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| Imagem | Montagem/Tabu |
A recente repercussão sobre uma possível operação da Polícia Federal em Alagoas carrega a influência direta do senador Renan Calheiros (MDB/AL). O foco das investigações seria o aporte de R$ 117 milhões feito pelo IPREV, regime de previdência dos servidores de Maceió, no Banco Master — instituição que sofreu liquidação pelo Banco Central.
Além disso, a PF estaria de olho na transferência das contas dos funcionários municipais, ativos e inativos, para o Banco Regional de Brasília (BRB), que atualmente enfrenta riscos de intervenção. Ambas as movimentações ocorreram durante a administração do ex-prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PL).
A volta desses temas à mídia, que já haviam sido explorados no ano passado por meio de denúncias do vereador Rui Palmeira (PSD), não parece ser obra do acaso. Renan Calheiros, que lidera a Comissão de Assuntos Econômicos no Senado e integra a base governista, manteve-se em silêncio sobre o Banco Master e o BRB até agora.
O ressurgimento das polêmicas coincide com a clara intenção de JHC em concorrer ao Governo do Estado, posicionando-se como o principal adversário de Renan Filho (MDB) na disputa pelo Palácio República dos Palmares.
Para os observadores da política local, a movimentação reforça o peso político de Renan Calheiros e sua capacidade de articulação junto aos órgãos federais de controle. Vale recordar que o próprio senador costumava destacar sua experiência como Ministro da Justiça, cargo que ocupou em 1998 sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, como prova de sua influência institucional.
Diante desse cenário de pressão e investigações requentadas, o recado que fica nos bastidores é de que o grupo de JHC precisará redobrar a cautela para os próximos embates.
