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| wi-fi |
O docente Fernando Leonid, que leciona no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), pontua que os obstáculos físicos que prejudicam a transmissão sem fio costumam ser semelhantes no ambiente residencial e no corporativo, divergindo apenas na escala do impacto. Nas moradias, onde o tráfego se divide predominantemente entre as frequências de 2,4 GHz e 5 GHz, a concentração de dispositivos pareados ao mesmo ponto cria ruídos na comunicação.
De acordo com o especialista, o fluxo compartilhado gera interferência e lentidão no acesso. Além disso, o próprio corpo humano atua como um elemento de bloqueio, já que a presença de aproximadamente 70% de água em nossa composição absorve e reduz a intensidade das ondas emitidas pelo roteador.
Ao detalhar o comportamento dessas conexões simultâneas, o professor Laerte Peotta de Melo, vinculado ao Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), compara a dinâmica do ecossistema Wi-Fi ao diálogo presencial entre múltiplos indivíduos. O docente ressalta que, por operar como um sistema de rádio fundamentado em faixas de frequência delimitadas e restritas, a tentativa de vários aparelhos transmitirem dados no mesmo canal equivale a várias pessoas discursando ao mesmo tempo, o que torna a recepção da mensagem mais ruidosa e truncada.
