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Medo das urnas? MDB tenta barrar quinta pesquisa eleitoral em Alagoas enquanto oposição lidera

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30.4.26

Renan Calheiros, Paulo Dantas e Renan Filho
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido liderado em Alagoas pelo senador Renan Calheiros, que tem como aliados Renan Filho e o governador Paulo Dantas, voltou a acionar o Poder Judiciário para tentar impedir a divulgação de levantamentos de intenção de voto.

O alvo mais recente da legenda é o instituto TDL, que possui registro oficial junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

Esta movimentação marca a quinta tentativa do MDB de bloquear a publicação de pesquisas no estado durante o atual ciclo político. A estratégia de judicialização ocorre em um momento de tensão entre o grupo governista e a oposição.

Paralelamente à tentativa de barrar dados oficiais, o governador Paulo Dantas sofreu um revés judicial recente. A Justiça determinou que o chefe do Executivo estadual removesse de suas plataformas digitais números referentes a uma pesquisa falsa, que não possuía o registro obrigatório exigido pela legislação eleitoral.

O embate jurídico reflete o clima de disputa antecipada para o Governo do Estado em 2026. Até o momento, os levantamentos que conseguiram ser publicados e que seguem os trâmites legais indicam um cenário favorável à oposição:

  • O prefeito de Maceió e presidente estadual do PSDB, JHC, aparece em vantagem nas sondagens divulgadas até agora.

  • O MDB busca contestar metodologias e registros de institutos que apontam o crescimento da oposição no interior e na capital.

O TRE-AL deve analisar o pedido do MDB nos próximos dias para decidir se os dados do Instituto TDL poderão, finalmente, ser apresentados ao público ou se permanecerão sob sigilo judicial.


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“Autoridade não é licença para desrespeitar”: Advogada Júlia Nunes rebate ataques de deputado em Alagoas

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29.4.26

Advogada Júlia Nunes | Foto: Reprodução
A advogada Júlia Nunes, conhecida por sua atuação na defesa dos direitos das mulheres, publicou um vídeo de resposta nas redes sociais após ser alvo de ofensas proferidas por um deputado estadual Antônio Albuquerque. No registro, Nunes critica a postura do parlamentar, que a teria chamado de "advogadinha de quinta", e reafirma que cargos públicos não conferem o direito de intimidar ou desrespeitar profissionais do Judiciário.

No vídeo, Júlia Nunes faz uma distinção clara entre o respeito ao cargo institucional e a conduta pessoal do parlamentar. “Respeito o cargo que você ocupa, mas não confunda autoridade com arrogância”, afirmou a advogada. Segundo ela, ao utilizar termos pejorativos para se referir à sua atuação, o deputado atinge não apenas a sua imagem, mas a de todas as mulheres e profissionais que integram o sistema de Justiça.

Nunes, que não possui histórico familiar político ou "padrinhos" na área, destacou que sua trajetória é baseada no acolhimento de mulheres vítimas de violência e na aplicação rigorosa da lei. Para ela, ataques desse tipo refletem uma tentativa ultrapassada de intimidação.

Ela ressaltou que seu trabalho é pautado nos fatos presentes nos autos e que jamais buscará a aprovação do deputado para exercer sua profissão. “Mandato longo não é sinônimo de razão, muito menos licença para desrespeitar”, pontuou.


📢 Justiça e Respeito. O desdobramento desse caso e outras notícias sobre o cenário jurídico em Alagoas você acompanha no Portal Tabu: 🌐 www.portaltabu.com.br

Antônio Albuquerque rebate acusações e cobra apuração sore estupro em Coité no Noia

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Antônio Albuquerque e Advogada Júlia Nunes | Foto: reprodução
O deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), nesta terça-feira (28), para se manifestar oficialmente sobre as graves denúncias de que estaria protegendo um acusado de estupro. O parlamentar negou qualquer envolvimento com o caso e criticou duramente a repercussão gerada nas redes sociais, classificando o episódio como uma tentativa de desgaste político.

O embate ganhou força após declarações da advogada Júlia Nunes, que afirmou publicamente possuir informações de que o suspeito — identificado como "Vitinho" — estaria escondido em uma propriedade pertencente a um político de renome no estado. Segundo Nunes, os dados foram obtidos por uma "fonte segura" e já foram compartilhados com os órgãos de investigação.

O acusado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido desde março de 2025. O crime, ocorrido em Coité do Noia, gerou forte comoção e cobranças por agilidade das forças de segurança.

Durante sua fala no plenário, Antônio Albuquerque demonstrou indignação com o que chamou de "insinuações sem comprovação". O deputado criticou a estratégia de não citar nomes diretamente, o que, em sua visão, acaba atingindo a honra de vários parlamentares por meio de especulações generalizadas na internet.

"Estão utilizando uma situação grave para fazer política e atacar a reputação de membros desta Casa", pontuou o parlamentar. Albuquerque reiterou que é favorável à aplicação rigorosa da lei para crimes de violência sexual e que não possui qualquer vínculo com o esconderijo do investigado.

Apesar do acalorado debate político na capital, o foco das autoridades permanece na localização de Vitinho. A Polícia Civil e a Polícia Militar seguem com diligências na região de Coité do Noia e em propriedades vizinhas.

O Ministério Público acompanha o caso e monitora se houve, de fato, auxílio de terceiros para a fuga do suspeito. Caso as denúncias de proteção sejam comprovadas, os envolvidos podem responder pelo crime de favorecimento pessoal.


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Educação sob suspeita: MPAL intervém em União dos Palmares para barrar edital "inventado" pela Prefeitura

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28.4.26

Secretaria de Educação de União dos Palmares | Foto: Google Street View
O Ministério Público do Estado de Alagoas recomendou a suspensão imediata do Edital nº 001/2026 da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares após identificar indícios de ilegalidade no processo de escolha de diretores escolares.

A recomendação, publicada nesta terça-feira (28), integra um procedimento administrativo aberto para apurar possíveis irregularidades no edital.

Segundo o MP, o município teria ultrapassado os limites legais ao criar exigências que não estão previstas na legislação municipal, como certificação obrigatória, provas, análise de títulos e filtros técnicos prévios para validar candidaturas.

Documento do MPAL
Para a promotoria, essas regras alteram, na prática, o modelo definido em lei, que prevê eleição direta com participação da comunidade escolar. A inclusão de etapas eliminatórias é vista como um possível mecanismo de restrição de candidatos e de interferência no caráter democrático do processo.

O documento também levanta preocupação com a igualdade entre os concorrentes, apontando possíveis dificuldades de acesso a informações essenciais, o que pode favorecer determinados grupos dentro da disputa.

Documento do MPAL

Diante do cenário, o MP determinou que a Prefeitura suspenda imediatamente o edital ou promova sua adequação, eliminando exigências consideradas ilegais e garantindo o cumprimento da legislação.

A recomendação é direta: caso não seja cumprida, o caso pode ser levado à Justiça, com pedido de anulação do processo e responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

A investigação segue em andamento e pode ter desdobramentos judiciais nos próximos dias.


📢 Acompanhe a educação em nossa cidade. O desfecho desta decisão do MPAL impacta diretamente as escolas de União dos Palmares. Continue bem informado pelo Portal Tabu: 🌐 www.portaltabu.com.br

Perfil pró-Renan usa Deepfake para forjar confissões de JHC e vira alvo da Justiça

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27.4.26

Perfil que utilizou deepke
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou, em caráter liminar neste domingo (26), a exclusão imediata de um vídeo manipulado por inteligência artificial que simulava a voz e a imagem do prefeito de Maceió e pré-candidato ao governo, JHC (PL). A decisão atende a uma representação da Federação PSDB/Cidadania e estabelece um prazo de 24 horas para que a Meta Platforms retire o conteúdo do ar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

O conteúdo em questão foi veiculado pelo perfil "@juventudecomrenanfilho" no Instagram. De acordo com os autos, o material utilizou a tecnologia conhecida como deepfake para forjar declarações de JHC e do ex-deputado João Caldas. No vídeo, as vozes criadas artificialmente simulavam uma confissão de crimes contra a administração pública, especificamente relacionados a supostos desvios de recursos no Instituto de Previdência de Maceió (IPREV).

O desembargador Antonio José de Carvalho Araújo, relator do processo, enfatizou que o vídeo não continha qualquer sinalização ou aviso de que se tratava de um conteúdo gerado por computador. Essa omissão viola diretamente as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2026, que exigem transparência total no uso de tecnologias de IA em materiais políticos.

Em sua fundamentação, o magistrado destacou que o uso de ferramentas digitais para criar fatos sabidamente falsos e prejudicar a honra de pré-candidatos extrapola os direitos de livre manifestação do pensamento. Segundo o desembargador, a manipulação tecnológica, quando empregada para confundir o eleitorado e desequilibrar a disputa, deve ser combatida com rigor pela Justiça Eleitoral.

A decisão reforça o entendimento de que a inteligência artificial, embora permitida para fins de edição, não pode ser usada para fabricar realidades paralelas ou imputar crimes a adversários políticos sem qualquer base factual.

A Meta Platforms, responsável pelo Instagram, foi notificada para proceder com a remoção. O caso marca um dos primeiros embates judiciais de grande repercussão em Alagoas envolvendo o uso ilícito de IA nas eleições de 2026. A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral devem acompanhar o desdobramento para identificar os responsáveis pela criação e financiamento da conta que disseminou o conteúdo.


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Vereador vira réu por liderar esquema milionário de "rachadinha"

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Câmara de Vereadores de Maceió
A Justiça Eleitoral recebeu denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra 16 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa supostamente liderada por um vereador da capital. O grupo é investigado por operar um esquema estruturado que envolvia a prática de "rachadinha", lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e desvio de verbas de campanha entre os anos de 2018 e 2025.

De acordo com o Ministério Público, a organização atuava de forma contínua, utilizando cargos comissionados para alimentar o sistema ilícito. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, revelou que o grupo utilizava "contas de passagem" e realizava saques vultosos em espécie para dificultar o rastreio do dinheiro público.

As provas reunidas incluem a quebra de sigilos bancários, análises financeiras detalhadas, além de áudios, mensagens de texto e documentos apreendidos durante as fases ostensivas da operação. O montante movimentado pelo esquema ultrapassa a cifra de R$ 2,8 milhões, recursos que teriam sido usados para quitar despesas pessoais dos envolvidos e custear gastos eleitorais não declarados à Justiça.

A denúncia detalha que, além da apropriação de parte dos salários de assessores, os réus praticavam a ocultação de patrimônio e a falsidade ideológica no âmbito eleitoral. O esquema visava manter a estrutura política do grupo através de financiamento irregular, ferindo a transparência e a lisura dos processos de votação no município.

Com o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, todos os 16 investigados passaram formalmente à condição de réus. O processo agora entra na fase de instrução e julgamento, onde serão ouvidas testemunhas e apresentadas as provas de defesa e acusação.

Até o momento, a defesa do vereador apontado como líder do grupo não emitiu nota oficial sobre o teor da denúncia, mas o espaço permanece aberto para manifestações. O processo segue o rito legal sob a jurisdição da Justiça Eleitoral, garantindo aos réus o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A decisão de tornar os investigados réus é vista como um passo importante no combate à corrupção no legislativo municipal. Caso sejam condenados, os envolvidos podem enfrentar penas de reclusão, perda de mandato eletivo e inelegibilidade, além da obrigação de ressarcir os valores desviados aos cofres públicos.


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Reaproximação entre Arthur Lira e JHC ganha força e pode isolar grupo governista

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Arthur Lira e JHC
Os bastidores da política em Alagoas entraram em ebulição com o avanço das tratativas para uma nova aliança entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o prefeito de Maceió, JHC (PL). A articulação, tratada com cautela por interlocutores, é vista como um movimento sísmico capaz de redesenhar completamente o mapa eleitoral para a disputa ao Governo do Estado em 2026.

A estratégia central dessa união reside na soma de potências: enquanto JHC detém uma popularidade consolidada na capital e um forte apelo digital, Arthur Lira controla um robusto bloco de prefeituras no interior de Alagoas. Caso o martelo seja batido, o prefeito de Maceió ganharia a capilaridade necessária para furar a bolha da região metropolitana e avançar sobre redutos que hoje orbitam a base aliada do governo estadual.

Levantamentos internos realizados por ambas as partes indicam que o apoio de Lira pode ser o diferencial para encurtar a distância de JHC rumo ao Palácio República dos Palmares. A estrutura partidária e o volume de lideranças municipais trazidos pelo Progressistas (PP) são vistos como o "combustível" que faltava para sustentar uma candidatura de oposição competitiva.

Apesar do otimismo entre aliados, a formalização do acordo enfrenta um entrave técnico e político sensível: a composição das vagas para o Senado Federal. Como 2026 terá duas cadeiras em disputa, o desenho do tabuleiro exige um equilíbrio delicado entre as pretensões dos partidos envolvidos.

Redesenhar esse espaço é fundamental para evitar rupturas internas, uma vez que o grupo já conta com outros nomes de peso que almejam a câmara alta. O anúncio oficial da reaproximação estaria, portanto, condicionado à resolução desse impasse, garantindo que todos os aliados se sintam contemplados na chapa majoritária.

O movimento é monitorado de perto pelo grupo liderado pelo MDB. Uma eventual aliança Lira-JHC força o governo estadual a recalcular suas próprias alianças, especialmente na tentativa de manter prefeitos do interior em sua base. A união dos dois maiores expoentes da oposição em Alagoas sinaliza que a sucessão de Paulo Dantas será marcada por uma polarização intensa entre a força da máquina estadual e a estrutura federal/municipal da nova coalizão.

Acompanhe os bastidores da política alagoana em tempo real. Análises exclusivas sobre as movimentações de Lira, JHC e os Calheiros você encontra no Portal Tabu: 🌐 www.portaltabu.com.br

Calheiros evitam foto com Secretário de Saúde para fugir de desgaste político

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Ausência de Gustavo Miranda em evento do PAC da Saúde intriga classe política e imprensa em Maceió
A ausência do secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, durante a solenidade de anúncio de novos investimentos federais para Alagoas, ocorrida na última sexta-feira, tornou-se o centro das atenções nos bastidores do Palácio República dos Palmares. O evento formalizou o aporte de R$ 30 milhões provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via Novo PAC da Saúde, mas a falta do titular da pasta responsável pela execução dos recursos levantou questionamentos sobre a coesão do primeiro escalão governamental.

O montante anunciado é destinado ao fortalecimento da rede pública de saúde no estado, setor que ganhou relevância global após o desempenho durante a crise sanitária da Covid-19. Os recursos federais são fundamentais para a manutenção e expansão dos serviços de média e alta complexidade em Alagoas.

O evento contou com a presença de figuras centrais do cenário político alagoano, incluindo o senador Renan Calheiros e o ministro dos Transportes, Renan Filho. A participação ativa da cúpula do clã de Murici no anúncio de verbas federais reforçou o tom político da cerimônia, contrastando ainda mais com o espaço vazio deixado pela autoridade máxima da Saúde estadual.

Prefeitos contemplados 

Nos corredores da administração pública, a ausência de Pontes de Miranda não foi lida como um problema de agenda, mas como um sinal de distanciamento político. Fontes ligadas ao grupo governista sugerem que o secretário pode evitar aparições em eventos conjuntos com a ala principal do governo em virtude de investigações em curso pela Polícia Federal que miram irregularidades no setor da saúde.

A estratégia do grupo político aliado, segundo interlocutores, seria blindar as lideranças majoritárias de possíveis desgastes relacionados a operações policiais que apuram desvios de recursos. Por outro lado, há quem afirme que a relação entre o secretário e o núcleo duro do governo atravessa um período de desgaste acentuado.

Apesar do ruído político, o cronograma de liberação dos R$ 30 milhões deve seguir os trâmites do Ministério da Saúde. No entanto, a falta de integração entre o secretário e os articuladores políticos do estado pode dificultar a gestão de crises e a celeridade na entrega de novas unidades e equipamentos previstos no plano de investimentos.

Até o momento, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não emitiu uma nota oficial justificando a falta do gestor no evento. O governo do estado também não se pronunciou sobre possíveis mudanças no comando da pasta nos próximos dias.

Fique por dentro dos bastidores do Palácio. Entenda como a ausência de secretários pode sinalizar mudanças no governo. Acompanhe a análise completa no Portal Tabu: 🌐 www.portaltabu.com.br

É FAKE: Imagem de queda de avião em rua do Pilar foi criada por Inteligência Artificial

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Imagem Fake

Uma imagem que simula a queda de uma aeronave de pequeno porte em uma avenida movimentada da cidade do Pilar, na Região Metropolitana de Maceió, viralizou nas redes sociais e causou apreensão em moradores nesta semana. No entanto, as autoridades confirmaram que o registro é falso e foi integralmente gerado por ferramentas de Inteligência Artificial (IA).

A imagem manipulada apresenta um avião praticamente sem danos pousado sobre o que seriam os escombros do muro da Secretaria Municipal de Saúde, localizada na Avenida Otacílio Cavalcante. O realismo da montagem enganou diversos internautas, que compartilharam o conteúdo como se fosse um acidente real ocorrido em solo alagoano.

Especialistas em tecnologia apontam que, apesar do impacto visual, a imagem apresenta inconsistências típicas de conteúdos gerados por IA, como a ausência de danos estruturais compatíveis com uma queda desse porte e distorções em detalhes do cenário ao redor.

A Prefeitura do Pilar emitiu um esclarecimento oficial desmentindo o ocorrido. Segundo a gestão municipal, não houve qualquer registro de acidente aéreo na região e a imagem não passa de uma montagem digital. A Secretaria de Saúde também confirmou que sua estrutura física permanece intacta.

Órgãos de segurança reforçam que a disseminação de notícias falsas, especialmente as que envolvem desastres, pode gerar pânico desnecessário e sobrecarregar as linhas de emergência com chamados inexistentes.

Denúncia aponta possível irregularidade em devolução de valores por servidores em município do interior de Alagoas

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25.4.26

Imagem ilustrativa

Uma denúncia recebida pela reportagem aponta indícios de possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos em um município do interior de Alagoas. O caso envolve pagamentos em duplicidade a servidores e a suposta orientação para que os valores excedentes fossem devolvidos por meios informais, o que pode levantar questionamentos sobre a transparência e legalidade dos procedimentos adotados.

De acordo com relatos obtidos pela reportagem, servidores teriam sido surpreendidos com depósitos acima do valor habitual em seus salários. Após a identificação do suposto erro, os funcionários teriam sido orientados, de maneira não oficial, a devolver a quantia excedente por meio de transferências via PIX para chaves que não estariam vinculadas diretamente ao Tesouro Municipal.

As informações indicam que a justificativa apresentada teria sido de falha no processamento da folha de pagamento. No entanto, especialistas em Direito Administrativo ouvidos pela reportagem destacam que, mesmo em casos de erro, a devolução de valores públicos deve seguir procedimentos formais, com registro contábil e emissão de guias oficiais, garantindo a rastreabilidade dos recursos.

Segundo esses especialistas, a eventual utilização de canais informais para devolução de valores pode dificultar o controle e a fiscalização do dinheiro público. Em tese, a prática, se confirmada após apuração, pode configurar irregularidades administrativas e até infrações mais graves, dependendo das circunstâncias e da destinação dos recursos.

Fontes ouvidas pela reportagem também relataram receio de possíveis represálias, o que teria levado parte dos servidores a seguir as orientações sem questionamento formal. A situação, segundo essas fontes, teria se repetido em mais de uma ocasião, embora os detalhes ainda estejam sendo apurados.

A legislação brasileira estabelece que qualquer devolução de valores ao poder público deve ser realizada por meio de instrumentos oficiais, como o Documento de Arrecadação Municipal (DAM), garantindo que os recursos retornem de forma transparente aos cofres públicos.

O Portal Tabu deixa o espaço aberto para Prefeitura em questão se manifestar e esclarecer o possível erro de digitação.


Confirmado: Ronaldo Lessa será vice na chapa de JHC em 2026

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23.4.26

Ronaldo Lessa e JHC
A confirmação da aliança entre o atual vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o prefeito de Maceió, JHC (PL), consolida uma das movimentações mais estratégicas do cenário político alagoano para as próximas eleições. A composição, que marca o retorno da parceria entre os dois líderes, visa unir a força eleitoral consolidada na capital com a capilaridade histórica de Lessa no interior do estado, redesenhando as forças na disputa pelo Governo de Alagoas.

A união não é inédita, uma vez que ambos já estiveram no mesmo palanque em pleitos anteriores. Segundo analistas e fontes ligadas aos partidos, a reaproximação vinha sendo costurada de forma silenciosa, sendo tratada nos bastidores como uma cartada fundamental para enfrentar o grupo governista atual.

Ronaldo Lessa aporta à chapa um perfil de peso: ex-governador e atual vice, ele possui um currículo administrativo extenso e um histórico de articulação com diversos setores da sociedade. Para o grupo de JHC, a chegada de Lessa representa a soma de experiência e trânsito político em regiões onde a gestão municipal de Maceió busca ampliar sua influência.

A definição de Lessa como vice é vista como uma resposta ao atual xadrez político do estado. A capacidade de diálogo do pedetista é considerada um trunfo para atrair lideranças de médio e pequeno porte, além de fortalecer a interlocução com movimentos sociais e sindicais, áreas onde Lessa tradicionalmente mantém diálogo aberto.

Do outro lado, JHC aposta na sua popularidade e na vitrine da gestão na capital para capitanear a chapa. A estratégia busca criar um equilíbrio entre a renovação representada pelo prefeito e a solidez política do vice-governador, tentando minimizar flancos que adversários poderiam explorar.

Com a oficialização desta aliança, o cenário eleitoral em Alagoas entra em uma fase de maior polarização. A expectativa agora gira em torno das reações dos grupos adversários, especialmente do MDB, e de como essa composição influenciará a montagem das chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Nacional.

A parceria também sinaliza mudanças na estrutura administrativa de Maceió e na articulação do PDT em nível estadual, já que a sigla passa a ocupar um papel central na oposição ao atual governo.

De cavalo, polícia caça e prende padrasto por estupro de enteada de 11 anos

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Suspeito estava escondido em Delmiro Gouveia
Em uma operação que mobilizou agentes por áreas de difícil acesso, a Polícia Civil de Alagoas prendeu, na manhã desta quarta-feira (22), um homem de 61 anos suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma criança de 11 anos. A captura ocorreu na zona rural de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, após o investigado passar dias foragido em uma região de mata fechada.

O inquérito, conduzido pelo delegado Rodrigo Cavalcanti, titular da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), aponta que os abusos ocorriam de maneira sistemática no interior da residência da família. O caso foi descoberto quando um parente notou sinais da violência e alertou a mãe da vítima, que imediatamente buscou o auxílio das autoridades policiais.

Como parte do protocolo de proteção à infância, a menina foi submetida a uma escuta especializada, onde relatou os episódios de abuso. De acordo com o delegado, o suspeito utilizava agressões físicas e ameaças de morte contra a criança e outros familiares para garantir que o crime não fosse revelado.

A localização do acusado apresentou desafios logísticos para a equipe de investigação. O homem havia fugido para uma área isolada da caatinga, onde o terreno acidentado impedia o tráfego de viaturas convencionais. Para concretizar a prisão, os policiais civis precisaram utilizar cavalos para atravessar a vegetação densa e cercar o esconderijo.

Apesar do histórico de periculosidade — o homem já possui condenação anterior pelo crime de homicídio —, ele não esboçou reação no momento em que foi cercado pelos agentes montados.

A urgência na decretação da prisão preventiva foi reforçada pelos antecedentes criminais do suspeito e pelo risco que ele representava à integridade da vítima e das testemunhas. O histórico de violência anterior foi um dos pontos cruciais considerados pela Justiça para a expedição do mandado.

Após a detenção, o investigado foi encaminhado à Delegacia Regional, onde foram realizados os procedimentos legais de praxe. Ele segue agora para o sistema prisional do estado, onde permanecerá custodiado à disposição do Poder Judiciário, aguardando a audiência de custódia.

Chuva forte provoca alagamentos no Conjunto Newton Pereira, em União dos Palmares

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22.4.26

Alunos descendo do ônibus | Foto: Reprodução
As fortes chuvas que atingiram a região da Zona da Mata alagoana nas últimas horas causaram transtornos aos moradores do conjunto Newton Pereira, em União dos Palmares. O acúmulo de água em diversas ruas transformou vias em rios temporários, dificultando o tráfego de veículos e a circulação de pedestres.

Imagens enviadas por populares mostram que em alguns pontos, como nas proximidades do Colégio João Costa, a água chegou a invadir calçadas, gerando apreensão entre as famílias. Problemas crônicos de drenagem na localidade são apontados por populares como o principal motivo para que episódios de alagamento se repitam sempre que há um volume maior de precipitação.

"Toda vez que chove forte é o mesmo sofrimento. A água sobe rápido e a gente fica com medo de perder as coisas dentro de casa", relatou uma moradora.

O escoamento lento tem sido uma queixa constante dos moradores e já foi levado às autoridades municipais, mas ainda não foi solucionado.

Abandono no Hospital Ib Gatto Falcão: Falta de insumos e infraestrutura precária revoltam pacientes

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Hospital Ib Gatto Falcão

Pacientes e familiares que dependem do Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, denunciam um cenário de colapso na assistência à saúde. A unidade, que deveria ser referência para a região metropolitana, enfrenta graves problemas que vão desde a escassez de medicamentos essenciais até falhas críticas na estrutura física, comprometendo o atendimento digno à população e gerando indignação constante nos corredores.

Os relatos de quem busca atendimento revelam uma realidade de privação. De acordo com os usuários, itens básicos de farmácia hospitalar estão em falta, o que obriga as famílias a arcarem com os custos de medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo Estado.

A situação tecnológica é igualmente crítica: um dos equipamentos de raio-X da unidade estaria inoperante há mais de um ano. A ausência do exame impossibilita diagnósticos rápidos e precisos, obrigando pacientes a esperarem por transferências ou buscarem alternativas por conta própria para casos de urgência.

As denúncias sobre o estado físico do prédio desenham um quadro de insalubridade. Há relatos da presença de animais circulando livremente pelas dependências do hospital, além de registros de esgoto a céu aberto e mobília hospitalar, como camas, em estado avançado de oxidação.

Somam-se a isso as queixas sobre o sistema de climatização, com salas onde o ar-condicionado não funciona, tornando o ambiente desconfortável para pacientes em recuperação e dificultando o trabalho dos profissionais de saúde em meio às altas temperaturas da região.

A crise no Ib Gatto Falcão não é recente e moradores apontam para uma continuidade no descaso administrativo. Críticos da atual gestão afirmam que a deterioração da unidade atravessou diferentes governos, citando que o abandono teria se acentuado na administração de Renan Filho e permanecido sem soluções definitivas na gestão de Paulo Dantas.

A população local manifesta frustração com o contraste entre as promessas de melhorias feitas durante períodos de campanha e a realidade enfrentada no cotidiano da saúde pública estadual.

Apesar do volume de reclamações e da visibilidade dos problemas, ainda não foram anunciados cronogramas oficiais para reformas estruturais ou para a normalização do estoque de medicamentos. O espaço segue aberto para o posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sobre as medidas que serão adotadas para reverter o quadro de precariedade da unidade.

Sem espaço no MDB, Lessa rompe com o Governo para garantir sobrevivência política com JHC

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JHC e Ronaldo Lessa

Os bastidores do PDT em Alagoas dão como certa a aliança entre o atual vice-governador, Ronaldo Lessa (PDT), e o prefeito de Maceió, JHC (PL). O convite para que Lessa componha a chapa como candidato a vice-governador na disputa estadual teria sido aceito, sinalizando uma ruptura com o atual grupo governista liderado pelo MDB.

A mudança de rota política de Lessa ganhou força após uma conversa definitiva com o governador Paulo Dantas (MDB). O vice-governador buscava viabilizar sua candidatura ao Senado como um segundo nome da coligação governista, tese que contava com o apoio público de Dantas e era sustentada por números positivos em pesquisas de intenção de voto.

No entanto, o projeto enfrentou a resistência do senador Renan Calheiros (MDB). Diante da impossibilidade de Dantas contrariar a posição da principal liderança de seu partido, ficou claro para os integrantes do PDT que Lessa não teria espaço estratégico relevante na atual aliança, perdendo inclusive a perspectiva de assumir o comando do Executivo Estadual em uma eventual vacância futura.

A nova parceria com JHC já projeta desdobramentos administrativos imediatos e futuros. Assim que o entendimento for anunciado oficialmente, o PDT deve assumir o comando da Secretaria de Educação de Maceió. Além disso, o acordo prevê que, em caso de vitória nas eleições estaduais, a legenda ocupará cargos de primeiro escalão na estrutura do governo de Alagoas.

A aproximação entre JHC e Ronaldo Lessa retoma uma aliança bem-sucedida iniciada em 2020, quando venceram juntos a eleição para a Prefeitura de Maceió. Em 2022, Lessa deixou o cargo de vice-prefeito de forma amigável para compor a chapa vitoriosa de Paulo Dantas, mantendo, desde então, o diálogo aberto com o atual prefeito da capital.

A consolidação desta chapa redefine o cenário eleitoral no estado, unindo a força política de JHC na capital à experiência e capilaridade do PDT sob a liderança de Ronaldo Lessa.

Mulher é presa por desacato após hostilizar policiais dentro de Centro Integrado

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CISP de União dos Palmares
Uma mulher foi detida em flagrante na manhã desta terça-feira (21) após causar um tumulto no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) da cidade. A suspeita foi autuada pelos crimes de desacato e desobediência após proferir insultos contra a guarnição que estava de serviço no momento em que uma ocorrência era apresentada na unidade.

De acordo com o relatório da Polícia Militar, a mulher chegou ao local com os ânimos exaltados enquanto os agentes finalizavam o registro de um flagrante. De forma agressiva, ela passou a proferir ataques verbais contra os militares, alegando que um de seus familiares teria sido vítima de violência policial em uma abordagem anterior.

Mesmo sendo instruída a manter a calma e orientada sobre os canais legais para formalizar uma denúncia junto à Corregedoria, a envolvida recusou-se a colaborar. Segundo os agentes, ela intensificou as ofensas e a postura hostil, prejudicando o andamento dos trabalhos na delegacia.

Para garantir a ordem no recinto e a segurança dos presentes, os policiais precisaram intervir e isolar a mulher. Ela foi conduzida para uma cela de custódia temporária na própria unidade, procedimento realizado sem a necessidade do uso de algemas.

Após a contenção, a autoridade policial ratificou a prisão, enquadrando a conduta nos crimes de desobediência e desacato a funcionário público.

A ação contou com o suporte de equipes do Pelotão de Operações Especiais (PELOPES), que auxiliaram na manutenção da segurança no perímetro do CISP durante o desenrolar do caso. A mulher permanece sob custódia e à disposição da Justiça de Alagoas.

Entregador é agredido e tem moto roubada por trio em Maceió

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Reprodução | Redes sociais

Um entregador de delivery foi alvo de uma ação violenta praticada por três criminosos na madrugada desta quarta-feira (22), no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. O crime, registrado por câmeras de monitoramento da região, chamou a atenção pela agressividade dos suspeitos, que chegaram a espancar a vítima antes de fugir com seu veículo e instrumentos de trabalho.

As imagens do circuito de segurança detalham a dinâmica da abordagem. O trabalhador trafegava em sua motocicleta quando foi interceptado pelo grupo. De forma imediata, um dos assaltantes desferiu um soco contra o entregador, enquanto os outros dois comparsas removeram o capacete da vítima à força, afastando-a do veículo.

O vídeo mostra ainda que os criminosos não se limitaram ao roubo dos bens. Um dos indivíduos utilizou o capacete da própria vítima para continuar as agressões físicas. Durante o tumulto, o trio também subtraiu a mochila de entregas (bag) que o homem carregava nas costas. 

Enquanto um dos assaltantes empurrava a vítima para fora do alcance das câmeras, os outros dois envolvidos concentraram-se em dar partida na motocicleta. Após algumas tentativas, a dupla conseguiu ligar o veículo e fugiu do local em alta velocidade. No encerramento da gravação, é possível observar o entregador correndo na via na tentativa desesperada de alcançar os infratores.

Até o momento, as autoridades de segurança não confirmaram a prisão de nenhum dos envolvidos. As imagens capturadas devem servir como peça fundamental para que a Polícia Civil tente identificar os rostos e a rota de fuga utilizada pelo bando.

Justiça Eleitoral ordena remoção de propaganda negativa publicada por Paulo Dantas contra JHC

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20.4.26

Paulo Dantas
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou que o governador Paulo Dantas (MDB) remova de suas plataformas digitais conteúdos de propaganda eleitoral considerados irregulares. A decisão, assinada pelo desembargador Léo Dennisson Bezerra de Almeida, atende a uma representação que aponta o uso de ataques diretos e ilegais contra o ex-prefeito de Maceió, JHC, principal adversário político do grupo governista.

A medida judicial foca em postagens que utilizavam estratégias de desqualificação e ataques pessoais, prática vedada pela legislação eleitoral vigente quando extrapola os limites da liberdade de expressão e da crítica política fundamentada. Segundo a decisão, o conteúdo veiculado configurava propaganda negativa antecipada ou irregular, devendo ser retirado do ar sob pena de sanções previstas na lei.

Esta não é a primeira intervenção da Justiça sobre o conteúdo digital do governador. Recentemente, Dantas já havia sido condenado a excluir uma suposta "pesquisa" de intenção de votos. O material em questão não possuía registro oficial nos órgãos competentes, carecia de autoria identificada e apresentava números favoráveis ao seu grupo político, o que induziria o eleitor ao erro.

A atuação do TRE-AL reforça o rigor da Corte com a divulgação de dados sem lastro técnico e com o tom das campanhas nas redes sociais. A exclusão da pesquisa anterior foi baseada na ausência de requisitos básicos de transparência, enquanto a nova ordem judicial foca no equilíbrio do pleito e no combate à disseminação de conteúdos ofensivos.

A decisão determina a imediata exclusão dos links apontados. Caso haja descumprimento, o governador poderá enfrentar multas diárias e outras penalidades eleitorais.

Até o momento, a assessoria jurídica do governador Paulo Dantas não emitiu uma nota oficial sobre as recentes derrotas judiciais. O espaço segue aberto para manifestações da defesa. Já o grupo político de JHC tem utilizado as decisões para reforçar o discurso de que é alvo de perseguição e desinformação por parte da atual gestão estadual.

A fiscalização sobre o uso das redes sociais deve ser intensificada conforme a proximidade do período eleitoral, com o objetivo de garantir que o debate político se mantenha dentro das normas legais.

Eleições 2026 em Alagoas expõem disputa entre velhos grupos políticos e incerteza do eleitorado sobre renovação no poder

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17.4.26

Renan Filho e JHC
A eleição para o governo de Alagoas em 2026 já se desenha como uma das mais competitivas dos últimos anos, marcada pela polarização entre grupos políticos tradicionais, movimentações antecipadas de pré-candidatos e um eleitorado ainda indeciso. Com votação prevista para outubro, o pleito deve definir o sucessor do governador Paulo Dantas, que encerra seu mandato sem possibilidade de reeleição imediata.

O cenário atual é dominado por dois blocos políticos históricos no estado. De um lado, o grupo liderado pelo senador Renan Calheiros, que tem como principal nome o ex-governador e ministro dos Transportes Renan Filho. Do outro, a base ligada, direta ou indiretamente, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que articula candidaturas competitivas no estado.

Levantamentos recentes indicam vantagem do prefeito da capital, tanto em pesquisas estaduais quanto regionais. Em um dos cenários, JHC aparece com cerca de 47,6% das intenções de voto, contra 40,9% de Renan Filho.

Já em recortes da Região Metropolitana de Maceió, a vantagem é ainda maior, chegando a 57% contra 23,5%.

Apesar da polarização entre os dois principais nomes, o cenário ainda está longe de consolidado. Pesquisas apontam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto, especialmente em levantamentos espontâneos, onde os índices de indecisão podem ultrapassar 80%.

Esse dado revela que, embora haja favoritos, a disputa permanece aberta e sujeita a mudanças ao longo dos próximos meses.

A eleição em Alagoas também deve ser impactada pelo cenário nacional. Partidos como o PL já articulam a disputa estadual como parte de uma estratégia maior para fortalecer palanques no Nordeste, inclusive com ligação à corrida presidencial.

Ao mesmo tempo, o grupo governista aposta na continuidade administrativa e na força de alianças consolidadas ao longo dos últimos anos.

Analistas avaliam que a eleição de 2026 em Alagoas será marcada por três fatores principais:

  • Polarização política forte, com disputa direta entre dois grupos dominantes
  • Alto grau de indefinição do eleitorado, especialmente fora da capital
  • Peso das alianças e da estrutura política no interior do estado

A tendência é de uma campanha intensa, com possibilidade real de segundo turno, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta no primeiro turno — cenário previsto pela legislação eleitoral brasileira.

Professor de Murici é preso por suspeita de abusos sexwais contra alunos ao longo de três décadas

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Foto; Divulgação/MP-AL
Uma operação conjunta entre o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e a Polícia Militar resultou, na tarde desta quinta-feira (16), na prisão de um professor de educação física da rede municipal de ensino. O educador é alvo de denúncias graves que indicam a prática sistemática de abusos sexuais contra estudantes, crimes que teriam ocorrido ao longo de mais de 30 anos no município.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público, o investigado utilizava sua função pública e a proximidade com os alunos para praticar as violências. O foco do agressor seriam crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e os primeiros contatos abusivos teriam ocorrido, em diversos casos, dentro do próprio ambiente da sala de aula.

O inquérito revela um padrão de comportamento que atravessou décadas. Durante a coleta de depoimentos, os investigadores ouviram relatos de vítimas que sofreram os abusos há mais de 20 anos, evidenciando a persistência da conduta do professor.

Além da recorrência dos crimes, a investigação apurou métodos cruéis utilizados pelo suspeito. Algumas das vítimas afirmaram às autoridades que foram dopadas pelo professor antes da consumação dos estupros, o que impossibilitava qualquer tipo de resistência ou pedido de socorro no momento das agressões.

Diante da robustez das provas apresentadas e da periculosidade demonstrada, o Poder Judiciário decretou a prisão do acusado logo após a realização da audiência de custódia, mantendo-o detido para garantir a ordem pública e a integridade das testemunhas.

A Prefeitura de Murici emitiu um comunicado oficial informando que está acompanhando o desenrolar do caso com atenção. A administração municipal reforçou que não compactua com nenhuma prática criminosa e que repudia veementemente qualquer ato de violência contra menores, colocando-se à disposição para colaborar com o sistema de justiça.

Até o momento, a defesa do professor não foi localizada para comentar as acusações. O processo corre em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas e permitir o aprofundamento das investigações, que buscam identificar se há outros envolvidos ou mais estudantes lesados pela conduta do docente.

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