Coleta de lixo é suspensa em Maceió após paralisação dos trabalhadores da limpeza urbana

Lixo em Maceió | Foto: Reprodução
A paralisação de 24 horas deflagrada pelo Sindlimp/AL nesta segunda-feira (22) em Maceió vai muito além do risco de calçadas cheias de resíduos: ela joga luz sobre a urgente necessidade de valorização de uma das categorias mais invisibilizadas e essenciais para o funcionamento da capital. Ao aderirem a um movimento nacional pela unificação do piso salarial, os profissionais da limpeza urbana utilizam a greve como o único instrumento capaz de ecoar suas demandas por dignidade e remuneração justa.

A atual defasagem nos vencimentos desses trabalhadores contrasta diretamente com a importância do serviço que prestam sob sol e chuva, garantindo a saúde pública e o saneamento da cidade. Enquanto a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana de Maceió (Alurb) foca suas atenções em cobrar a manutenção do limite legal mínimo de 30% do efetivo em atividade e o cumprimento de obrigações institucionais, o protesto escancara que exigir a continuidade do serviço sem contrapartida financeira equivalente é perpetuar um cenário de exploração. 

Garantir melhorias nas condições de trabalho e corrigir a histórica desvalorização salarial da categoria não é apenas uma pauta trabalhista, mas uma obrigação social indispensável para que o próprio sistema de coleta funcione de forma sustentável no futuro.

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