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Justiça Eleitoral condena instituto de pesquisa que colocava JHC na liderança

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Tadeu Lira, propietário do Instituto TDL Pesquisa | Foto: Reprodução
A Justiça Eleitoral desidratou a validade do levantamento realizado pela TDL Pesquisa, empresa de propriedade de Tadeu Lira, que vinha apontando a liderança de JHC nas simulações de voto para o governo estadual. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) classificou o estudo como não registrado, retirando dele qualquer peso ou chancela oficial.

A determinação partiu do desembargador Leo Dennisson Bezerra de Almeida, que acolheu um pedido feito pelo diretório do MDB/AL. A representação do partido evidenciou inconsistências metodológicas profundas e, prioritariamente, a falta de transparência sobre a origem dos recursos e a identidade de quem encomendou o trabalho.

De acordo com o entendimento da Corte eleitoral, houve ausência de comprovantes e documentos essenciais, como a identificação do contratante, os dados de financiamento e a respectiva nota fiscal do serviço. Por conta dessas brechas, o processo foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que investigará a ocorrência de uma possível fraude.

Como penalidade imediata, a TDL Pesquisa recebeu uma multa no valor de R$ 53.205,00. Além disso, o instituto está terminantemente proibido de fazer novas veiculações ou pagar por impulsionamentos na internet envolvendo os dados desse levantamento, que havia sido protocolado sob o número AL-04608/2026. Diante do veredito, as estatísticas que vinham sendo amplamente utilizadas e divulgadas pelos apoiadores e pela campanha de JHC perderam a validade jurídica e foram invalidadas pelo próprio tribunal.

Número de mortos pelos terremotos na Venezuela sobe para 3.811

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Prédios desabaram e moradores foram levados para abrigos temporários - Foto: Folhapress
Duas semanas após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela, o total de vítimas fatais subiu para 3.811, de acordo com o balanço atualizado apresentado nesta quinta-feira (9) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. 

Os novos dados oficiais revelados no parlamento apontam ainda que o desastre natural deixou 16.740 feridos e elevou o número de desabrigados para 17.907 pessoas — superando a marca anterior de 17.854 cidadãos que estavam fora de suas casas, registrada no levantamento do último domingo.

A cidade litorânea de La Guaira desponta como o epicentro da devastação provocada pelos tremores, com o desabamento de diversos edifícios públicos e residenciais que forçou a transferência em massa de moradores para abrigos temporários, enquanto as equipes de busca continuam o trabalho de resgate nas áreas afetadas. 

Embora o governo venezuelano ainda não tenha fechado um número oficial de pessoas sumidas, a Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que cerca de 50 mil indivíduos possam estar desaparecidos sob os escombros.

Terremotos na Venezuela deixam mais de 3.800 mortos e mobilizam ajuda internacional

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Reprodução
As consequências dos dois fortes terremotos que abalaram a Venezuela há duas semanas ganharam novos e tristes números, com o total de vítimas fatais chegando a 3.811 pessoas, segundo dados oficiais apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O balanço atualizado pelo parlamentar aponta ainda que o desastre natural deixou 16.740 cidadãos feridos e elevou o contingente de indivíduos sem moradia para 17.907.

Entre as regiões castigadas pelos abalos de magnitude 7,2 e 7,5 — que aconteceram no começo da noite de 24 de junho —, a cidade litorânea de La Guaira desponta como uma das localidades que sofreram os maiores impactos. Os dois abalos principais aconteceram de forma quase simultânea, separados por um intervalo menor que sessenta segundos, e a terra continuou a tremer na sequência, registrando-se ao menos 20 réplicas após os choques de maior intensidade.

Para ajudar no atendimento humanitário e nas buscas por sobreviventes, uma força-tarefa internacional foi montada. Nações como Brasil, China, Estados Unidos, México e Reino Unido, além de outros parceiros globais, mobilizaram-se rapidamente para enviar ao território venezuelano mantimentos, remédios, maquinários especializados e profissionais de salvamento.

Contratação de banca para concurso de Rio Largo em 2024 é investigada pelo Ministério Público

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Prefeitura de Rio Largo

A contratação da empresa responsável pelo concurso público da Prefeitura de Rio Largo, realizado em 2024, entrou na mira do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). O órgão abriu um procedimento preparatório de inquérito civil para investigar supostas falhas no processo de escolha da banca organizadora, conforme publicado na edição desta quinta-feira (9) do Diário Oficial Eletrônico da instituição. 

A apuração começou após uma denúncia apontar suspeitas na dispensa de licitação que beneficiou a empresa INDEC, indicando que os valores cobrados pelo serviço podem estar inflacionados em comparação com a média do mercado.

O documento oficial aponta que o Termo de Referência da contratação não trouxe as justificativas necessárias para comprovar que os preços eram justos, o que fere as regras de contratações administrativas da Lei nº 14.133/2021. Além disso, os investigadores apuram se houve a falta de uma pesquisa prévia de preços, um passo obrigatório para garantir o uso correto e eficiente do dinheiro público. A ausência desse levantamento detalhado é um dos principais pontos que sustentam os indícios de irregularidades no processo.

Diante do cenário, a promotora de Justiça Louise Maria Teixeira da Silva, que atua na 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, formalizou a abertura da investigação preventiva. A meta é coletar provas que sirvam de base para uma futura ação civil pública ou para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a administração municipal. 

Como primeiro passo, o Ministério Público deu ordens para que o município de Rio Largo envie a cópia completa do processo de dispensa de licitação do concurso de 2024, documento que passará por análise antes das próximas decisões da promotoria.

TRE/AL acelera julgamentos sobre fraude de gênero e pode cassar mandatos em três municípios

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TRE/AL | Foto: Reprodução
A Justiça Eleitoral alagoana decidiu acelerar o passo e pautou para a próxima segunda-feira, 13 de julho, a análise de recursos que apuram irregularidades graves no interior do estado. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) vai julgar denúncias de abuso de poder político e fraudes na cota de gênero envolvendo os municípios de Tanque d'Arca, Boca da Mata e Messias. A determinação, que saiu na edição do Diário Oficial desta quinta-feira (9), busca dar rapidez a ações judiciais capazes de provocar uma reviravolta imediata nas Câmaras Vereadores da região, inclusive com o risco de anulação total de votações partidárias.

Com essa mudança no cronograma, a Corte acelera o desfecho jurídico sobre as suspeitas de "candidaturas laranjas" de mulheres no último pleito municipal. Se os magistrados comprovarem as fraudes nas chapas do MDB, do Progressistas (PP) e do Republicanos, todos os votos válidos e de legenda dessas siglas serão invalidados. Como consequência, as cidades terão que recalcular o quociente eleitoral, o que resultará na cassação instantânea dos mandatos dos parlamentares que foram eleitos por esses partidos.

Essa articulação do TRE/AL demonstra uma clara intenção de estabilizar a situação política nas câmaras municipais do interior antes que as etapas cruciais do calendário eleitoral deste ano comecem. Tecnicamente, os processos de Tanque d'Arca e Boca da Mata dependem apenas da devolução dos votos de vista pelo desembargador Ney Alcântara para serem finalizados. Já a situação de Messias avança de forma célere respaldada pelo parecer e pela intervenção direta do Ministério Público Eleitoral.

A Maceió que ninguém vê: lixo toma conta das ruas e moradores denunciam abandono na coleta

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Lixos nas ruas de Maceió | Foto: Reprodução

Montanhas de sacos de lixo ocupando calçadas, resíduos espalhados pelas vias e moradores obrigados a conviver com o mau cheiro e o risco de doenças. As imagens registradas em diferentes pontos de Maceió evidenciam um problema que deixou de ser pontual e passou a simbolizar a fragilidade de um dos serviços mais básicos que a população espera da administração municipal: a coleta regular de lixo.

As denúncias se multiplicam nas redes sociais e em diversos bairros da capital. Segundo moradores, em algumas localidades o caminhão da coleta, que antes passava três vezes por semana, agora aparece apenas uma vez, fazendo com que o lixo permaneça acumulado por dias.

O cenário revela muito mais do que um problema de limpeza urbana. Expõe falhas na gestão de um serviço essencial e levanta questionamentos sobre a capacidade da Prefeitura de Maceió em garantir um direito básico da população. Enquanto os resíduos se acumulam nas ruas, cresce a sensação de abandono e a revolta de quem paga impostos, mas não vê o serviço funcionar de forma eficiente.

O impacto vai além da aparência da cidade. O lixo exposto favorece a proliferação de ratos, baratas, moscas e outros vetores de doenças, além de contribuir para o entupimento de galerias pluviais e aumentar o risco de alagamentos. Em pleno século XXI, moradores afirmam conviver diariamente com um problema que deveria ser tratado como prioridade pela administração pública.

Diante das reclamações, aumenta também a pressão por transparência. A população cobra explicações sobre a execução dos contratos de limpeza urbana, a fiscalização das empresas responsáveis pela coleta e a correta aplicação dos recursos públicos destinados ao serviço.

Para muitos moradores, o acúmulo de lixo nas ruas tornou-se um retrato da falta de eficiência da gestão municipal na prestação de serviços essenciais. Enquanto a Prefeitura não apresenta soluções capazes de restabelecer a regularidade da coleta, as denúncias continuam crescendo e o lixo segue ocupando espaços que deveriam estar limpos, organizados e livres de riscos à saúde da população.

Motociclista é transferido de helicóptero para Maceió após grave acidente em Joaquim Gomes

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CBM/AL realizando o resgate da vítima | Foto: Luzamir Carneiro
Dois homens ficaram feridos em um acidente de motocicleta ocorrido nesta quarta-feira (8), nas imediações da Ponte da Amizade, no município de Joaquim Gomes, na Zona da Mata de Alagoas. O condutor sofreu ferimentos graves e precisou ser levado de helicóptero para um hospital de referência em Maceió, enquanto o passageiro teve apenas lesões leves.

Segundo as informações iniciais, os dois seguiam pela via quando, por motivos que ainda serão esclarecidos, o motociclista perdeu o controle da direção. A moto saiu da pista e caiu em uma barreira localizada às margens da ponte.

Antes da chegada das equipes de resgate, moradores da região prestaram os primeiros socorros ao passageiro, que foi encaminhado ao Hospital Municipal Ana Anita Gomes Fragoso com ferimentos considerados leves.

O condutor, por sua vez, permaneceu no local até receber atendimento especializado. Conforme os socorristas, ele apresentava traumatismo craniano, diversas escoriações pelo corpo e sangramento pelo ouvido, quadro que exigiu atendimento de alta complexidade.

A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Segurança Municipal e do Departamento Estadual de Aviação (DEA). Após ser estabilizado no local, o motociclista foi transportado pela equipe aeromédica do DEA, a bordo do helicóptero Falcão 5, para uma unidade hospitalar de referência em Maceió.

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