pela polarização entre grupos políticos tradicionais, movimentações antecipadas de pré-candidatos e um eleitorado ainda indeciso. Com votação prevista para outubro, o pleito deve definir o sucessor do governador Paulo Dantas, que encerra seu mandato sem possibilidade de reeleição imediata.

O cenário atual é dominado por dois blocos políticos históricos no estado. De um lado, o grupo liderado pelo senador Renan Calheiros, que tem como principal nome o ex-governador e ministro dos Transportes Renan Filho. Do outro, a base ligada, direta ou indiretamente, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que articula candidaturas competitivas no estado.

Levantamentos recentes indicam vantagem do prefeito da capital, tanto em pesquisas estaduais quanto regionais. Em um dos cenários, JHC aparece com cerca de 47,6% das intenções de voto, contra 40,9% de Renan Filho.

Já em recortes da Região Metropolitana de Maceió, a vantagem é ainda maior, chegando a 57% contra 23,5%.

Apesar da polarização entre os dois principais nomes, o cenário ainda está longe de consolidado. Pesquisas apontam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto, especialmente em levantamentos espontâneos, onde os índices de indecisão podem ultrapassar 80%.

Esse dado revela que, embora haja favoritos, a disputa permanece aberta e sujeita a mudanças ao longo dos próximos meses.

A eleição em Alagoas também deve ser impactada pelo cenário nacional. Partidos como o PL já articulam a disputa estadual como parte de uma estratégia maior para fortalecer palanques no Nordeste, inclusive com ligação à corrida presidencial.

Ao mesmo tempo, o grupo governista aposta na continuidade administrativa e na força de alianças consolidadas ao longo dos últimos anos.

Analistas avaliam que a eleição de 2026 em Alagoas será marcada por três fatores principais:

  • Polarização política forte, com disputa direta entre dois grupos dominantes
  • Alto grau de indefinição do eleitorado, especialmente fora da capital
  • Peso das alianças e da estrutura política no interior do estado

A tendência é de uma campanha intensa, com possibilidade real de segundo turno, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta no primeiro turno — cenário previsto pela legislação eleitoral brasileira.

Além do Desmentido: O que a "falsa reunião" em Brasília revela sobre o medo dos Calheiro

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Renan Calheiros

A recente polêmica em torno da suposta — e desmentida — agenda de JHC (PL) com os senadores Renan Calheiros e Renan Filho em Brasília não é apenas um "erro de apuração" ou um ruído de comunicação. Analisando o tabuleiro político de Alagoas sob uma lente mais crítica, o episódio revela o tamanho do incômodo que o nome do ex-prefeito causa à estrutura de poder do clã Calheiros.

A tentativa de emplacar a versão de um encontro entre adversários históricos possui um peso estratégico evidente. No atual cenário, o isolamento político é a maior ameaça a JHC, enquanto a ideia de uma "composição" com o MDB poderia servir para minar a confiança de sua base mais conservadora e antipetista/anticalheirista.

A rapidez com que aliados de JHC correram para publicar fotos em Maceió — transformando o celular em instrumento de prova de álibi — demonstra que o grupo do ex-prefeito entende que qualquer boato de aproximação com os Calheiros é, hoje, um "abraço mortal de sucuri" que ele não pode se permitir.

A liderança de JHC nas pesquisas para o Governo e para o Senado criou um dilema matemático e geográfico para o MDB. Se JHC decidir pelo Palácio República dos Palmares, ele interrompe o projeto de sucessão e continuidade do grupo palaciano. Se optar pelo Senado, ele coloca em xeque a cadeira de Renan Calheiros, cuja reeleição em 2026 é tratada como prioridade absoluta para a manutenção da influência da família no cenário nacional.

Para os Calheiros, JHC não é apenas um adversário; ele é o primeiro nome em décadas com potencial real de desequilibrar as duas frentes de poder simultaneamente.

O que o noticiário de Lauro Jardim e a subsequente "guerra de fotos" expõem é que Alagoas vive um estado de tensão pré-eleitoral permanente. JHC tornou-se um "caos itinerante" para o clã Calheiros porque ele subverte a lógica da alternância controlada de poder.

Prefeitura de União dos Palmares entra na Mira do TCE por farra de acúmulo de Cargos

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Prefeitura de União dos Palmares
A gestão municipal de União dos Palmares atravessa um período de intensa pressão fiscalizatória. Após o encerramento do prazo oficial estipulado pelo Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) no último dia 15 de março, a administração corre contra o tempo para provar a legalidade de múltiplos vínculos funcionais em sua folha de pagamento. O monitoramento faz parte de uma ofensiva do órgão de controle contra a acumulação indevida de cargos, empregos e funções públicas no interior do estado.

A investigação do TCE/AL, iniciada no primeiro bimestre de 2026, não nasceu de denúncias isoladas, mas de um robusto cruzamento de dados via Sistema de Auditoria Pública (SIAP). A malha fina do Tribunal detectou que dezenas de servidores lotados em União dos Palmares apareciam simultaneamente em folhas de pagamento de outras prefeituras alagoanas ou do Governo do Estado.

O foco da auditoria recai sobre três pilares críticos:

  1. Incompatibilidade de Horários: Casos de profissionais que, somando os vínculos, teriam cargas horárias superiores a 60 horas semanais, tornando o exercício físico das funções humanamente improvável.

  2. Vínculos Técnicos e Políticos: A existência de cargos comissionados ocupados por pessoas que já detêm vínculos efetivos em áreas onde a lei proíbe a acumulação.

  3. Setores Sensíveis: As maiores incidências de alertas concentram-se na Saúde e na Educação, áreas onde o déficit de profissionais concursados muitas vezes serve de justificativa para contratações precárias.

Originalmente, a prefeitura deveria ter sanado as inconsistências no início de fevereiro. No entanto, diante do volume de justificativas necessárias, o TCE/AL concedeu uma prorrogação até a metade de março.

Embora a prefeitura tenha protocolado documentos dentro do novo prazo, fontes ligadas ao tribunal indicam que o envio do protocolo é apenas o primeiro passo. "Protocolar a defesa não significa que a irregularidade foi extinta. Agora, a Diretoria de Fiscalização analisa se as exonerações foram de fato realizadas ou se a compatibilidade de horário apresentada é real", explica um técnico do órgão que preferiu não se identificar.

Paralelo ao monitoramento do TCE, a 2ª Promotoria de Justiça de União dos Palmares (MPAL) mantém aberto um procedimento administrativo para investigar outro gargalo: o excesso de contratações temporárias.

A suspeita é de que o município utilize contratos precários para manter um "cabide de empregos" em vez de convocar aprovados em concursos ou realizar novos certames. Em agosto de 2025, o MPAL já havia requisitado a lista nominal de todos os servidores para confrontar com a base do Tribunal de Contas, o que agora culmina neste cerco institucional de 2026.

A reportagem do Portal Tabu continuará monitorando o painel de transparência do TCE/AL para informar se o município sairá da lista de "Alerta" ou se os casos serão convertidos em processos de Tomada de Contas Especial.

O que acontece se JHC renunciar hoje? Veja o passo a passo na Câmara Municipal

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Prefeito de Maceió, JHC | Reprodução

O cenário político da capital alagoana vive um dia de intensa movimentação e incertezas. Com a possibilidade de o prefeito JHC deixar o cargo neste sábado (04/04), as atenções se voltam para os trâmites legais previstos no regimento da Câmara Municipal de Maceió, que balizam a sucessão no Poder Executivo.

Caso o gestor decida interromper seu mandato, o processo segue um roteiro técnico e imediato:

  1. Notificação Formal: O prefeito deve encaminhar um comunicado oficial de renúncia ao Poder Legislativo.

  2. Vacância e Convocação: Assim que o documento é recebido, a Câmara declara o cargo vago e convoca o vice-prefeito para assumir as funções de chefe do Executivo.

  3. Posse Imediata: Diferente de outros processos burocráticos, a transmissão do cargo pode ocorrer no mesmo dia, sem necessidade de prazos de espera.

A responsabilidade de conduzir o ato solene e formalizar a entrada do novo prefeito cabe ao presidente da Câmara, o vereador Chico Holanda.

A expectativa é que o anúncio decisivo ocorra durante uma agenda pública programada para hoje nas obras do Renasce Salgadinho, projeto de impacto ambiental da atual gestão. Até o momento, o silêncio de JHC sobre suas pretensões políticas tem alimentado especulações, transformando o evento de entrega de obras no provável epicentro de uma mudança no comando da prefeitura.

Para ir ao PL, Gaspar pede Ministério da Justiça ou Segurança Pública em eventual vitória de Flávio Bolsonaro

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Alfredo Gaspar
O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil) iniciou tratativas para migrar ao Partido Liberal (PL) sob condições estratégicas que podem redefinir o tabuleiro político de Alagoas e do Brasil. Segundo informações de bastidores da política nacional, o parlamentar teria condicionado sua mudança de legenda à garantia de ocupar uma pasta ministerial — especificamente a Justiça ou Segurança Pública — em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

A movimentação, revelada pelo colunista Gustavo Maia, do jornal O Globo, indica uma articulação que envolve diretamente o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Originalmente cotado para disputar o Senado, Gaspar estaria sendo redirecionado para a corrida ao Governo de Alagoas.

Essa mudança de rota retira um concorrente de peso do caminho de Lira, que também pretende pleitear uma vaga na Câmara Alta. Com o apoio de lideranças do PL e a chancela do grupo bolsonarista, Alfredo Gaspar passaria a ser o nome da direita para o Executivo estadual, consolidando uma aliança entre as principais forças de oposição ao atual governo de Alagoas.

Analistas apontam que a estratégia de Gaspar é calculada. Mesmo que não vença a disputa pelo governo estadual, uma votação expressiva — especialmente em redutos onde o bolsonarismo é consolidado, como a capital Maceió — o credencia naturalmente para a disputa pela Prefeitura de Maceió em 2028.

Caso a vitória de Flávio Bolsonaro se concretize no plano federal, a visibilidade de um cargo no primeiro escalão do governo em Brasília daria ao alagoano um capital político inédito, fortalecendo sua imagem como uma liderança de projeção nacional.

Alfredo Gaspar, que tem histórico como ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, utiliza seu perfil técnico e de combate à criminalidade como principal ativo nas negociações. A exigência de um ministério específico reforça sua intenção de manter a pauta da segurança como marca registrada de sua trajetória.

Até o momento, a assessoria do deputado não confirmou oficialmente a data da filiação, mas interlocutores do PL afirmam que as conversas estão avançadas. A decisão final deve ser anunciada nas próximas semanas, respeitando os prazos da janela partidária e as definições de palanque no estado.

Fora do PL: JHC, Dra. Eudócia e Marina Cândia assinam ficha de filiação ao PSDB

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Aécio Neves, JHC e Eldócia Caldas

O prefeito de Maceió, JHC, a senadora Dra. Eudócia Caldas e a primeira-dama Marina Cândia filiaram-se oficialmente ao PSDB. O movimento, articulado pela cúpula nacional do partido, altera o xadrez político em Alagoas e consolida a legenda como a principal base de oposição e gestão no estado, visando as eleições de 2026.

A entrada do grupo político foi conduzida pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, com o apoio estratégico do ex-governador Teotônio Vilela Filho. A adesão de JHC é vista como uma peça-chave para o PSDB retomar protagonismo no Nordeste, utilizando a capital alagoana como vitrine administrativa.

Com a mudança, o PSDB passa a controlar a prefeitura da maior cidade de Alagoas e garante uma cadeira no Senado Federal. A migração deve gerar um "efeito cascata" no interior, atraindo prefeitos e vereadores que buscam alinhamento com o projeto majoritário de JHC, atualmente favorito nas pesquisas para o Governo do Estado.

A legenda aposta em um discurso de equilíbrio e eficiência técnica para se diferenciar da polarização nacional. O objetivo é transformar a força política de JHC em uma plataforma sólida de resultados, expandindo a capilaridade tucana da capital até o Sertão alagoano.

Pesquisa Veritá: JHC lidera corrida para o Governo de Alagoas com ampla vantagem sobre Renan Filho

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Gráfico da pesquisa
O prefeito de Maceió, JHC, aparece na liderança em todos os cenários da disputa pelo Governo de Alagoas, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Veritá nesta quinta-feira (2). A pesquisa, realizada entre os dias 18 e 24 de março de 2026, aponta uma distância significativa entre o atual gestor da capital e o ex-governador Renan Filho, consolidando o favoritismo do prefeito no início da corrida sucessória estadual.

No cenário em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, JHC atinge 53,3% das intenções de voto. O ex-ministro Renan Filho aparece na segunda colocação, com 27,8%. A diferença entre os dois principais postulantes ao Palácio República dos Palmares é de 25,5 pontos percentuais neste quesito.

Quando o instituto aplica a pergunta direta sobre a preferência do eleitorado considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos e nulos), a vantagem do prefeito de Maceió se amplia: JHC chega a 66,3%, contra 33,7% de Renan Filho.

O levantamento também explorou a viabilidade dos candidatos em um eventual segundo turno ou como alternativa de voto. Mesmo na análise da "segunda opção" de escolha dos eleitores, JHC mantém a dianteira com 56,2%, enquanto o emedebista registra 43,8%.

No quesito rejeição, os números apresentam um desafio maior para o ex-governador. Renan Filho lidera o índice negativo, com 71,6% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Já o prefeito JHC possui uma rejeição de 28,4% entre os eleitores consultados.

A amostragem do Instituto Veritá ouviu 1.220 eleitores em diversas regiões do estado. O levantamento possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro estimada em 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas sob o número AL-03400/2026.

Dança das cadeiras na Câmara de Maceió: apenas três vereadores trocam o PL pelo PSDB

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Apenas três vereadores trocam o PL pelo PSDB

Em uma movimentação estratégica que agitou os bastidores políticos da capital alagoana, apenas os vereadores Chico Filho, Cal Moreira e Eduardo Canuto oficializaram a saída do Partido Liberal (PL) para se filiarem ao PSDB. A decisão, consolidada nesta semana, marca uma divisão no bloco de apoio ao prefeito JHC, uma vez que a maior parte da bancada governista optou por permanecer na atual legenda, temendo sanções jurídicas.

Apesar da articulação para uma migração em massa, nomes de peso do Legislativo municipal decidiram não assinar a ficha de filiação tucana. Entre os que permaneceram no PL estão o presidente da Câmara, Galba Neto, além de Jeanine Beltrão, Marcelo Palmeira, Jonatas Omena, Luciano Marinho, Siderlane Mendonça e Brivaldo Marques.

O principal motivo para a permanência desses parlamentares é o receio de enfrentarem processos por infidelidade partidária. Sem a garantia de uma "janela partidária" segura ou de uma justificativa jurídica incontestável, o grupo avaliou que o risco de perder o mandato na Justiça Eleitoral superava os benefícios políticos da troca de sigla neste momento.

Para os três vereadores que decidiram arriscar a mudança, os interesses envolvem projetos de poder e alianças internas na administração municipal:

  • Chico Filho: O parlamentar busca consolidar o apoio direto do Executivo para viabilizar sua candidatura à reeleição pela presidência da Câmara Municipal.

  • Cal Moreira: Mira uma aproximação maior com a primeira-dama, Marina JHC, visando expandir sua influência na estrutura da Prefeitura e almejar cargos ou voos políticos mais elevados em pleitos futuros.

  • Eduardo Canuto: Segue a linha de reposicionamento dentro do grupo político liderado pelo prefeito, buscando novas bases dentro do ninho tucano.

Bruno Praxedes assume a Secretaria-Executiva do Ministério dos Transportes

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Bruno Praxedes e Renan Filho
A ascensão do palmarino Bruno Praxedes ao cargo de Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes marca um momento de forte representatividade para a Zona da Mata de Alagoas no primeiro escalão do Governo Federal.

A mudança ocorre em uma "dança das cadeiras" estratégica provocada pela saída de Renan Filho, que se descompatibiliza do cargo de ministro para disputar o Governo de Alagoas nas eleições de 2026.

Com a vacância no topo da pasta, a estrutura foi reorganizada priorizando nomes de confiança técnica e política de Renan Filho:

  • George Santoro (Ministro): Deixa a Secretaria-Executiva para assumir a titularidade do Ministério dos Transportes. Ex-secretário da Fazenda de Alagoas, Santoro é o braço direito de Renan Filho na gestão de grandes orçamentos e projetos de infraestrutura.

  • Bruno Praxedes (Secretário-Executivo): Natural de União dos Palmares, Praxedes assume a cadeira que era de Santoro. Até então, ele atuava como Chefe da Assessoria Parlamentar da pasta, sendo a peça-chave na articulação entre o ministério e o Congresso Nacional.

A nomeação de Bruno Praxedes como "número 2" do ministério é vista como uma vitória para a política local de União dos Palmares. O cargo de Secretário-Executivo é considerado o "coração operacional" de qualquer ministério.

Natural de uma família com forte tradição política na Zona da Mata alagoana — filho do ex-prefeito José Praxedes Neto e sobrinho do desembargador Otávio Leão Praxedes —, Bruno consolidou sua carreira através de uma sucessão de cargos técnicos e eletivos. Formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), sua base eleitoral foi construída em União dos Palmares, onde exerceu o mandato de vereador entre 2005 e 2016, chegando à presidência da Câmara Municipal no biênio 2011-2012.

Além do Legislativo, Praxedes acumulou experiência no Executivo como Secretário Municipal de Educação. Seu trânsito na administração estadual cresceu a partir de 2017, quando atuou como Assessor Especial de Projetos do Governo de Alagoas, integrando conselhos estratégicos de órgãos como a Agência de Fomento de Alagoas e a Distribuidora de Gás (Algás). Em 2022, alcançou o primeiro escalão estadual ao assumir a Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego.

Renan Filho deixa Ministério dos Transportes para disputar o Governo de Alagoas; George Santoro assume a pasta

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George Santoro e Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho, deixa oficialmente o cargo nesta quarta-feira (1º) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral e se tornar apto à disputa pelo Governo de Alagoas nas eleições de 2026. A exoneração, a pedido do próprio ministro, será publicada no Diário Oficial da União (DOU). Para garantir a continuidade dos projetos da pasta, o atual secretário-executivo, George Santoro, foi anunciado como o novo titular do ministério.

A sucessão no Ministério dos Transportes foi planejada para manter o alinhamento técnico e político estabelecido desde o início da gestão. George Santoro, que agora assume o comando da pasta, possui uma trajetória de longa data ao lado de Renan Filho, tendo ocupado o cargo de secretário da Fazenda de Alagoas durante os oito anos dos dois mandatos de Filho como governador.

Santoro é mestre em Administração de Empresas e Contabilidade, além de possuir especializações em Economia Empresarial, Administração Pública, Direito, Trabalho e Previdência. Sua nomeação atende a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o cronograma de obras e investimentos em logística no país não sofra interrupções.

Com a ascensão de Santoro ao posto de ministro, a Secretaria-Executiva — o segundo cargo mais importante da hierarquia — passará a ser ocupada pelo palmarino Bruno Praxedes. Natural de União dos Palmares, Praxedes atuava até então como chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério dos Transportes e possui ampla interlocução com o Congresso Nacional.

A saída de Renan Filho já havia sido antecipada pelo próprio político no final de março, em entrevista à imprensa alagoana. Na ocasião, ele destacou que sua missão no governo federal cumpriu uma etapa importante, mas que o retorno ao estado é um movimento estratégico para o seu grupo político.

“A sequência do trabalho é uma garantia dada ao presidente Lula. O volume de entregas precisa ser intensificado nesta nova fase”, afirmou Renan Filho, ressaltando que a nova equipe terá como foco principal a aceleração de projetos estruturantes e o aumento da malha rodoviária e ferroviária do Brasil.

A cerimônia de transmissão de cargo deve ocorrer em Brasília, simbolizando a transição técnica. Enquanto Santoro foca na execução do orçamento do ministério para este ano, Renan Filho inicia sua agenda de pré-campanha em Alagoas, onde deve articular alianças para a disputa majoritária.

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