TRE-AL proíbe circulação isolada de minitrio em propaganda eleitoral

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19.8.26

Minitrio

A Justiça Eleitoral barrou a circulação individual de um minitrio elétrico que transitava pelas ruas veiculando propaganda partidária de maneira autônoma. O entendimento em caráter provisório restringe o uso isolado do automóvel como canal publicitário, autorizando sua presença unicamente quando vinculado a agendas públicas previstas em lei, a exemplo de carreatas, passeatas, caminhadas, comícios e encontros políticos.

O posicionamento partiu do desembargador eleitoral Maurício César Brêda Filho, juiz auxiliar de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), após análise de uma representação que contestou a presença do veículo emitindo jingle eleitoral nas vias sem qualquer ato político associado.

Conforme prevê a legislação vigente e as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral, o emprego de minitrios e carros de som encontra respaldo legal especificamente para dar suporte a eventos, caminhadas, passeatas e carreatas, além de reuniões e comícios, respeitadas as normas regulamentares. O deslocamento solitário desses equipamentos com fins promocionais, todavia, permanece proibido.

Ao fundamentar o despacho, o desembargador Maurício César Brêda Filho esclareceu que a diretriz normativa não proíbe a utilização desses veículos durante o período oficial da campanha, mas coíbe que sejam acionados de forma isolada como ferramenta de divulgação.

Evidências anexadas à ação indicaram, em checagem inicial, a circulação do minitrio de modo autônomo e sem conexão com mobilizações ou atos coletivos. O magistrado considerou que o quadro justificava a imediata interrupção da prática no decorrer da disputa eleitoral.

Para assegurar a efetividade da ordem judicial, foi estipulada uma sanção financeira de R$ 10 mil para cada ocasião em que a medida for desrespeitada. Essa cobrança possui finalidade coercitiva e não substitui possíveis penalidades eleitorais resultantes do julgamento definitivo do processo.

Para acompanhar as diretrizes atualizadas e o calendário oficial das eleições, consulte o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou a página do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

Instagram ou TikTok: disputa por público, alcance e dinheiro muda o jogo das redes sociais

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Instagram vs TikTok
Instagram e TikTok travam uma disputa cada vez mais intensa pela atenção dos brasileiros. As duas plataformas apostam fortemente em vídeos curtos, recomendações algorítmicas e ferramentas para criadores, mas existe um ponto que pesa especialmente nessa batalha: a possibilidade de transformar audiência em dinheiro.

O TikTok consolidou um modelo no qual criadores elegíveis podem receber diretamente por determinados conteúdos por meio do Programa de Recompensas do Criador. A plataforma informa que o programa remunera vídeos originais e de alta qualidade com pelo menos um minuto de duração, desde que o perfil e o conteúdo cumpram os critérios estabelecidos.

Essa característica ajuda a explicar por que o TikTok é particularmente atraente para quem pretende transformar produção de conteúdo em atividade profissional. Para um criador, não basta apenas acumular seguidores: a possibilidade de uma publicação alcançar milhões de pessoas e ainda gerar uma recompensa direta da própria plataforma acrescenta um incentivo econômico importante.

Isso não significa, porém, que o Instagram seja uma plataforma sem possibilidades de ganhar dinheiro. Criadores podem construir receitas por meio de publicidade, parcerias comerciais e outras ferramentas disponibilizadas pela Meta. A própria empresa mantém iniciativas para aproximar marcas e influenciadores, como o Marketplace de Criadores. A diferença está no peso que a remuneração direta por desempenho de vídeos pode ter na percepção dos usuários sobre as duas plataformas.

Por que o TikTok chama tanta atenção?

Entre os principais pontos positivos do TikTok está sua capacidade de descoberta. O usuário não precisa necessariamente seguir uma conta para receber seus vídeos. O modelo baseado fortemente em recomendações permite que criadores pequenos consigam alcançar públicos muito maiores do que sua própria base de seguidores.

Para quem está começando, isso cria a sensação de que qualquer vídeo pode ganhar grandes proporções. Somado às possibilidades de monetização, o modelo torna a plataforma bastante competitiva para produtores de entretenimento, informação, humor, educação e conteúdo viral.

Por outro lado, essa dinâmica também apresenta desvantagens. O desempenho pode variar consideravelmente de uma publicação para outra, criando uma forte dependência das recomendações do algoritmo. Além disso, participar dos programas de monetização não significa que qualquer vídeo publicado automaticamente produzirá receita: existem requisitos de elegibilidade, originalidade, duração e visualizações qualificadas.


Instagram ainda tem uma força difícil de ignorar

Se o TikTok apresenta vantagens na descoberta e nos incentivos financeiros diretos para determinados criadores, o Instagram possui um ecossistema mais amplo de relacionamento.

Feed, Stories, Reels, transmissões, mensagens diretas e recursos comerciais permitem que uma mesma conta trabalhe diferentes formatos e mantenha uma relação mais próxima com seus seguidores.

Para empresas, veículos de comunicação e influenciadores que construíram comunidades durante anos, abandonar o Instagram também não é uma decisão simples. A plataforma continua funcionando como vitrine de marcas, negócios, personalidades e produtores de conteúdo.

Ao mesmo tempo, existe um problema: o Instagram precisa continuar relevante para uma geração acostumada a consumir conteúdo rapidamente e a descobrir novos criadores sem necessariamente segui-los.

E a Meta parece consciente dessa disputa.

Meta corre para manter o Instagram competitivo

Nos últimos anos, o Instagram passou por uma sequência de mudanças. A Meta alterou sistemas de recomendação para dar mais oportunidades de distribuição a criadores menores e priorizar conteúdos originais.

A plataforma também incorporou recursos como repostagem de publicações e Reels, uma aba de amigos dentro dos Reels e novas ferramentas de interação. Segundo a própria Meta, os reposts podem ampliar o alcance de um criador ao fazer seu conteúdo chegar aos seguidores de quem realizou a republicação.

Em 2026, as mudanças continuaram. A empresa anunciou o Instants, integrado ao Instagram e também disponibilizado como aplicativo independente, voltado ao compartilhamento mais espontâneo de momentos com amigos. Também lançou novos efeitos para Stories utilizando inteligência artificial.

Neste mês de agosto, o Instagram anunciou ainda uma reformulação de sua identidade visual, a primeira desse porte em mais de uma década, numa tentativa de modernizar a marca e reforçar criatividade e expressão individual.

O conjunto de mudanças mostra uma plataforma que procura se reinventar em diferentes frentes.

O risco de seguir o caminho do Facebook

É justamente aí que aparece uma das maiores preocupações para o futuro do Instagram: evitar um processo semelhante ao enfrentado pelo Facebook.

O Facebook continua sendo uma plataforma de enorme importância para a Meta, mas deixou de ocupar entre muitos usuários — principalmente os mais jovens — o espaço cultural e cotidiano que já teve. O desafio do Instagram é impedir que a mesma percepção de envelhecimento aconteça com sua marca.

Isso não significa que o Instagram esteja necessariamente caminhando para ser “esquecido”, nem que exista comprovação de uma migração em massa exclusivamente por causa da monetização do TikTok. Essa conclusão exigiria dados específicos sobre comportamento e migração dos usuários brasileiros.

O que pode ser observado é uma competição cada vez mais agressiva pela atenção dos internautas e, principalmente, dos criadores. Nesse cenário, oferecer alcance já não é suficiente: as plataformas precisam entregar ferramentas de criação, relacionamento, descoberta e oportunidades financeiras.

Justiça condena homem a 22 anos e 9 meses pela morte de menina de 9 anos em Branquinha

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Anna Cecillya dos Santos Silva, de 9 anos | Foto: Reprodução
O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (18), Victor Emanuel Silva de Souza a 22 anos e 9 meses de prisão pela mort3 de Anna Cecillya dos Santos Silva, de 9 anos, em Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas

O réu foi considerado culpado pelos crimes de homic!di0 qualificado e ocultação de cad4ver. Durante o julgamento, porém, Victor foi absolvido das acusações de est#pr0 de vulnerável e corrupção de menores.

Victor Emanuel estava preso desde janeiro de 2025, mês em que o crime aconteceu. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) sustentou a acusação pelos quatro crimes durante a sessão do Tribunal do Júri.

Anna Cecillya desapareceu no dia 21 de janeiro de 2025, após sair de casa para brincar. Dois dias depois, o corpo da menina foi localizado no Conjunto Raimundo Nonato, na zona rural de Branquinha.

Além de Victor, um adolescente de 17 anos foi apreendido durante as investigações. Segundo o processo, ele confessou participação no crim3 e afirmou que teria sido obrigado a ajudar Victor, que mantinha um relacionamento com uma tia da criança.

Por ter menos de 18 anos à época dos fatos, o adolescente não respondeu criminalmente como adulto. Ele recebeu medida socioeducativa de três anos pela prática de atos infracionais correspondentes aos crimes de homicídio e est#pr0.

Natural de Mozarlândia, em Goiás, Victor teria conhecido a mulher pela internet cerca de 15 dias antes do crime. Posteriormente, deixou o estado de origem e passou a morar com ela em uma residência vizinha à casa onde Anna Cecillya vivia com a mãe, o padrasto e os irmãos.

A condenação desta terça-feira encerra a etapa do julgamento pelo Tribunal do Júri em relação a Victor Emanuel, que deverá cumprir a pena determinada pela Justiça, observadas as regras de execução penal e eventuais recursos.

O caso que chocou Branquinha volta a ter um judicial mais de um ano após a morte da criança.


Mandante de homicídio na Pajuçara é presa em operação policial em Maceió

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Reprodução
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (19), uma mulher investigada por encomendar a morte do ambulante Moisés Gabriel Cezar de Araújo Silva, de 21 anos. O crime ocorreu no início de agosto, próximo à Feira de Artesanato da Pajuçara, em Maceió. 

A suspeita, que já tem histórico por tráfico de drogas e é apontada como gestora de um ponto de venda de entorpecentes no local, foi localizada em sua residência no bairro Guaxuma durante o cumprimento de mandados judiciais.

O homem apontado como autor dos disparos já havia sido detido no último domingo (16) sob posse de drogas, munições e balança de precisão. Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Eduardo Guerra, o atirador atuava a mando da mulher presa hoje. 

A principal linha de apuração indica que o jovem foi alvo de uma disputa territorial entre grupos criminosos rivais apenas por residir em uma comunidade controlada por outra facção, sem que haja indícios de seu envolvimento com atividades ilícitas. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

Enfermeira é esfaqueada por colega de trabalho no interior de Alagoas

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Imagem de câmeras de monitoramento | Foto: Reprodução

Um esfaqueamento registrado na terça-feira (18) movimentou as forças policiais em União dos Palmares, no interior alagoano. A profissional de enfermagem Dayane Santos é apontada como a autora do ataque contra a também enfermeira Adhara Ferreira dos Santos, de quem era colega de trabalho e amiga. 

A agressora foi até a residência da mãe da vítima e a chamou para conversar do lado de fora. O diálogo esquentou e culminou em uma briga física, momento em que Dayane desferiu três golpes de canivete, atingindo Adhara no braço, no tórax e no abdômen. A genitora de Adhara interveio na tentativa de conter a violência e solicitou auxílio imediato.

A vítima passou por cuidados médicos e seu quadro clínico permanece consciente e sem risco de morte. Câmeras do circuito de segurança do imóvel capturaram toda a sequência do crime, registrando desde a conversa inicial até o momento em que a discussão descambou para o confronto físico e as estocadas. Logo após a ação, a suspeita fugiu da cena. 

Agentes da Polícia Militar deslocaram-se até a casa da agressora, contudo constataram que ela já havia deixado o local na companhia do cônjuge, permanecendo com paradeiro desconhecido mesmo após buscas efetuadas na área. A motivação exata do desentendimento continua sob investigação, e a PM ressalta que denúncias anônimas sobre a localização de Dayane podem ser repassadas sem custos através do canal 181.

Casal é encontrado morto com marcas de tiros em canavial no interior de Alagoas

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18.8.26

Imagens dos corpos 
Um homem e uma mulher foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (17) em um canavial situado na entrada de uma fazenda, no município de Novo Lino, no interior de Alagoas. As informações iniciais apontam que o casal teria sido assassinado a tiros, embora as circunstâncias do crime ainda não tenham sido esclarecidas. Os corpos foram localizados por moradores da região, que acionaram a Polícia Militar. 

O homem estava sem camisa, usava uma bermuda preta e possuía uma tatuagem que se estendia da região da barriga até o peito. A mulher foi identificada apenas como Valéria e vestia short jeans azul e blusa vermelha. Após a ocorrência ser comunicada, equipes do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM) foram deslocadas até o canavial e constataram que as duas vítimas já estavam sem sinais vitais. Conforme a polícia, os corpos apresentavam ferimentos inicialmente considerados compatíveis com disparos de arma de fogo. A causa oficial das mortes, porém, somente poderá ser determinada após a realização dos exames periciais. 

O local foi isolado pelos militares para evitar a alteração de possíveis vestígios importantes para a investigação. Buscas também foram realizadas nas proximidades na tentativa de localizar pessoas suspeitas de envolvimento no duplo homicídio, mas, até o momento, ninguém foi encontrado. Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, foram acionadas e realizaram os procedimentos necessários no local. 

Até agora, não há informações sobre quem teria cometido o crime nem sobre a possível motivação. O caso ficará sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.

PF deflagra Operação Colheita Proibida contra rede de tráfico de maconha em Alagoas, Bahia e Pernambuco

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Material apreendido
Na manhã desta terça-feira (18), a Polícia Federal deu início à Operação Colheita Proibida, visando desmantelar uma rede criminosa voltada ao plantio, processamento, logística e distribuição de maconha entre diferentes estados. A ofensiva mobiliza agentes para o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão preventiva distribuídos por Alagoas, Bahia e Pernambuco. 

Em solo alagoano, o trabalho conta com o suporte operacional da Companhia de Operações Policiais Especiais do Sertão (COPES-Caatinga/AL) para efetivar os mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal da comarca baiana de Juazeiro. Além disso, por decisão da Justiça Federal, foram bloqueados até R$ 50 milhões nas contas bancárias de 36 alvos — divididos entre pessoas físicas e jurídicas —, ao passo que cinco propriedades imobiliárias vinculadas ao grupo sofreram constrição judicial.

Segundo as diligências policiais, o esquema estendia sua atuação por diversos pontos da Região Nordeste e também por Minas Gerais. No decorrer do acompanhamento investigativo, forças de segurança localizaram e destruíram dois campos de cultivo ilegal mantidos pela organização: o primeiro em fevereiro deste ano, na cidade paraibana de Caraúbas, e o segundo em maio, no município de Águas Belas, em Pernambuco, na divisa com Alagoas. 

Os envolvidos na apuração podem responder por lavagem de capitais, associação para o tráfico, financiamento do cultivo ilícito de cannabis, tráfico interestadual de entorpecentes e integração em organização criminosa, enquanto as equipes mantêm as ações em campo nos três estados atingidos pelas determinações judiciais.

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