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| Polícia divulga material apreendido com influenciador PTK | Cortesia |
O balanço dos pertences recolhidos com o criador de conteúdo digital Patrick Almeida, o "PTK", foi apresentado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) nesta quarta-feira (3), após a execução das ordens judiciais ligadas à Operação Morro do Alemão.
Na residência do investigado, os agentes de segurança apreenderam a quantia de R$ 20 mil em dinheiro vivo — fracionada em notas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50 —, dois smartphones avançados (sendo um iPhone 17 Pro Max de tonalidade laranja e um iPhone 15 Pro Max na cor prata), peças de joalheria banhadas a ouro (um anel com design de Bíblia e outro com o formato de uma Esfinge) e componentes eletrônicos de armazenamento, compostos por um pendrive e um cartão de memória dotado de 64 GB de espaço.
A captura de PTK ocorreu na madrugada de hoje durante a deflagração da investida integrada entre a SSP, a Polícia Civil e a Polícia Militar, cujo foco central consiste em neutralizar membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) com ramificações em território alagoano e fluminense.
Até as últimas atualizações, a ofensiva contabilizava nove prisões efetuadas nas cidades de Maceió, Marechal Deodoro e no estado do Rio de Janeiro, fazendo parte de um pacote de 51 decisões judiciais que englobam 30 mandados de busca e apreensão e medidas restritivas, além de 21 ordens de prisão. O mapeamento do grupo foi traçado pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) ao lado do Batalhão de ROTAM, sob a coordenação técnica da Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP.
De acordo com as autoridades, os líderes do CV pretendiam expandir a área de influência da organização em Alagoas, plano que incluía o lançamento de PTK ao cargo de vereador na capital alagoana no pleito de 2024, apadrinhado pelo chefe local da facção, apelidado de "Nem Catenga", para assegurar espaço político ao grupo na Câmara Municipal.
Atualmente, o influenciador vinha utilizando seus perfis na internet para se colocar como pré-candidato à Câmara dos Deputados em Brasília. Todas as ordens de busca e capturas foram chanceladas pelos magistrados da 17ª Vara Criminal da Capital com lastro em evidências periciais coletadas previamente, sendo que, até o fechamento desta matéria, os advogados dos citados não haviam emitido nenhum posicionamento público sobre os fatos.
