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| Corte de verbas faz Brasil perder patente internacional da Polilaminina |
A jornada da polilaminina começou oficialmente em 2007, quando o pedido de patente foi protocolado ainda na fase embrionária do projeto. No entanto, o reconhecimento oficial tardou a chegar:
Espera: Foram necessários 18 anos para que a patente fosse finalmente concedida, o que ocorreu apenas em 2025.
Prazo crítico: Como a validade desses registros é de apenas 20 anos, o Brasil agora detém um direito que expira em curtíssimo prazo.
Embora o grupo de pesquisa tenha cumprido todos os ritos legais — registrando a tecnologia primeiro no Brasil e depois no exterior —, a crise financeira da UFRJ interrompeu o processo. Segundo Tatiana, a universidade ficou sem verba para quitar as taxas de manutenção do registro internacional durante os anos de 2015 e 2016.
“A UFRJ teve um corte de recursos, em particular foram muitos cortados na época de 2015 e 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar. Então parou de pagar as patentes internacionais”, desabafou a cientista.
A pesquisadora associou diretamente essa perda ao cenário político da época, citando os cortes realizados durante a gestão de Michel Temer. Para evitar que a patente nacional também fosse perdida, a própria Tatiana assumiu os custos: “Eu paguei do meu bolso por um ano para poder não perder”, relatou.
A polilaminina não é apenas uma proteína; é uma esperança real para pacientes com lesões na medula espinhal, condição que atualmente não possui tratamentos de reversão. A perda da proteção internacional significa que o Brasil abre mão de reconhecimento global e de retornos financeiros que poderiam ser reinvestidos na própria universidade.
Ao deixar de proteger uma tecnologia nascida em solo brasileiro, o país perde a chance de transformar o conhecimento acadêmico em um ativo econômico e social estratégico.







