Crânio humano encontrado na praia de Pajuçara pode ser de pescador desaparecido há dois anos

Ascom PC-AL

A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) confirmou, na manhã desta quarta-feira (22), a abertura de um inquérito para apurar a procedência de um crânio humano localizado na Praia de Pajuçara, um dos principais pontos turísticos da capital. O material ósseo foi descoberto na última segunda-feira (20) por uma turista que caminhava na parte rasa do mar. As investigações estão sob o comando do delegado Eduardo Guerra, do 6º Segmento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Durante as diligências iniciais, a DHPP ouviu o depoimento de um pescador local que levantou uma hipótese sobre a identidade dos restos mortais. Segundo ele, o crânio pode pertencer ao seu sobrinho, que desapareceu no mar há cerca de dois anos. Na ocasião, três pescadores se envolveram em um incidente em alto-mar; apenas um sobreviveu ao nadar até a costa, enquanto os outros dois nunca foram encontrados.

A família do desaparecido acredita que ele tenha sido vítima de um afogamento acidental. No entanto, a polícia ainda trata a informação como uma linha de investigação que depende de confirmações técnicas e laboratoriais.

A Polícia Civil informou que, devido às condições em que o crânio foi encontrado e à falta de indícios imediatos de violência no local, a perícia de campo do Instituto de Criminalística foi dispensada. O material foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML), que realizará exames de DNA e outras análises antropológicas para determinar a identidade e a causa da morte.

Embora não existam evidências que apontem para um homicídio neste estágio, a DHPP trabalha com diferentes cenários:

  • Morte acidental: Reforçada pelo relato do naufrágio ocorrido há dois anos;

  • Vilipêndio a cadáver: Hipótese em que o resto mortal poderia ter sido descartado irregularmente no mar;

  • Outras causas naturais ou acidentais: Que só poderão ser confirmadas após os laudos médicos.

O Caso

O achado ocorreu na tarde de segunda-feira, quando uma turista, ao aproveitar o mar com a família, sentiu um objeto estranho ao pisar na areia submersa. Ao verificar do que se tratava, percebeu ser um crânio humano e acionou imediatamente uma guarnição do programa Ronda no Bairro que patrulhava a orla de bicicleta. Os agentes isolaram o material e acionaram a Polícia Científica para dar início aos protocolos de remoção.

O andamento do caso agora aguarda a conclusão dos exames periciais do IML, que serão cruciais para definir se o inquérito seguirá como uma fatalidade marítima ou se há indícios de crime.

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