A Promotoria de Justiça de Anadia abriu uma investigação para averiguar possíveis irregularidades no acervo patrimonial de um ex-gestor da cidade de Tanque d’Arca, situada no Agreste de Alagoas. Oficializado na edição desta segunda-feira (3) do Diário Oficial do Ministério Público de Alagoas (MPAL), o processo teve origem em um relato formalizado junto à Ouvidoria da instituição.
A apuração concentra-se na suspeita de um crescimento de bens sem a devida transparência, somado à discrepância entre os recursos atribuídos ao ex-gestor e as declarações prestadas à Justiça Eleitoral. O MPAL identificou indícios de inconformidade ao cruzar registros da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Quarto de Milha (ABQM) com o banco de dados do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o documento de abertura do procedimento, o investigado afirmou formalmente não possuir patrimônio a declarar durante o pleito eleitoral de 2020. A partir de agora, os promotores buscam esclarecer se ocorreu omissão deliberada de bens, utilização de interpostas pessoas ("laranjas") para ocultação de patrimônio ou outras condutas ilícitas. Como primeiros passos, o autor da denúncia será intimado para depor, fornecer documentações complementares e indicar testemunhas que colaborem com as diligências. O desdobramento da investigação poderá resultar em novas medidas legais caso os fatos sejam confirmados.
