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CPI do Crime recorre ao STF para que Vorcaro seja obrigado a depor

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10.3.26

Reprodução

A CPI do Crime Organizado apresentou, nesta segunda-feira (9), um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a decisão que tornou opcional o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master. O colegiado busca reverter o entendimento do ministro André Mendonça, que desobrigou o comparecimento de Vorcaro, permitindo que ele decida se deve ou não se apresentar aos senadores.

O cerne do recurso, protocolado em nome do senador Fabiano Contarato (PT-ES), reside na classificação jurídica de Daniel Vorcaro perante a comissão. Segundo a defesa da CPI, o ministro André Mendonça teria cometido um erro ao tratar o convocado como "investigado", quando, na verdade, ele foi oficialmente chamado na condição de testemunha.

O documento assinado pelos advogados da comissão argumenta que:

  • Natureza da convocação: Como testemunha, o comparecimento é um dever legal, diferente da condição de investigado, que possui maior amplitude no direito ao silêncio e à não autoincriminação.

  • Prerrogativas da CPI: O recurso sustenta que a decisão judicial interfere na competência constitucional do Congresso de colher informações necessárias para o aperfeiçoamento da legislação federal.

No ofício encaminhado ao Supremo, os parlamentares destacam que a atividade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não se confunde com um processo penal comum. Eles defendem que as restrições típicas da persecução criminal não deveriam ser aplicadas de forma automática ao inquérito parlamentar, sob risco de inviabilizar o trabalho legislativo.

O recurso aponta a existência de error in judicando (erro no julgamento da lei) e error in procedendo (erro no rito processual) na decisão monocrática de Mendonça. O objetivo final é a cassação da liminar para que a prerrogativa de inquirir testemunhas seja plenamente assegurada à CPI.

A disputa judicial começou no último dia 3 de março, quando Mendonça aplicou o princípio do nemo tenetur se detegere (o direito de não produzir provas contra si mesmo). O magistrado baseou-se em jurisprudência anterior, utilizada também na CPMI do INSS, afirmando que o investigado tem a faculdade de comparecer ou não ao ato.

Por outro lado, a defesa de Daniel Vorcaro já havia manifestado que o ex-banqueiro:

  1. Pretende prestar esclarecimentos apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

  2. Considera o comparecimento à CPI do Crime Organizado uma faculdade, amparado pela decisão atual do STF.

O recurso agora aguarda análise do plenário ou do próprio ministro relator para uma possível reconsideração. Caso a decisão seja mantida, a CPI perderá um de seus principais instrumentos de pressão sobre o ex-gestor do banco liquidado pelo Banco Central, o que pode alterar o cronograma de investigações sobre movimentações financeiras suspeitas.

O "Freio de Arrumação" de Dino: Ministro suspende quebra de sigilo do filho de Lula

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Flávio Dino

A política em Brasília não perdoa coincidências, e a mais recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o combustível perfeito para as teorias de bastidor. Ao suspender as quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros 86 alvos da CPMI do INSS, Dino não apenas travou uma investigação; ele levantou um muro jurídico que separa a sanha política do devido processo legal.

Mas a pergunta que ecoa nos corredores do Congresso é inevitável: estamos diante de uma garantia constitucional ou de uma blindagem política sob medida?

O cerne da decisão de Dino ataca o método. A CPMI, sob as bençãos de Davi Alcolumbre, tentou um atalho perigoso: aprovar 87 requerimentos de uma só vez, no chamado voto "em globo". Para o ministro, a quebra de sigilo — uma das medidas mais invasivas que o Estado pode impor a um cidadão — não é item de prateleira em liquidação.

Dino argumenta que, se um juiz precisa escrever páginas justificando por que vai invadir a privacidade de alguém, uma comissão de parlamentares não pode fazê-lo por "W.O." comunicativo. Ao determinar o sobrestamento dos dados, o STF impõe que a CPMI refaça o dever de casa. Agora, cada nome terá que ser debatido, justificado e votado individualmente.

Lulinha

É impossível desassociar a figura de Flávio Dino de sua trajetória recente como braço direito do presidente Lula. Para a oposição, a liminar é lida como um "favor de família", uma interferência do Judiciário para estancar o sangue de um governo acuado por denúncias no INSS.

Contudo, sob a ótica técnica, Dino apenas aplicou a cartilha clássica do garantismo. Ao tentar o "jeitinho regimental" de votar tudo em bloco, a oposição entregou de bandeja o argumento da nulidade. Investigar o filho de um presidente exige um processo à prova de balas; qualquer deslize formal transforma a prova em fumaça nos tribunais superiores.

A decisão tem um efeito prático devastador para a CPMI: o relógio parou.

  1. Obstrução Facilitada: Agora que cada um dos 87 nomes precisa de uma sessão e de um debate, a base governista tem o cenário ideal para a obstrução infinita.

  2. A Derrota de Alcolumbre: O presidente do Congresso, que tentou validar a votação conturbada, vê sua autoridade ser contestada pela caneta do STF.

Se o objetivo de Dino fosse "acobertar", ele teria proibido a investigação. Ele não o fez. Ele exigiu que ela fosse feita pelas regras. O problema é que, no xadrez de Brasília, seguir as regras muitas vezes é o caminho mais longo e tortuoso, dando tempo para que alianças se refaçam e o ímpeto investigativo se esvazie.

A oposição agora enfrenta um dilema: terá coragem de pautar o nome de Lulinha individualmente, enfrentando o desgaste de uma votação nominal, ou aceitará que a tentativa de "atropelo" acabou por blindar o alvo?

As anotações de Flávio Bolsonaro e o xeque-mate planejado para Alagoas

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Flávio Bolsonaro e JHC

O que antes era tratado apenas nos bastidores da política alagoana agora ganha contornos de diretriz partidária. Os manuscritos atribuídos a Flávio Bolsonaro confirmam que o grupo busca consolidar uma chapa de peso em Alagoas, envolvendo nomes de alta densidade eleitoral e buscando resolver impasses internos em curto prazo.

As anotações detalham uma composição que mistura prefeitura, congresso e governo:

JHC e o Governo do Estado: O prefeito de Maceió, JHC, aparece como a aposta para a disputa ao Palácio República dos Palmares. A observação “conversar até dia 15” sugere que o grupo estabeleceu um prazo limite para selar o compromisso e definir a desincompatibilização do cargo ou a manutenção da aliança.

O "Coringa" Arthur Lira: A menção ao presidente da Câmara, Arthur Lira, como possível vice em uma chapa majoritária — seguida de um ponto de interrogação — expõe a incerteza sobre o papel do parlamentar. Lira é peça-chave, mas sua posição na chapa ainda depende de negociações nacionais e locais.

Alfredo Gaspar e o Senado: O nome do deputado federal Alfredo Gaspar surge sublinhado para o Senado, indicando que sua candidatura é tratada como prioridade ou como um nome de consenso para enfrentar o grupo adversário.

Marina Cândia: A primeira-dama de Maceió também é projetada para o Senado, reforçando a estratégia de verticalizar a influência do grupo de JHC na chapa.

Anotações de Flávio Bolsonaro

A anotação de Flávio Bolsonaro não é apenas uma lista de desejos, mas um cronograma operacional. O "prazo do dia 15" indica que a direita busca antecipar definições para evitar o isolamento ou divisões internas que favoreçam o grupo ligado aos Calheiros e ao governo atual.

A presença de Alfredo Gaspar sublinhado demonstra que o campo bolsonarista busca um perfil que une o combate à corrupção com o suporte da segurança pública, nicho onde Gaspar tem forte interlocução. Já a interrogação sobre Arthur Lira reflete o pragmatismo do deputado, que equilibra sua influência em Brasília com as necessidades de sobrevivência política no estado.

As notas mostram que a estratégia para Alagoas está integrada a um plano nacional que envolve estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Alagoas, por ser o berço de rivais políticos históricos do bolsonarismo, é tratada como uma "vitrine de resistência" e expansão.



O "Fator Lulinha" e a reativação do Calcanhar de Aquiles Petista

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Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

O cenário político em Brasília sofreu uma inflexão nesta quinta-feira (26). A decisão do ministro André Mendonça (STF), somada à turbulenta aprovação de quebras de sigilo na CPMI do INSS, retira Fábio Luís Lula da Silva da zona de penumbra e o coloca no centro gravitacional de uma investigação de alta voltagem. Mais do que um desdobramento policial, o caso representa a reativação de um trauma histórico para o PT: a investigação de familiares do presidente como via de desgaste do Executivo.

A tese da Polícia Federal, agora chancelada pela quebra de sigilos telemáticos e fiscais, não se baseia em uma atuação direta de Fábio Luís, mas em uma triangulação de influência. O foco clínico dos investigadores recai sobre a RL Consultoria, da empresária Roberta Luchsinger.

A análise técnica dos fluxos financeiros revela uma conexão que o Planalto terá dificuldade em ignorar:

  • Fluxo de Capital: R$ 1,5 milhão saíram das contas da Brasília Consultoria (de Antônio Camilo, o "Careca") para a empresa de Roberta.

  • A Interlocução Suspeita: Mensagens interceptadas sugerem que parte desses valores — especificamente parcelas de R$ 300 mil — teria como destinatário final o "filho do rapaz". No jargão da PF, o uso de codinomes em operações de lobby é um indicador clássico de tentativa de blindagem de agentes politicamente expostos.

Depoimento do Careca do INSS na CPI — Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
O ponto mais sensível da investigação — e onde o crime de tráfico de influência ganha contornos mais nítidos — é a tentativa de inserção da World Cannabis no Ministério da Saúde. O fato de o "Careca" ter obtido agendas dentro da pasta entre o fim de 2024 e o início de 2025 confere verossimilhança ao depoimento da testemunha que aponta Lulinha como o facilitador desse acesso.

Embora nenhum contrato tenha sido assinado — argumento que a defesa utilizará para alegar "ausência de dano" —, o Direito Penal moderno foca na venda da fumaça (a comercialização do prestígio junto à administração pública).

A agressividade vista no plenário da CPMI, com agressões físicas entre parlamentares, é proporcional ao risco que o caso oferece. A estratégia do governo é clara:

  1. Judicialização: Contestar o método do "contraste visual" utilizado pelo senador Carlos Viana para anular a votação na CPMI.

  2. Vitimização: Argumentar que a decisão de André Mendonça é uma "pesca probatória" ideológica, aproveitando-se do histórico do ministro indicado por Jair Bolsonaro.

O que se vê não é apenas uma investigação sobre desvios no INSS. É o teste de estresse da relação entre o Supremo e o Executivo. Se as quebras de sigilo telemático (e-mails e mensagens) confirmarem que Fábio Luís operava como "sócio oculto", o governo Lula poderá enfrentar uma crise de legitimidade ética em um momento de fragilidade no Congresso.

A "caixa-preta" aberta por Dé Mototaxi em União dos Palmares e a devassa autorizada por Mendonça em Brasília são sintomas de um mesmo fenômeno: o aumento da pressão fiscalizatória sobre os núcleos de poder que cercam a presidência.

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula; sessão é marcada por confusão

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CPMI do INSS tem tumulto — Foto: Reprodução

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta quinta-feira (26) foi marcada por cenas de violência e forte tensão política. O estopim do conflito foi a aprovação dos requerimentos de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República.

Imediatamente após o anúncio do resultado, o ambiente parlamentar deu lugar a um cenário de caos. Governistas avançaram em direção à mesa diretora em protesto, resultando em um empurra-empurra generalizado.

A confusão escalou para agressões físicas, envolvendo deputados como Rogério Correa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ) e o relator Alfredo Gaspar (União-AL). O deputado Luiz Lima relatou ter sido atingido por um soco; Rogério Correa admitiu o contato físico durante o tumulto e, posteriormente, pediu desculpas ao colega. A sessão precisou ser suspensa por alguns minutos até que os ânimos fossem contidos.

O cerne da disputa técnica reside na forma como a votação foi conduzida. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), utilizou o método de votação simbólica por contraste:

  • O método: Parlamentares favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários se levantam.

  • A contagem: Viana contabilizou sete votos contrários (desconsiderando suplentes) e declarou a pauta aprovada.

  • A contestação: O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) exigiu a anulação, alegando "erro crasso" na contagem. Segundo Pimenta, imagens da TV Senado sugerem um placar de 14 a 7 favorável ao governo, o que inverteria o resultado.

"O regimento é claro: o contraste se dá entre a maioria e a minoria dos presentes. Vamos buscar a anulação imediata por fraude no resultado", afirmou Pimenta.

Apesar das reclamações, o senador Carlos Viana manteve o resultado, sob o argumento de que a conferência foi realizada duas vezes.

Em resposta, o bloco governista levou o caso à Residência Oficial do Senado. O grupo busca junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação formal da votação. Além do erro na contagem, os parlamentares sustentam que não há justificativa jurídica para a quebra de sigilo, uma vez que Fábio Luís não figura como investigado oficial no escopo da comissão.

MPAL investiga supostos desvios no programa "Messias Solidário"

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Prefeitura de Messias
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deu início a uma ofensiva para apurar possíveis irregularidades no programa de transferência de renda "Messias Solidário". Através da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, foi instaurado um Procedimento Preparatório de Inquérito Civil, conforme publicado no Diário Oficial do órgão nesta quinta-feira (19/02).

A apuração foca na conduta de Ana Paula Narciso, atual secretária municipal da Mulher e Direitos Humanos de Messias. No entanto, a investigação se estende também à empresa terceirizada que gerencia o sistema de cartões magnéticos e o banco de dados do programa social.

A investigação nasceu de uma denúncia protocolada na Ouvidoria do MPAL, que aponta falhas graves na execução financeira do projeto destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. Os principais pontos sob suspeita são:

  • Retenção de valores: Verificação se o dinheiro destinado aos cartões chegou, de fato, às mãos dos beneficiários.

  • Beneficiários "fantasmas": Suspeita de nomes fictícios na lista de recebimento para desvio de verbas.

  • Gestão de dados: Análise da lisura no processamento das informações pela operadora do sistema.

O programa "Messias Solidário" é uma ferramenta de assistência social em Messias, e o inquérito busca garantir que os recursos públicos cumpram seu papel de mitigar a desigualdade, sem desvios para fins particulares ou administrativos indevidos.

Consórcio Presidido por Prefeito do MDB Beneficia Empresa Ligada a Servidor do Governo de Alagoas

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Neno Freitas e Paulo Dantas | Reprodução
Uma empresa que já havia sido contemplada com um contrato de alto valor junto ao Governo de Alagoas voltou a receber recursos públicos no estado. Desta vez, a contratação ocorreu por meio do Consórcio Intermunicipal da Zona da Mata Alagoana e Serviços Públicos (COZAM), atualmente presidido por Neno Freitas (MDB), que também exerce o cargo de prefeito de Branquinha. O contrato homologado pelo consórcio alcança o montante de R$ 26 milhões e tem como destinatária a empresa Hug Life Skill Education.

A Hug Life Skill Education, cuja filial instalada em Alagoas possui como sócio um servidor que integra a estrutura administrativa do governo comandado por Paulo Dantas, já havia firmado anteriormente um acordo milionário com o Executivo estadual. Agora, volta a ser beneficiada com verbas públicas, ampliando sua atuação no estado por meio de um consórcio formado por municípios da Zona da Mata alagoana.

O valor exato homologado pelo COZAM é de R$ 26.040.000,00. Segundo o ato administrativo, o recurso será destinado à implantação de uma metodologia de educação socioemocional direcionada a professores e estudantes das cidades que integram o consórcio. A proposta prevê a aplicação de conteúdos e práticas voltadas ao desenvolvimento de competências comportamentais e habilidades socioemocionais no ambiente escolar, abrangendo a rede municipal dos entes consorciados.

Apesar da expressividade financeira do contrato e de o consórcio ter concluído recentemente uma licitação de grande porte, a transparência institucional do COZAM é praticamente inexistente. No site oficial da entidade não há informações básicas sobre suas atividades, contratos firmados, composição administrativa, municípios participantes ou detalhamento da execução orçamentária. Também não são disponibilizados relatórios de gestão, balanços financeiros, resultados de programas ou qualquer tipo de prestação de contas acessível ao cidadão.

www.cozam.al.gov.br
A ausência de dados públicos dificulta o acompanhamento social e o controle externo sobre a aplicação dos recursos. Não há, por exemplo, um portal estruturado com informações claras sobre o orçamento anual, quadro técnico, atas de reuniões ou contratos celebrados. O consórcio mantém presença institucional quase nula na internet, o que reforça o cenário de opacidade.

Outro ponto que chama atenção é a inexistência de canais efetivos de comunicação. O único número de telefone divulgado oficialmente não atende às ligações, inviabilizando tentativas de contato para esclarecimentos por parte da imprensa ou da população. Assim, enquanto o montante de R$ 26.040.000,00 destinado à execução do projeto educacional ganha destaque pelo volume de recursos envolvidos, permanecem sem resposta questionamentos relacionados à governança, à fiscalização e à publicidade dos atos administrativos do consórcio.

Kil de Freitas desiste de Brasília e sela unidade em União dos Palmares

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Ex-prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas
Em um movimento que redefine as estratégias eleitorais na Zona da Mata, o ex-prefeito Areski Freitas (Kil) confirmou, nesta quarta-feira (18/02/2026), que não concorre mais a uma vaga na Câmara Federal. A notícia, circulou inicialmente em grupos de mensagens e foi repercutida pelo portal O Senadinho.

A decisão de Kil não é isolada; ela atende a um projeto de unificação do MDB local. O ex-gestor comunicou a amigos e aliados que sua prioridade agora é o fortalecimento do grupo político liderado por Júnior Menezes, atual prefeito de União dos Palmares.

“Não sou mais candidato a deputado federal. Por isso, venho avisar vocês que votarei com os candidatos ligados à gestão”, declarou Kil.

A retirada da candidatura própria de Kil de Freitas visa consolidar a influência do partido na região. Ao abrir mão da disputa pessoal, ele foca em transferir seu capital eleitoral para a chapa apoiada pelas administrações municipal e estadual.

Conselho Tutelar troca debate técnico por ataques pessoais e expõe crise institucional na discussão do “voto único”

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Alexander Campos e Jessica Batista
O que deveria ser um debate técnico sobre as regras do processo democrático para o Conselho Tutelar descambou para a hostilidade pessoal e o fanatismo retórico. Nesta quarta-feira (11), o conselheiro Alexander Campos, que utilizou os microfones da Rádio Quilombo não apenas para contestar a proposta do "voto único", mas para implodir qualquer ponte de diálogo sobre o assunto.

Ao classificar a nova modalidade de sufrágio como uma "usurpação" do direito popular, Alexander Campos sugere que a mudança carrega um vício de origem: a transformação de um serviço essencial de proteção à criança e ao adolescente em um balcão de "mini campanhas políticas". O argumento, embora defensável no campo das ideias, perde o brilho acadêmico ao ser confrontado com a estratégia de ataque direto à dissidência interna.

A fragilidade institucional do Conselho ficou evidente quando a divergência de opiniões foi tratada sob a ótica da traição religiosa. Ao mirar na conselheira Jessica Batista — única voz favorável à proposta — e rotulá-la publicamente como uma figura análoga a Judas Iscariotes (evocando Mateus 26), Alexander Campos remove o debate do campo jurídico e o enterra no julgamento moral. Esse tipo de analogia bíblica em espaços de decisão pública serve apenas para inflamar bases e inviabilizar o consenso.

O atual racha no órgão coloca a Câmara de Vereadores em uma posição desconfortável. Sob pressão e diante de um colegiado que trocou os argumentos técnicos por ataques personalistas, os parlamentares agora herdam a responsabilidade de decidir se cedem ao barulho das redes e das rádios ou se priorizam a estabilidade do sistema de proteção social.

Por João Antônio 

Parecer ou Ser? O Escândalo do Banco Master e a Estratégia da Moralidade de Aluguel na Política Brasileira

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Renan Calheiros e Arthur Lira
Vivemos uma era onde a importância de um acontecimento não é apenas intrínseca, mas fabricada. Diferente de outros tempos, em que a relevância de fatos e opiniões era orgânica, hoje assistimos à "construção da relevância". Figuras como influenciadores e youtubers detêm o poder de converter episódios banais em fenômenos de grande impacto social.

Essa dinâmica é amplamente explorada na política. Um exemplo atual é a jornada a pé do deputado Nikolas Ferreira, de Minas Gerais até Brasília. Embora a utilidade prática do ato seja questionável, a iniciativa já gera barulho. Prova disso é a reação de Lindbergh Farias, líder do governo, que classificou a caminhada como uma "cortina de fumaça". Para Farias, o movimento tenta desviar a atenção do suposto fracasso do projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O Caso Banco Master como Alavanca

Já no escândalo envolvendo o Banco Master, a relevância é real, mas o que se vê é o aproveitamento político dessa crise. Enquanto figuras diretamente ligadas ao caso, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, enfrentam desgastes, quem está de fora utiliza o episódio para projetar uma imagem de guardião da ética — estratégia valiosa para as eleições de outubro deste ano.

Essa tática de marketing moralista não é nova: em 1993, o então pouco conhecido Fernando Collor de Mello chegou à presidência sustentado pelo rótulo de "caçador de marajás", prometendo combater a corrupção em Alagoas.

O Duelo alagoano e o Banco Central

Ainda sobre Alagoas, os rivais Renan Calheiros e Arthur Lira já miram a disputa pelo Senado em 2026. Ambos incorporaram o imbróglio do Banco Master em seus discursos para ganhar visibilidade:

  • Renan Calheiros: Questiona a demora do Banco Central (Bacen) em intervir na instituição de Daniel Vorcaro, apontando que, desde 2019, o banco dependia excessivamente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

  • Arthur Lira: Cobra esclarecimentos sobre o que classifica como "contradições do Bacen".

O súbito interesse desses políticos pela conduta de Daniel Vorcaro e sua instituição financeira dificilmente se traduz em zelo pelo bem público. Em um mundo hiperconectado, a prioridade é ocupar espaços na mídia e associar o próprio nome a valores morais, mesmo que apenas na aparência. Como numa inversão do pensamento atribuído ao filósofo Cícero, o foco contemporâneo está em "parecer" ser ético, ignorando a essência do "ser".

Pesquisa aponta JHC na liderança e Renan Filho em segundo na disputa pelo governo de Alagoas em 2026

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Renan Filho e JHC

A primeira pesquisa eleitoral oficialmente registrada para a disputa de 2026 em Alagoas aponta um cenário de indefinição na corrida pelo Palácio República dos Palmares.

O levantamento, realizado pela TDL Pesquisa & Marketing, coloca o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC – PL), na liderança das intenções de voto, com 39%. Na sequência aparece o ex-governador e atual ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que alcança 30%.

No cenário estimulado, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, 22% dos eleitores afirmaram ainda não ter decidido em quem votar. Já aqueles que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto somam 9%.

A pesquisa ouviu eleitores a partir de 16 anos e utilizou entrevistas presenciais como metodologia, reforçando o retrato de um quadro eleitoral ainda aberto e sujeito a mudanças até o início oficial da campanha.

O estudo foi realizado entre os dias 23 e 25 de janeiro, com 1.200 entrevistas presenciais aplicadas em todas as regiões do estado. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) sob o número AL-03974/2026, apresenta margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito Allyson Bezerra: “O Senhor é justo. Missão cumprida

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Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito
Na manhã desta terça-feira (27), após o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal, o vereador Cabo Deyvison (MDB) publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a operação e fazendo graves acusações contra o gestor da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Na gravação, o parlamentar declarou: “Eu sabia que essa casa ia cair. Obrigado, meu Deus. O Senhor é justo. Missão cumprida. E eu não tenho medo de vocês não. Vai cair um a um”.

A ação da Polícia Federal apura suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação na área da saúde no estado. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados em diferentes municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Mossoró.

Além de Allyson Bezerra, também foram alvos das buscas o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP), e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito do município. A operação também incluiu o cumprimento de mandado na residência do irmão do prefeito de São Miguel.

Homem é morto a golpes de arma branca dentro de casa em Porto Calvo

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Viatura do IML-AL
Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram, na tarde deste domingo (25), uma operação de busca por uma pessoa desaparecida no mar da Jatiúca, nas imediações do posto 7, em Maceió.

A ação envolve cinco militares, distribuídos entre o trabalho no mar e o monitoramento na faixa de areia. Três bombeiros atuam diretamente dentro da água, enquanto outros dois realizam varreduras ao longo da orla. O esforço também conta com apoio aéreo de duas aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA).

Segundo relatos de testemunhas, as equipes chegaram ao local por volta das 14h53. Pouco depois, um helicóptero passou a reforçar as buscas pelo alto.

Até o momento, não há informações sobre a identidade da pessoa desaparecida, nem detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido.

Raio atinge área do ato de Nikolas Ferreira em Brasília e deixa 72 pessoas atendidas pelos bombeiros

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72 pessoas atendidas pelos bombeiros
Um raio atingiu a área próxima à Praça do Cruzeiro, em Brasília, local onde estava programado o encerramento do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local. Desse total, 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 vítimas precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Entre os atendidos, oito apresentavam quadro instável.

A corporação informou ainda que a resposta foi imediata, com o emprego de 25 viaturas, incluindo 10 Unidades de Resgate, mobilizadas para prestar socorro às pessoas atingidas.

A mobilização teve início na segunda-feira (19), quando Nikolas Ferreira saiu do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Após grande repercussão nas redes sociais, a iniciativa passou a contar com a adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e também de eleitores do deputado.

O protesto seguiu pela BR-040 e tinha previsão de ser concluído neste domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, após um percurso de 240 quilômetros. No entanto, devido às fortes chuvas no Distrito Federal, o encerramento do ato ainda não ocorreu.

Segundo o parlamentar, a manifestação tem como objetivo contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com destaque para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

O ato também reúne diversas lideranças políticas, entre elas Carlos Bolsonaro, ex-vereador, Padre Kelmon, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e os deputados Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Antes do início da etapa final da caminhada, Nikolas afirmou que a mobilização alcançou seu propósito de “despertar as pessoas e abrir seus olhos para o que está acontecendo” no país.

Arthur Lira e o esquema de obras fantasmas são alvo da PF em Alagoas

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Arthur Lira
Uma apuração conduzida pela Polícia Federal sobre supostos desvios em obras inexistentes bancadas com verbas do antigo orçamento secreto foi destaque no programa Fantástico, exibido neste domingo (18). Entre os alvos da investigação está a pavimentação de uma estrada em Ouro Branco, no Sertão de Alagoas, que recebeu R$ 13 milhões em emendas parlamentares direcionadas pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

O contrato da obra previa investimento total de aproximadamente R$ 23 milhões e ficou sob responsabilidade da empresa baiana Allpha Pavimentações. O empreendimento integra o conjunto de casos investigados pela Operação Overclean, que apura irregularidades em contratos públicos na região Nordeste. Embora partes do serviço tenham sido oficialmente dadas como concluídas, a reportagem revelou problemas estruturais no pavimento, como rachaduras e buracos profundos, além de indícios de baixa qualidade do asfalto.

Segundo informações da Polícia Federal, há suspeita de que uma parcela dos recursos tenha sido desviada para pagamento de propina. Esse tipo de prática, de acordo com os investigadores, já teria sido identificado em outros contratos firmados pela mesma empresa. A Controladoria-Geral da União (CGU) também detectou possíveis fraudes nas medições apresentadas pela Allpha para comprovar a execução dos serviços, irregularidade que aparece em diferentes contratos analisados pelo órgão.

MDB confirma Kill Freitas na disputa por vaga na Câmara Federal em Alagoas

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Kill Freitas
O MDB segue reorganizando seu tabuleiro político para a disputa à Câmara Federal em 2026. O partido confirmou a entrada do ex-prefeito de União dos Palmares, Kill Freitas, como novo pré-candidato a deputado federal pela legenda.

A confirmação partiu do senador Renan Calheiros, presidente estadual do MDB, e faz parte do plano estratégico da sigla para tentar garantir uma terceira cadeira na bancada alagoana em Brasília.

A decisão foi tomada após análise de levantamentos internos realizados em União dos Palmares ao longo desta semana. O município, que reúne cerca de 61 mil moradores e aproximadamente 49 mil eleitores, figura como o quinto maior colégio eleitoral do estado e ocupa posição estratégica na região da Mata alagoana.

De acordo com dados obtidos pelo partido — ainda não registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por isso, não divulgados oficialmente — mais de metade da população local avalia como positiva a candidatura de Kill Freitas à Câmara dos Deputados. Esse indicador foi determinante para a definição do nome.

As pesquisas internas também apontam um cenário favorável ao MDB na região. Renan Calheiros aparece à frente de lideranças como Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Marina Candia. Já Renan Filho mantém vantagem expressiva, mesmo diante da influência tradicional da família Caldas em municípios vizinhos, como Ibateguara, que, segundo interlocutores políticos, não seria suficiente para superar o grupo emedebista em uma disputa regional.

Outro fator que pesou na decisão foi a avaliação positiva do presidente Lula, do governador Paulo Dantas e do prefeito de União dos Palmares, Júnior Menezes. O bom desempenho dessas lideranças ajudou a diminuir resistências internas e acelerou a confirmação da candidatura.

Com a entrada de Kill Freitas, o MDB amplia o grupo que já conta com os deputados Isnaldo Bulhões Junior e Rafael Brito, além de Tereza Nelma, Chicão e Renato Filho. A movimentação fortalece a presença territorial do partido e amplia sua capilaridade em uma das áreas mais estratégicas do estado.

Kill Freitas comandou o município por dois mandatos consecutivos e deixou o cargo com índices de aprovação que chegaram a 92%. Além da base consolidada em União dos Palmares, ele mantém influência regional, embora possa enfrentar entraves políticos internos, sobretudo pela relação com o atual prefeito Júnior Menezes, seu ex-vice e sucessor no cargo.

Dentro da estratégia territorial do MDB, Kill assume a missão de concentrar votos em uma região de alta densidade eleitoral que, até o momento, não contava com um nome federal claramente competitivo. União dos Palmares exerce forte influência política sobre cidades como Ibateguara, Santana do Mundaú, Branquinha, Colônia Leopoldina e São José da Laje.

Nos bastidores, a direção partidária também monitora a possibilidade de o grupo ligado ao prefeito JHC lançar um candidato à Câmara, seja Marina Candia ou Eudócia Caldas. Caso isso ocorra, a expectativa é de uma disputa polarizada, com reflexos diretos em União dos Palmares e em todo o entorno regional.

Com a nova adesão, o MDB passa a contar com uma chapa mais equilibrada do ponto de vista regional e com maior potencial de captação de votos. A estratégia do partido é ocupar espaços eleitorais, reduzir riscos e converter força local em quociente eleitoral. Novos nomes devem ser anunciados nos próximos movimentos da legenda.

Vice-prefeita de União dos Palmares declara apoio a Paulinho Mendonça

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Samires Ulisses, vice-prefeita de União dos Palmares

O cenário político de União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana, sofreu uma alteração profunda com o anúncio oficial da vice-prefeita local. Ela decidiu abandonar o grupo liderado pelo ex-prefeito Kil de Freitas para declarar apoio à pré-candidatura de Paulinho Mendonça, nome escolhido pelo atual prefeito, Júnior Menezes, para a sucessão municipal.

O movimento é visto como um divisor de águas, já que Kil de Freitas não era apenas seu aliado, mas seu padrinho político e o principal responsável por sua indicação ao cargo de vice na chapa majoritária.

O desembarque da vice-prefeita acontece em um momento crítico para Kil de Freitas. O ex-prefeito é uma figura central na política local há décadas, dedica-se atualmente a pavimentar sua candidatura para deputado estadual. Nos bastidores, muitos já falam que Kil é carta fora do baralho na eleições deste ano.

Embora a movimentação tenha alterado o desenho das alianças na cidade, o ex-prefeito Kil de Freitas ainda não emitiu nenhum comentário público sobre a saída de sua antiga aliada.

Comissão do Senado vai pedir documentos sobre o Master e convocar envolvidos, diz Renan

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Senador Renan Calheiros
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou que o colegiado vai solicitar o envio de documentos e promover a convocação de pessoas ligadas às investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo executivos do Banco Master.

O parlamentar também fez críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que instaurou um procedimento para analisar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.

Em vídeo divulgado na rede social X, Renan declarou que pretende requisitar todo o material já existente sobre o Banco Master junto ao Banco Central, ao próprio TCU, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e aos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. “Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União, na CVM e os inquéritos da Polícia Federal”, afirmou.

As apurações da Polícia Federal, que tramitam sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem sob sigilo. O mesmo ocorre com os procedimentos em andamento no TCU e no Banco Central relacionados ao caso.

O ministro do TCU Jhonatan de Jesus também foi alvo de críticas após determinar a abertura de uma inspeção contra o Banco Central e questionar a liquidação do Banco Master. A iniciativa foi interpretada como uma possível interferência nas atribuições regulatórias da autoridade monetária. Renan aproveitou o episódio para direcionar ataques ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), adversário político regional.

Segundo o senador, o TCU deveria atuar na defesa dos interesses nacionais e não para encobrir irregularidades. Ele afirmou ainda que há informações sobre uma suposta pressão exercida pelo atual presidente da Câmara e pelo ex-presidente da Casa sobre um setor do tribunal. “O TCU, por exemplo, é um braço do Legislativo para proteger os interesses do País, e não para encobrir malfeitos. Nós temos recebido informação de uma forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre um setor do TCU”, declarou.

Renan também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli, defendendo maior transparência no processo. “Ele tem que tornar as coisas públicas”, afirmou. O magistrado chegou a determinar que provas obtidas em operações de busca e apreensão permanecessem sob custódia do STF, mas posteriormente voltou atrás e autorizou que a extração do material fosse feita pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Bastidores de 2026: Encontro na Barra de São Miguel sela alianças entre Lula, JHC e os Calheiros

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Prefeito de Maceió, JHC

O cenário político de Alagoas ganhou novos contornos após uma reunião de cúpula realizada no final da tarde do último sábado, em uma residência na Barra de São Miguel. Segundo informações exclusivas obtidas pelo Portal Tabu, o encontro serviu como palco para uma articulação direta entre o Governo Federal e as lideranças locais, com foco total nas eleições de 2026.

O ex-ministro José Dirceu atuou como o interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo foi transmitir um posicionamento claro ao prefeito de Maceió, JHC: o Palácio do Planalto já fechou questão em torno das candidaturas de Renan Filho para o Governo de Alagoas e de Renan Calheiros para a reeleição ao Senado.

Durante a conversa, Dirceu enfatizou a necessidade de cumprimento de acordos firmados anteriormente, cobrando fidelidade e coerência política do grupo liderado por JHC para garantir a unidade da base governista no estado.

Segundo as fontes ouvidas, o prefeito de Maceió chegou ao local acompanhado do vice-prefeito Rodrigo Cunha. Aproximadamente 30 minutos após o início da reunião, integrantes da OAB Alagoas também passaram a integrar o encontro, ampliando o peso institucional do diálogo.

No desfecho da reunião, conforme apuração, o prefeito de Maceió respondeu de forma objetiva às demandas apresentadas. JHC teria reafirmado seu compromisso político com o presidente Lula e declarado apoio ao projeto que aponta Renan Filho como candidato ao Governo de Alagoas. Além disso, confirmou que deixará a Prefeitura de Maceió dentro do prazo legal para disputar uma vaga no Senado da República. No mesmo contexto, também teria informado que sua esposa deverá concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Na mira da PF, Lulinha deixa o Brasil e retorna à Espanha

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Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha"

Após um período de três semanas em solo brasileiro para as celebrações de fim de ano, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", prepara-se para retornar a Madri nos próximos dias. Residente na capital espanhola desde meados de 2025, o filho do presidente Lula cumpriu sua agenda no país sem que houvesse registros de encontros oficiais com o pai.

A partida de Lulinha ocorre em meio ao avanço de um inquérito da Polícia Federal. A instituição apura indícios de transações financeiras entre ele e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como o operador central de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

As suspeitas ganharam corpo após o depoimento de um ex-assessor do operador. Segundo o relato, Fábio Luís teria recebido um montante de R$ 25 milhões, além de repasses mensais estimados em R$ 300 mil. A existência das investigações foi ratificada publicamente por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

Registros indicam que Lulinha e Antônio Carlos voaram juntos para Portugal, com as passagens custeadas pelo lobista. Mensagens datadas de 6 de outubro de 2024 mostram o "Careca do INSS" orientando um subordinado a levar um "medicamento" ao apartamento de Lulinha. O lobista compartilhou o endereço e determinou que o pacote fosse entregue a Renata Moreira, esposa de Fábio Luís.

O presidente Lula manifestou-se sobre o caso, afirmando que o filho deverá arcar com as consequências legais caso eventuais irregularidades sejam comprovadas. No entanto, a base governista no Congresso agiu para conter danos: seguindo diretrizes do Palácio do Planalto, os parlamentares articularam e votaram em massa contra a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.

Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não nomeou uma defesa técnica e não foi encontrado para se posicionar sobre as graves acusações.

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