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Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito Allyson Bezerra: “O Senhor é justo. Missão cumprida

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Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito
Na manhã desta terça-feira (27), após o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal, o vereador Cabo Deyvison (MDB) publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a operação e fazendo graves acusações contra o gestor da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Na gravação, o parlamentar declarou: “Eu sabia que essa casa ia cair. Obrigado, meu Deus. O Senhor é justo. Missão cumprida. E eu não tenho medo de vocês não. Vai cair um a um”.

A ação da Polícia Federal apura suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação na área da saúde no estado. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados em diferentes municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Mossoró.

Além de Allyson Bezerra, também foram alvos das buscas o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP), e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito do município. A operação também incluiu o cumprimento de mandado na residência do irmão do prefeito de São Miguel.

Homem é morto a golpes de arma branca dentro de casa em Porto Calvo

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Viatura do IML-AL
Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram, na tarde deste domingo (25), uma operação de busca por uma pessoa desaparecida no mar da Jatiúca, nas imediações do posto 7, em Maceió.

A ação envolve cinco militares, distribuídos entre o trabalho no mar e o monitoramento na faixa de areia. Três bombeiros atuam diretamente dentro da água, enquanto outros dois realizam varreduras ao longo da orla. O esforço também conta com apoio aéreo de duas aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA).

Segundo relatos de testemunhas, as equipes chegaram ao local por volta das 14h53. Pouco depois, um helicóptero passou a reforçar as buscas pelo alto.

Até o momento, não há informações sobre a identidade da pessoa desaparecida, nem detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido.

Raio atinge área do ato de Nikolas Ferreira em Brasília e deixa 72 pessoas atendidas pelos bombeiros

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72 pessoas atendidas pelos bombeiros
Um raio atingiu a área próxima à Praça do Cruzeiro, em Brasília, local onde estava programado o encerramento do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local. Desse total, 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 vítimas precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Entre os atendidos, oito apresentavam quadro instável.

A corporação informou ainda que a resposta foi imediata, com o emprego de 25 viaturas, incluindo 10 Unidades de Resgate, mobilizadas para prestar socorro às pessoas atingidas.

A mobilização teve início na segunda-feira (19), quando Nikolas Ferreira saiu do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Após grande repercussão nas redes sociais, a iniciativa passou a contar com a adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e também de eleitores do deputado.

O protesto seguiu pela BR-040 e tinha previsão de ser concluído neste domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, após um percurso de 240 quilômetros. No entanto, devido às fortes chuvas no Distrito Federal, o encerramento do ato ainda não ocorreu.

Segundo o parlamentar, a manifestação tem como objetivo contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com destaque para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

O ato também reúne diversas lideranças políticas, entre elas Carlos Bolsonaro, ex-vereador, Padre Kelmon, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e os deputados Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Antes do início da etapa final da caminhada, Nikolas afirmou que a mobilização alcançou seu propósito de “despertar as pessoas e abrir seus olhos para o que está acontecendo” no país.

Arthur Lira e o esquema de obras fantasmas são alvo da PF em Alagoas

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Arthur Lira
Uma apuração conduzida pela Polícia Federal sobre supostos desvios em obras inexistentes bancadas com verbas do antigo orçamento secreto foi destaque no programa Fantástico, exibido neste domingo (18). Entre os alvos da investigação está a pavimentação de uma estrada em Ouro Branco, no Sertão de Alagoas, que recebeu R$ 13 milhões em emendas parlamentares direcionadas pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

O contrato da obra previa investimento total de aproximadamente R$ 23 milhões e ficou sob responsabilidade da empresa baiana Allpha Pavimentações. O empreendimento integra o conjunto de casos investigados pela Operação Overclean, que apura irregularidades em contratos públicos na região Nordeste. Embora partes do serviço tenham sido oficialmente dadas como concluídas, a reportagem revelou problemas estruturais no pavimento, como rachaduras e buracos profundos, além de indícios de baixa qualidade do asfalto.

Segundo informações da Polícia Federal, há suspeita de que uma parcela dos recursos tenha sido desviada para pagamento de propina. Esse tipo de prática, de acordo com os investigadores, já teria sido identificado em outros contratos firmados pela mesma empresa. A Controladoria-Geral da União (CGU) também detectou possíveis fraudes nas medições apresentadas pela Allpha para comprovar a execução dos serviços, irregularidade que aparece em diferentes contratos analisados pelo órgão.

MDB confirma Kill Freitas na disputa por vaga na Câmara Federal em Alagoas

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Kill Freitas
O MDB segue reorganizando seu tabuleiro político para a disputa à Câmara Federal em 2026. O partido confirmou a entrada do ex-prefeito de União dos Palmares, Kill Freitas, como novo pré-candidato a deputado federal pela legenda.

A confirmação partiu do senador Renan Calheiros, presidente estadual do MDB, e faz parte do plano estratégico da sigla para tentar garantir uma terceira cadeira na bancada alagoana em Brasília.

A decisão foi tomada após análise de levantamentos internos realizados em União dos Palmares ao longo desta semana. O município, que reúne cerca de 61 mil moradores e aproximadamente 49 mil eleitores, figura como o quinto maior colégio eleitoral do estado e ocupa posição estratégica na região da Mata alagoana.

De acordo com dados obtidos pelo partido — ainda não registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por isso, não divulgados oficialmente — mais de metade da população local avalia como positiva a candidatura de Kill Freitas à Câmara dos Deputados. Esse indicador foi determinante para a definição do nome.

As pesquisas internas também apontam um cenário favorável ao MDB na região. Renan Calheiros aparece à frente de lideranças como Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Marina Candia. Já Renan Filho mantém vantagem expressiva, mesmo diante da influência tradicional da família Caldas em municípios vizinhos, como Ibateguara, que, segundo interlocutores políticos, não seria suficiente para superar o grupo emedebista em uma disputa regional.

Outro fator que pesou na decisão foi a avaliação positiva do presidente Lula, do governador Paulo Dantas e do prefeito de União dos Palmares, Júnior Menezes. O bom desempenho dessas lideranças ajudou a diminuir resistências internas e acelerou a confirmação da candidatura.

Com a entrada de Kill Freitas, o MDB amplia o grupo que já conta com os deputados Isnaldo Bulhões Junior e Rafael Brito, além de Tereza Nelma, Chicão e Renato Filho. A movimentação fortalece a presença territorial do partido e amplia sua capilaridade em uma das áreas mais estratégicas do estado.

Kill Freitas comandou o município por dois mandatos consecutivos e deixou o cargo com índices de aprovação que chegaram a 92%. Além da base consolidada em União dos Palmares, ele mantém influência regional, embora possa enfrentar entraves políticos internos, sobretudo pela relação com o atual prefeito Júnior Menezes, seu ex-vice e sucessor no cargo.

Dentro da estratégia territorial do MDB, Kill assume a missão de concentrar votos em uma região de alta densidade eleitoral que, até o momento, não contava com um nome federal claramente competitivo. União dos Palmares exerce forte influência política sobre cidades como Ibateguara, Santana do Mundaú, Branquinha, Colônia Leopoldina e São José da Laje.

Nos bastidores, a direção partidária também monitora a possibilidade de o grupo ligado ao prefeito JHC lançar um candidato à Câmara, seja Marina Candia ou Eudócia Caldas. Caso isso ocorra, a expectativa é de uma disputa polarizada, com reflexos diretos em União dos Palmares e em todo o entorno regional.

Com a nova adesão, o MDB passa a contar com uma chapa mais equilibrada do ponto de vista regional e com maior potencial de captação de votos. A estratégia do partido é ocupar espaços eleitorais, reduzir riscos e converter força local em quociente eleitoral. Novos nomes devem ser anunciados nos próximos movimentos da legenda.

Vice-prefeita de União dos Palmares declara apoio a Paulinho Mendonça

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Samires Ulisses, vice-prefeita de União dos Palmares

O cenário político de União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana, sofreu uma alteração profunda com o anúncio oficial da vice-prefeita local. Ela decidiu abandonar o grupo liderado pelo ex-prefeito Kil de Freitas para declarar apoio à pré-candidatura de Paulinho Mendonça, nome escolhido pelo atual prefeito, Júnior Menezes, para a sucessão municipal.

O movimento é visto como um divisor de águas, já que Kil de Freitas não era apenas seu aliado, mas seu padrinho político e o principal responsável por sua indicação ao cargo de vice na chapa majoritária.

O desembarque da vice-prefeita acontece em um momento crítico para Kil de Freitas. O ex-prefeito é uma figura central na política local há décadas, dedica-se atualmente a pavimentar sua candidatura para deputado estadual. Nos bastidores, muitos já falam que Kil é carta fora do baralho na eleições deste ano.

Embora a movimentação tenha alterado o desenho das alianças na cidade, o ex-prefeito Kil de Freitas ainda não emitiu nenhum comentário público sobre a saída de sua antiga aliada.

Comissão do Senado vai pedir documentos sobre o Master e convocar envolvidos, diz Renan

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Senador Renan Calheiros
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou que o colegiado vai solicitar o envio de documentos e promover a convocação de pessoas ligadas às investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo executivos do Banco Master.

O parlamentar também fez críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que instaurou um procedimento para analisar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.

Em vídeo divulgado na rede social X, Renan declarou que pretende requisitar todo o material já existente sobre o Banco Master junto ao Banco Central, ao próprio TCU, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e aos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. “Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União, na CVM e os inquéritos da Polícia Federal”, afirmou.

As apurações da Polícia Federal, que tramitam sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem sob sigilo. O mesmo ocorre com os procedimentos em andamento no TCU e no Banco Central relacionados ao caso.

O ministro do TCU Jhonatan de Jesus também foi alvo de críticas após determinar a abertura de uma inspeção contra o Banco Central e questionar a liquidação do Banco Master. A iniciativa foi interpretada como uma possível interferência nas atribuições regulatórias da autoridade monetária. Renan aproveitou o episódio para direcionar ataques ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), adversário político regional.

Segundo o senador, o TCU deveria atuar na defesa dos interesses nacionais e não para encobrir irregularidades. Ele afirmou ainda que há informações sobre uma suposta pressão exercida pelo atual presidente da Câmara e pelo ex-presidente da Casa sobre um setor do tribunal. “O TCU, por exemplo, é um braço do Legislativo para proteger os interesses do País, e não para encobrir malfeitos. Nós temos recebido informação de uma forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre um setor do TCU”, declarou.

Renan também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli, defendendo maior transparência no processo. “Ele tem que tornar as coisas públicas”, afirmou. O magistrado chegou a determinar que provas obtidas em operações de busca e apreensão permanecessem sob custódia do STF, mas posteriormente voltou atrás e autorizou que a extração do material fosse feita pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Bastidores de 2026: Encontro na Barra de São Miguel sela alianças entre Lula, JHC e os Calheiros

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Prefeito de Maceió, JHC

O cenário político de Alagoas ganhou novos contornos após uma reunião de cúpula realizada no final da tarde do último sábado, em uma residência na Barra de São Miguel. Segundo informações exclusivas obtidas pelo Portal Tabu, o encontro serviu como palco para uma articulação direta entre o Governo Federal e as lideranças locais, com foco total nas eleições de 2026.

O ex-ministro José Dirceu atuou como o interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo foi transmitir um posicionamento claro ao prefeito de Maceió, JHC: o Palácio do Planalto já fechou questão em torno das candidaturas de Renan Filho para o Governo de Alagoas e de Renan Calheiros para a reeleição ao Senado.

Durante a conversa, Dirceu enfatizou a necessidade de cumprimento de acordos firmados anteriormente, cobrando fidelidade e coerência política do grupo liderado por JHC para garantir a unidade da base governista no estado.

Segundo as fontes ouvidas, o prefeito de Maceió chegou ao local acompanhado do vice-prefeito Rodrigo Cunha. Aproximadamente 30 minutos após o início da reunião, integrantes da OAB Alagoas também passaram a integrar o encontro, ampliando o peso institucional do diálogo.

No desfecho da reunião, conforme apuração, o prefeito de Maceió respondeu de forma objetiva às demandas apresentadas. JHC teria reafirmado seu compromisso político com o presidente Lula e declarado apoio ao projeto que aponta Renan Filho como candidato ao Governo de Alagoas. Além disso, confirmou que deixará a Prefeitura de Maceió dentro do prazo legal para disputar uma vaga no Senado da República. No mesmo contexto, também teria informado que sua esposa deverá concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Na mira da PF, Lulinha deixa o Brasil e retorna à Espanha

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Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha"

Após um período de três semanas em solo brasileiro para as celebrações de fim de ano, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", prepara-se para retornar a Madri nos próximos dias. Residente na capital espanhola desde meados de 2025, o filho do presidente Lula cumpriu sua agenda no país sem que houvesse registros de encontros oficiais com o pai.

A partida de Lulinha ocorre em meio ao avanço de um inquérito da Polícia Federal. A instituição apura indícios de transações financeiras entre ele e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como o operador central de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

As suspeitas ganharam corpo após o depoimento de um ex-assessor do operador. Segundo o relato, Fábio Luís teria recebido um montante de R$ 25 milhões, além de repasses mensais estimados em R$ 300 mil. A existência das investigações foi ratificada publicamente por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

Registros indicam que Lulinha e Antônio Carlos voaram juntos para Portugal, com as passagens custeadas pelo lobista. Mensagens datadas de 6 de outubro de 2024 mostram o "Careca do INSS" orientando um subordinado a levar um "medicamento" ao apartamento de Lulinha. O lobista compartilhou o endereço e determinou que o pacote fosse entregue a Renata Moreira, esposa de Fábio Luís.

O presidente Lula manifestou-se sobre o caso, afirmando que o filho deverá arcar com as consequências legais caso eventuais irregularidades sejam comprovadas. No entanto, a base governista no Congresso agiu para conter danos: seguindo diretrizes do Palácio do Planalto, os parlamentares articularam e votaram em massa contra a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.

Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não nomeou uma defesa técnica e não foi encontrado para se posicionar sobre as graves acusações.

Porque até adversários querem ver JHC na disputa pelo governo de Alagoas?

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JHC - Prefeito de Maceió

Atualmente, poucos personagens no cenário político de Alagoas geram tanta expectativa quanto o prefeito de Maceió, JHC. Sua possível decisão de concorrer ao Governo do Estado transformou-se no centro das atenções para aliados, opositores e estrategistas. Embora as motivações divirjam, todos os grupos parecem convergir para um mesmo desejo: ver o prefeito na disputa.

Curiosamente, existe um paradoxo nessa movimentação: JHC é o único ator político que coloca um patrimônio real em jogo. Ao decidir pela candidatura, ele seria o único a assumir o risco de uma perda política concreta em caso de derrota, enquanto os demais setores apenas orbitam sua decisão.

Para o bloco de oposição, a candidatura do prefeito é vista como uma peça de sobrevivência e fortalecimento eleitoral:

Palanque para o Senado:
Figuras como Arthur Lira, Alfredo Gaspar de Mendonça e Davi Davino Filho veem em JHC o "puxador de votos" ideal. Uma chapa encabeçada por ele daria a musculatura necessária para que as candidaturas ao Senado não fiquem isoladas ou esvaziadas.

Densidade Eleitoral:
Sem um nome competitivo disputando o Palácio República dos Palmares, candidatos a deputado federal e estadual temem a falta de uma narrativa forte e de palanques regionais estruturados que ajudem a atrair o eleitorado.

Do outro lado da mesa, os adversários também torcem pela entrada de JHC no pleito, mas com uma estratégia de desgaste. Para o grupo governista, o objetivo é levar o prefeito para o campo de batalha e tentar derrotá-lo nas urnas. Uma queda em 2026 representaria um revés profundo na carreira de JHC, podendo retirá-lo do radar das grandes decisões e dificultar sua recomposição política para projetos futuros no Governo ou no Senado.

Suspeita de irregularidades com recursos do FUNDEB em Craíbas motiva atuação do MPF

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MPF assume inquérito que apura supostas fraudes em contratos de educação em Craíbas

A investigação sobre possíveis fraudes em reformas e construções escolares no município de Craíbas ganhou um novo capítulo jurídico. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) declinou da competência do caso, transferindo o processo para o Ministério Público Federal (MPF).

A decisão do MP estadual fundamenta-se na origem do dinheiro utilizado. Durante as apurações, constatou-se que os pagamentos sob suspeita foram realizados com recursos do FUNDEB/FUNDEF. Como se trata de verbas de origem federal destinadas à educação, a responsabilidade legal de fiscalizar e processar eventuais desvios passa a ser, obrigatoriamente, da instância federal.

Tudo começou com uma representação que apontava graves indícios de irregularidades em processos licitatórios e na execução de contratos em unidades de ensino de Craíbas. Entre os pontos questionados estão:

  • Valores dos contratos e fluxos de pagamentos;

  • Qualidade técnica dos serviços entregues;

  • Possíveis falhas na condução das licitações.

Diante da gravidade dos fatos, a 10ª Promotoria de Justiça de Arapiraca instaurou um Inquérito Civil para aprofundar a coleta de provas e ouvir os envolvidos.

No decorrer das investigações, o promotor responsável enviou notificações oficiais ao prefeito Teófilo José Barroso Pereira, solicitando documentos cruciais, como o edital da Concorrência nº 02/2022 e o contrato administrativo derivado desse certame.

Devido ao grande volume de dados e à complexidade da análise, o Ministério Público precisou, em diversos momentos, estender prazos e reiterar pedidos de informações à Prefeitura de Craíbas para garantir que nenhum detalhe sobre o uso do erário fosse omitido. Agora, todo esse material acumulado servirá de base para a atuação dos procuradores federais.

Articulações nos bastidores apontam para possível “acordão” na sucessão estadual em Alagoas

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Renan Calheiros, JHC e Arthur Lira
Diante da indefinição em torno das principais candidaturas, cresce nos bastidores a especulação de que a sucessão estadual em Alagoas pode ser encaminhada para um amplo acordo político com vistas às eleições de outubro. Segundo aliados tanto do governo quanto da oposição, estaria em discussão a formação de uma chapa única, liderada pelo prefeito de Maceió, JHC, na disputa pelo governo, com Renan Calheiros e Arthur Lira concorrendo às duas vagas ao Senado.

Nesse desenho, Renan Filho abriria mão de disputar novamente o comando do Executivo estadual, apostando na possibilidade de integrar, como vice, a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro dos Transportes, que atualmente é senador pelo MDB e ainda tem cinco anos de mandato pela frente, nunca escondeu, segundo interlocutores, a falta de entusiasmo por um terceiro mandato como governador.

As mesmas fontes afirmam que esse possível “acordão” poderia ser consolidado até abril, já com a definição das chapas proporcionais para deputado federal e deputado estadual. No entanto, o cenário ainda enfrenta resistência interna. O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor — apontado como um dos principais articuladores do processo sucessório — não abre mão da candidatura de Renan Filho ao governo.

O deputado tem reiterado que a aliança com o grupo dos Calheiros permanece sólida ao menos até 2030, quando o MDB, segundo ele, deverá transferir o protagonismo político ao grupo liderado por Marcelo Victor. Ao fazer um balanço das articulações políticas de 2025, o presidente da Assembleia ressaltou que “a democracia não admite heróis nem se sustenta em protagonismos individuais”, sinalizando que as decisões futuras devem ser construídas de forma coletiva.

Disputa pelo Senado em Alagoas ganha novos atores e torna cenário eleitoral mais imprevisível

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Marina Candia 

Faltando menos de um ano para as eleições, a corrida pelas duas cadeiras ao Senado em Alagoas deixa de seguir um roteiro previsível e passa a apresentar maior complexidade. Até o momento, o cenário indicava uma polarização clara entre o senador Renan Calheiros, que tenta renovar o mandato, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, que trabalha para viabilizar sua candidatura.

Nos bastidores, porém, a possibilidade de surgimento de uma chamada “terceira via” começa a alterar o desenho político. O principal movimento nesse sentido envolve a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, que já admitiu avaliar a hipótese de disputar uma vaga no Senado. De acordo com interlocutores próximos, qualquer decisão será alinhada com o prefeito da capital, JHC, de quem ela é uma das aliadas mais próximas.

Outro nome que surge no radar é o do deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPI do INSS. Uma eventual candidatura dele também é apontada como fator capaz de acirrar a disputa e provocar fissuras no campo oposicionista.

Entre analistas políticos, a leitura predominante é de que essas alternativas tendem a fragmentar o eleitorado, especialmente entre aqueles que não se identificam nem com Renan nem com Lira. Assim, o que antes parecia um embate direto entre duas lideranças consolidadas do Estado passa a se configurar como uma disputa mais pulverizada, aberta e imprevisível. A confirmação ou desistência dessas possíveis candidaturas será determinante para o ritmo e a estratégia da corrida ao Senado em Alagoas em 2026. (Com Valor)

Renan Filho mantém diretor investigado e sob monitoramento eletrônico segue no comando das finanças do Dnit

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Renan Filho | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

De acordo com informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, o ministro dos Transportes, Renan Filho, optou por manter Marcos de Brito Campos Júnior na função de diretor de Finanças do Dnit, mesmo após o servidor ter sido alvo de investigação criminal e passar a cumprir medida de monitoramento eletrônico. A permanência no cargo, segundo relatos de integrantes do próprio gabinete do diretor, segue formalmente inalterada, apesar do histórico recente de medidas judiciais restritivas.

Marcos de Brito Campos Júnior foi um dos investigados na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro de 2025. A apuração mira um suposto esquema de descontos associativos irregulares incidentes sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No curso da operação, a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor de suas funções, além da aplicação de medidas restritivas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, indicando a gravidade das suspeitas sob análise.

Marcos de Brito Campos Júnior
Apesar dessas determinações, Marcos de Brito Campos Júnior continua oficialmente vinculado ao posto de diretor de Finanças do Dnit, autarquia responsável pela administração de um orçamento estimado em R$ 11 bilhões para o ano de 2026. Documentos administrativos internos apontam a existência de despachos assinados por ele após a deflagração da operação policial, o que suscita questionamentos sobre o alcance prático do afastamento cautelar e os mecanismos de controle adotados pela pasta.

Desembargador diz que Moraes será responsável “se Bolsonaro morrer”

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Desembargador diz que Moraes será responsável “se Bolsonaro morrer”
A polêmica surgiu após Bolsonaro sofrer um acidente doméstico dentro de sua cela na última terça-feira (6/1). Ao cair, ele atingiu a cabeça em um móvel. Segundo a versão defendida por Sebastião Coelho em vídeo gravado diante do Hospital DF Star, houve uma negligência grave no socorro:

"É um fato concreto: Bolsonaro passou mais de um dia inteiro sem nenhum suporte médico após sofrer um trauma na cabeça. Tal situação é inaceitável!", declarou o desembargador, reforçando que Moraes deve ser considerado o único culpado por danos futuros.

A autorização para que Bolsonaro deixasse o cárcere e passasse por uma avaliação clínica foi concedida por Moraes na manhã desta quarta-feira (7/1). O ex-presidente chegou ao centro médico em Brasília para tratar um traumatismo leve e, após a realização de uma bateria de exames, recebeu alta por volta das 16h30, retornando em seguida à custódia da PF.

Atualmente, Bolsonaro cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de reclusão, sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Sobre o estado emocional e físico do marido, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o ex-presidente tem enfrentado dificuldades severas, vivendo o que ela descreveu como um "modo de sobrevivência" devido às dores constantes.


Bolsonaro cai e bate a cabeça; médico fala em traumatismo craniano leve

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Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a passar mal na madrugada desta terça-feira (6), conforme informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo o relato, o político, de 70 anos, sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e acabou batendo a cabeça em um móvel.

O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico de Bolsonaro, afirmou à CNN Brasil, também nesta terça-feira (6), que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve. O episódio aconteceu seis dias após ele receber alta hospitalar, depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.

Em publicação nas redes sociais, Michelle Bolsonaro relatou o ocorrido. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu. Ela acrescentou que estava com o médico e aguardava informações do delegado sobre os primeiros socorros prestados.

De acordo com apuração da GloboNews, a equipe médica pessoal de Bolsonaro foi comunicada do incidente e deve realizar uma avaliação clínica detalhada antes de decidir sobre a necessidade de exames complementares.

Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal na última quinta-feira (1º), após permanecer nove dias internado para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. O procedimento ocorreu na quinta-feira (25), dia de Natal, sem intercorrências. A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando tecidos internos do abdômen atravessam um ponto de fragilidade da parede muscular, formando um abaulamento. Quando afeta os dois lados, recebe a denominação de bilateral.

Após a cirurgia, a equipe médica avaliou a necessidade de intervenções adicionais para controlar o quadro de soluços. No sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Na segunda-feira (29), foi realizado o mesmo procedimento no lado direito. Já na terça-feira (30), segundo Michelle Bolsonaro, ele foi submetido a uma cirurgia de reforço.

Na quarta-feira (31), o ex-presidente realizou uma endoscopia, quando os médicos constataram a permanência de esofagite e gastrite. No mesmo dia, a defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal que Bolsonaro passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em 1º de janeiro, Bolsonaro recebeu alta hospitalar e retornou à sede da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na articulação de um golpe de Estado. Ele foi transportado do hospital até a unidade da PF em Brasília, localizada a cerca de dois quilômetros, em uma viatura da Polícia Federal. O deslocamento durou aproximadamente seis minutos e o comboio entrou por uma portaria lateral.

Lindbergh Farias aciona PF contra Nikolas Ferreira e clã Bolsonaro por suposto estímulo a intervenção estrangeira

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Lindbergh Farias aciona PF contra Nikolas Ferreira e clã Bolsonaro
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou que apresentará nesta terça-feira (6) uma representação à Polícia Federal contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o parlamentar, os três estariam incentivando uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Em vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Lindbergh afirmou que as manifestações configuram uma tentativa contínua de ruptura institucional. “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou.

A iniciativa tem como base, principalmente, uma publicação feita pelo deputado Nikolas Ferreira na rede social X, que alcançou cerca de 7,3 milhões de visualizações. O post traz uma montagem na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo segurado por dois militares norte-americanos, em referência à imagem que circulou após a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Ao comentar o episódio, Lindbergh criticou duramente o parlamentar mineiro. “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, disse o deputado petista.

Na representação encaminhada à Polícia Federal, Lindbergh também cita comentários feitos pelos parlamentares sobre o tarifaço e sobre a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, temas mencionados nas publicações questionadas.

Paralelamente, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, sob a alegação de apologia ao crime de golpe de Estado.

Para Lindbergh, as manifestações ultrapassam o campo da opinião política. “Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, argumentou.

Eleições 2026: eleitores têm até 6 de maio para regularizar o título eleitoral

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Eleições 2026

O prazo para atualização do cadastro eleitoral visando às Eleições de 2026 entra na reta final e será encerrado dentro de quatro meses. O primeiro turno do pleito está agendado para o dia 4 de outubro, e eleitoras e eleitores têm até 6 de maio para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral.

Até essa data-limite, é possível emitir o primeiro título de eleitor, solicitar a transferência de domicílio eleitoral, atualizar informações cadastrais e realizar o cadastramento biométrico. O cronograma segue o que estabelece o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, que determina o fechamento do cadastro eleitoral 150 dias antes da eleição. A medida é fundamental para viabilizar a organização do processo eleitoral, incluindo a definição das seções de votação e a preparação dos materiais que serão utilizados no dia do pleito.

Os serviços estão disponíveis tanto de forma online quanto presencial. Pela internet, as solicitações podem ser feitas por meio do Autoatendimento ao Eleitor, acessível no site do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (www.tre-al.jus.br). Quem optar pelo atendimento presencial pode se dirigir aos cartórios eleitorais.

Em Alagoas, o atendimento nos cartórios ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, durante o mês de janeiro. Na capital, Maceió, também há atendimento nas Centrais Já! instaladas no Maceió Shopping e no Benedito Bentes, funcionando das 8h às 17h.

Para ser atendido, é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência atualizado — emitido nos últimos três meses —, comprovante de quitação do serviço militar para homens maiores de 18 anos que irão se alistar e comprovante de regularidade junto à Justiça Eleitoral, caso existam débitos.

Desde dezembro do ano passado, os serviços eleitorais em Alagoas passaram a funcionar de forma regionalizada. Com a mudança, qualquer eleitora ou eleitor pode ser atendido em qualquer cartório eleitoral, central ou posto de atendimento do estado, independentemente da zona eleitoral de origem. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços e reduzir dificuldades de deslocamento, especialmente em municípios com maior demanda.

Vereador insiste em pauta superada, e padre mantém Festa de Santa Maria Madalena no formato atual em União dos Palmares

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Vereador Gustavo Pedroza

A Festa de Santa Maria Madalena, padroeira de União dos Palmares, seguirá sendo realizada no formato atual, após negativa do pároco responsável a um pedido apresentado por um vereador do município. Mesmo com o ano de 2026 ainda no início, o episódio reacendeu debates sobre prioridades políticas e a atuação do Legislativo local.

Nas redes sociais do vereador Gustavo Pedroza , um vídeo publicado recentemente chamou a atenção. Com o título “Quando uma tradição se interrompe, um pouquinho da nossa história também fica em silêncio”, o parlamentar defendeu a retomada do evento religioso no local onde tradicionalmente era realizado, um pleito que, na prática, já havia sido superado pela organização da festa nos últimos anos.

Segundo o próprio vereador, foi protocolado um pedido encaminhado tanto ao prefeito Junior Menezes quanto ao padre responsável pela Paróquia de Santa Maria Madalena, solicitando autorização para que a celebração voltasse a ocorrer na Praça Basiliano Sarmento, no centro da cidade. A solicitação, no entanto, foi negada pelo padre George, que optou por manter o evento no formato atual.

O episódio gerou repercussão não apenas pela negativa em si, mas pelo conteúdo da reivindicação. Em meio a diversas demandas sociais e administrativas do município, o pedido levantou questionamentos sobre a pertinência da pauta apresentada pelo parlamentar, especialmente considerando que a festa já ocorre de forma consolidada.

Com a decisão da paróquia, a Festa de Santa Maria Madalena permanece com o formato atual, encerrando, ao menos por ora, a tentativa de mudança defendida pelo vereador.

União dos Palmares: quando o poder silencia aliados e fabrica a própria oposição

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Kil de Freitas, Júnior Menezes e Samires Ulisses | Foto: Reprodução

O ano político de 2025 em União dos Palmares passou longe de ser marcado por grandes entregas legislativas. O que se viu, com frequência quase constrangedora, foi um Parlamento municipal mais ativo nas redes sociais do que no plenário, produzindo discursos inflamados, reclamações recorrentes e muito pouco resultado concreto. Um cenário de “mimimi institucionalizado”, como classificam até aliados nos bastidores, que expõe a fragilidade de um Legislativo acomodado e funcional ao Executivo.

Hoje, falar em oposição formal no município é quase um exercício de retórica. A gestão do prefeito Júnior Menezes conseguiu o que poucos conseguem: dissolver a oposição clássica não pelo embate de ideias, mas pela absorção política. O movimento mais simbólico foi a aproximação — e posterior incorporação — do vereador Ricardo Praxedes, até então o único parlamentar com postura crítica consistente e voz ativa contra a administração. Após a vitória de Menezes, Praxedes atravessou o balcão do plenário e passou a integrar o time da situação. Os outros 14 vereadores, vale lembrar, já orbitavam a gestão desde antes, velhos conhecidos, “amigos de outros carnavais”.

Mas a política raramente aceita vácuos. E é justamente aí que a engenharia de poder de Júnior Menezes começa a produzir efeitos colaterais. Quanto mais a gestão se aproxima do que restava de oposição, mais cria, paradoxalmente, uma nova frente crítica — silenciosa, difusa, mas potencialmente mais perigosa.

É impossível analisar o atual governo municipal sem tocar no fator decisivo que garantiu sua vitória nas urnas. Júnior Menezes, isoladamente, não reunia capital político suficiente para vencer a eleição passada. O peso determinante veio do chamado “padrinho político”: o ex-prefeito Kil de Freitas. Foi ele quem abriu espaço, deu visibilidade, estruturou alianças e pavimentou o caminho para a ascensão de Menezes. Durante a campanha, o então candidato fez questão de reforçar esse vínculo, exaltando inclusive a figura de seu pai, Iran Menezes, como personagem central do desenvolvimento do município — uma narrativa que encontra resistência nos registros históricos e nos corredores pouco iluminados do Palácio Zumbi dos Palmares.

O problema é que, passado o período eleitoral, a gratidão parece ter prazo de validade curto. Nos bastidores, a conversa é direta: Júnior Menezes estaria promovendo uma “limpa” administrativa, removendo ou esvaziando qualquer nome que mantenha vínculo político ou simbólico com Kil de Freitas. Secretários foram exonerados, aliados perderam espaço e aqueles que ainda permanecem o fazem sem poder de decisão, reduzidos a figuras decorativas. A ingratidão, nesse contexto, deixa de ser apenas um traço moral e passa a ser uma estratégia política.

A vice-prefeita Samires Ulisses talvez seja o exemplo mais emblemático desse esvaziamento. Mantida no cargo por força institucional, sua atuação é praticamente invisível. Não há pautas relevantes, protagonismo político ou influência perceptível na condução do governo. O contraste é evidente quando comparado ao espaço ocupado pela primeira-dama, Alane Menezes, que assumiu papel ativo, apresenta propostas, participa de agendas estratégicas e se consolida como um dos rostos mais visíveis da gestão. Na prática, qualquer sombra de influência que a vice pudesse exercer foi apagada.

O movimento se completa quando o prefeito, após ter prometido “apoio total” a Kil de Freitas, retira do ex-gestor a pasta que lhe havia sido concedida e passa a construir palanque para outros nomes cotados a deputado estadual e federal. Kil, que chegou a sonhar com a retribuição de apoio, vê-se isolado politicamente, vítima de uma lógica que transforma antigos aliados em obstáculos a serem removidos.

Ao tentar apagar Kil de Freitas da narrativa administrativa e política de União dos Palmares, Júnior Menezes pode estar cometendo seu erro estratégico mais grave. A gestão parece não perceber que, ao silenciar aliados históricos e centralizar poder em um núcleo familiar — já que boa parte dos assessores e secretários possui laços diretos com o prefeito —, cria-se uma oposição mutável, menos visível, porém muito mais robusta do que aquela enfrentada no passado com o apoio do grupo Freitas.

Na política, o poder raramente tolera o esquecimento forçado. E, muitas vezes, é justamente da tentativa de apagar o passado que nasce a oposição mais perigosa: aquela que não grita no plenário, mas se organiza fora dele.

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