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CPI do Crime recorre ao STF para que Vorcaro seja obrigado a depor

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10.3.26

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A CPI do Crime Organizado apresentou, nesta segunda-feira (9), um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a decisão que tornou opcional o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master. O colegiado busca reverter o entendimento do ministro André Mendonça, que desobrigou o comparecimento de Vorcaro, permitindo que ele decida se deve ou não se apresentar aos senadores.

O cerne do recurso, protocolado em nome do senador Fabiano Contarato (PT-ES), reside na classificação jurídica de Daniel Vorcaro perante a comissão. Segundo a defesa da CPI, o ministro André Mendonça teria cometido um erro ao tratar o convocado como "investigado", quando, na verdade, ele foi oficialmente chamado na condição de testemunha.

O documento assinado pelos advogados da comissão argumenta que:

  • Natureza da convocação: Como testemunha, o comparecimento é um dever legal, diferente da condição de investigado, que possui maior amplitude no direito ao silêncio e à não autoincriminação.

  • Prerrogativas da CPI: O recurso sustenta que a decisão judicial interfere na competência constitucional do Congresso de colher informações necessárias para o aperfeiçoamento da legislação federal.

No ofício encaminhado ao Supremo, os parlamentares destacam que a atividade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não se confunde com um processo penal comum. Eles defendem que as restrições típicas da persecução criminal não deveriam ser aplicadas de forma automática ao inquérito parlamentar, sob risco de inviabilizar o trabalho legislativo.

O recurso aponta a existência de error in judicando (erro no julgamento da lei) e error in procedendo (erro no rito processual) na decisão monocrática de Mendonça. O objetivo final é a cassação da liminar para que a prerrogativa de inquirir testemunhas seja plenamente assegurada à CPI.

A disputa judicial começou no último dia 3 de março, quando Mendonça aplicou o princípio do nemo tenetur se detegere (o direito de não produzir provas contra si mesmo). O magistrado baseou-se em jurisprudência anterior, utilizada também na CPMI do INSS, afirmando que o investigado tem a faculdade de comparecer ou não ao ato.

Por outro lado, a defesa de Daniel Vorcaro já havia manifestado que o ex-banqueiro:

  1. Pretende prestar esclarecimentos apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

  2. Considera o comparecimento à CPI do Crime Organizado uma faculdade, amparado pela decisão atual do STF.

O recurso agora aguarda análise do plenário ou do próprio ministro relator para uma possível reconsideração. Caso a decisão seja mantida, a CPI perderá um de seus principais instrumentos de pressão sobre o ex-gestor do banco liquidado pelo Banco Central, o que pode alterar o cronograma de investigações sobre movimentações financeiras suspeitas.

O "Freio de Arrumação" de Dino: Ministro suspende quebra de sigilo do filho de Lula

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Flávio Dino

A política em Brasília não perdoa coincidências, e a mais recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o combustível perfeito para as teorias de bastidor. Ao suspender as quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros 86 alvos da CPMI do INSS, Dino não apenas travou uma investigação; ele levantou um muro jurídico que separa a sanha política do devido processo legal.

Mas a pergunta que ecoa nos corredores do Congresso é inevitável: estamos diante de uma garantia constitucional ou de uma blindagem política sob medida?

O cerne da decisão de Dino ataca o método. A CPMI, sob as bençãos de Davi Alcolumbre, tentou um atalho perigoso: aprovar 87 requerimentos de uma só vez, no chamado voto "em globo". Para o ministro, a quebra de sigilo — uma das medidas mais invasivas que o Estado pode impor a um cidadão — não é item de prateleira em liquidação.

Dino argumenta que, se um juiz precisa escrever páginas justificando por que vai invadir a privacidade de alguém, uma comissão de parlamentares não pode fazê-lo por "W.O." comunicativo. Ao determinar o sobrestamento dos dados, o STF impõe que a CPMI refaça o dever de casa. Agora, cada nome terá que ser debatido, justificado e votado individualmente.

Lulinha

É impossível desassociar a figura de Flávio Dino de sua trajetória recente como braço direito do presidente Lula. Para a oposição, a liminar é lida como um "favor de família", uma interferência do Judiciário para estancar o sangue de um governo acuado por denúncias no INSS.

Contudo, sob a ótica técnica, Dino apenas aplicou a cartilha clássica do garantismo. Ao tentar o "jeitinho regimental" de votar tudo em bloco, a oposição entregou de bandeja o argumento da nulidade. Investigar o filho de um presidente exige um processo à prova de balas; qualquer deslize formal transforma a prova em fumaça nos tribunais superiores.

A decisão tem um efeito prático devastador para a CPMI: o relógio parou.

  1. Obstrução Facilitada: Agora que cada um dos 87 nomes precisa de uma sessão e de um debate, a base governista tem o cenário ideal para a obstrução infinita.

  2. A Derrota de Alcolumbre: O presidente do Congresso, que tentou validar a votação conturbada, vê sua autoridade ser contestada pela caneta do STF.

Se o objetivo de Dino fosse "acobertar", ele teria proibido a investigação. Ele não o fez. Ele exigiu que ela fosse feita pelas regras. O problema é que, no xadrez de Brasília, seguir as regras muitas vezes é o caminho mais longo e tortuoso, dando tempo para que alianças se refaçam e o ímpeto investigativo se esvazie.

A oposição agora enfrenta um dilema: terá coragem de pautar o nome de Lulinha individualmente, enfrentando o desgaste de uma votação nominal, ou aceitará que a tentativa de "atropelo" acabou por blindar o alvo?

As anotações de Flávio Bolsonaro e o xeque-mate planejado para Alagoas

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Flávio Bolsonaro e JHC

O que antes era tratado apenas nos bastidores da política alagoana agora ganha contornos de diretriz partidária. Os manuscritos atribuídos a Flávio Bolsonaro confirmam que o grupo busca consolidar uma chapa de peso em Alagoas, envolvendo nomes de alta densidade eleitoral e buscando resolver impasses internos em curto prazo.

As anotações detalham uma composição que mistura prefeitura, congresso e governo:

JHC e o Governo do Estado: O prefeito de Maceió, JHC, aparece como a aposta para a disputa ao Palácio República dos Palmares. A observação “conversar até dia 15” sugere que o grupo estabeleceu um prazo limite para selar o compromisso e definir a desincompatibilização do cargo ou a manutenção da aliança.

O "Coringa" Arthur Lira: A menção ao presidente da Câmara, Arthur Lira, como possível vice em uma chapa majoritária — seguida de um ponto de interrogação — expõe a incerteza sobre o papel do parlamentar. Lira é peça-chave, mas sua posição na chapa ainda depende de negociações nacionais e locais.

Alfredo Gaspar e o Senado: O nome do deputado federal Alfredo Gaspar surge sublinhado para o Senado, indicando que sua candidatura é tratada como prioridade ou como um nome de consenso para enfrentar o grupo adversário.

Marina Cândia: A primeira-dama de Maceió também é projetada para o Senado, reforçando a estratégia de verticalizar a influência do grupo de JHC na chapa.

Anotações de Flávio Bolsonaro

A anotação de Flávio Bolsonaro não é apenas uma lista de desejos, mas um cronograma operacional. O "prazo do dia 15" indica que a direita busca antecipar definições para evitar o isolamento ou divisões internas que favoreçam o grupo ligado aos Calheiros e ao governo atual.

A presença de Alfredo Gaspar sublinhado demonstra que o campo bolsonarista busca um perfil que une o combate à corrupção com o suporte da segurança pública, nicho onde Gaspar tem forte interlocução. Já a interrogação sobre Arthur Lira reflete o pragmatismo do deputado, que equilibra sua influência em Brasília com as necessidades de sobrevivência política no estado.

As notas mostram que a estratégia para Alagoas está integrada a um plano nacional que envolve estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Alagoas, por ser o berço de rivais políticos históricos do bolsonarismo, é tratada como uma "vitrine de resistência" e expansão.



O "Fator Lulinha" e a reativação do Calcanhar de Aquiles Petista

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Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

O cenário político em Brasília sofreu uma inflexão nesta quinta-feira (26). A decisão do ministro André Mendonça (STF), somada à turbulenta aprovação de quebras de sigilo na CPMI do INSS, retira Fábio Luís Lula da Silva da zona de penumbra e o coloca no centro gravitacional de uma investigação de alta voltagem. Mais do que um desdobramento policial, o caso representa a reativação de um trauma histórico para o PT: a investigação de familiares do presidente como via de desgaste do Executivo.

A tese da Polícia Federal, agora chancelada pela quebra de sigilos telemáticos e fiscais, não se baseia em uma atuação direta de Fábio Luís, mas em uma triangulação de influência. O foco clínico dos investigadores recai sobre a RL Consultoria, da empresária Roberta Luchsinger.

A análise técnica dos fluxos financeiros revela uma conexão que o Planalto terá dificuldade em ignorar:

  • Fluxo de Capital: R$ 1,5 milhão saíram das contas da Brasília Consultoria (de Antônio Camilo, o "Careca") para a empresa de Roberta.

  • A Interlocução Suspeita: Mensagens interceptadas sugerem que parte desses valores — especificamente parcelas de R$ 300 mil — teria como destinatário final o "filho do rapaz". No jargão da PF, o uso de codinomes em operações de lobby é um indicador clássico de tentativa de blindagem de agentes politicamente expostos.

Depoimento do Careca do INSS na CPI — Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
O ponto mais sensível da investigação — e onde o crime de tráfico de influência ganha contornos mais nítidos — é a tentativa de inserção da World Cannabis no Ministério da Saúde. O fato de o "Careca" ter obtido agendas dentro da pasta entre o fim de 2024 e o início de 2025 confere verossimilhança ao depoimento da testemunha que aponta Lulinha como o facilitador desse acesso.

Embora nenhum contrato tenha sido assinado — argumento que a defesa utilizará para alegar "ausência de dano" —, o Direito Penal moderno foca na venda da fumaça (a comercialização do prestígio junto à administração pública).

A agressividade vista no plenário da CPMI, com agressões físicas entre parlamentares, é proporcional ao risco que o caso oferece. A estratégia do governo é clara:

  1. Judicialização: Contestar o método do "contraste visual" utilizado pelo senador Carlos Viana para anular a votação na CPMI.

  2. Vitimização: Argumentar que a decisão de André Mendonça é uma "pesca probatória" ideológica, aproveitando-se do histórico do ministro indicado por Jair Bolsonaro.

O que se vê não é apenas uma investigação sobre desvios no INSS. É o teste de estresse da relação entre o Supremo e o Executivo. Se as quebras de sigilo telemático (e-mails e mensagens) confirmarem que Fábio Luís operava como "sócio oculto", o governo Lula poderá enfrentar uma crise de legitimidade ética em um momento de fragilidade no Congresso.

A "caixa-preta" aberta por Dé Mototaxi em União dos Palmares e a devassa autorizada por Mendonça em Brasília são sintomas de um mesmo fenômeno: o aumento da pressão fiscalizatória sobre os núcleos de poder que cercam a presidência.

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula; sessão é marcada por confusão

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CPMI do INSS tem tumulto — Foto: Reprodução

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta quinta-feira (26) foi marcada por cenas de violência e forte tensão política. O estopim do conflito foi a aprovação dos requerimentos de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República.

Imediatamente após o anúncio do resultado, o ambiente parlamentar deu lugar a um cenário de caos. Governistas avançaram em direção à mesa diretora em protesto, resultando em um empurra-empurra generalizado.

A confusão escalou para agressões físicas, envolvendo deputados como Rogério Correa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ) e o relator Alfredo Gaspar (União-AL). O deputado Luiz Lima relatou ter sido atingido por um soco; Rogério Correa admitiu o contato físico durante o tumulto e, posteriormente, pediu desculpas ao colega. A sessão precisou ser suspensa por alguns minutos até que os ânimos fossem contidos.

O cerne da disputa técnica reside na forma como a votação foi conduzida. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), utilizou o método de votação simbólica por contraste:

  • O método: Parlamentares favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários se levantam.

  • A contagem: Viana contabilizou sete votos contrários (desconsiderando suplentes) e declarou a pauta aprovada.

  • A contestação: O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) exigiu a anulação, alegando "erro crasso" na contagem. Segundo Pimenta, imagens da TV Senado sugerem um placar de 14 a 7 favorável ao governo, o que inverteria o resultado.

"O regimento é claro: o contraste se dá entre a maioria e a minoria dos presentes. Vamos buscar a anulação imediata por fraude no resultado", afirmou Pimenta.

Apesar das reclamações, o senador Carlos Viana manteve o resultado, sob o argumento de que a conferência foi realizada duas vezes.

Em resposta, o bloco governista levou o caso à Residência Oficial do Senado. O grupo busca junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação formal da votação. Além do erro na contagem, os parlamentares sustentam que não há justificativa jurídica para a quebra de sigilo, uma vez que Fábio Luís não figura como investigado oficial no escopo da comissão.

Corte de verbas faz Brasil perder patente internacional da Polilaminina

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Corte de verbas faz Brasil perder patente internacional da Polilaminina
Décadas de dedicação científica e uma promessa de cura para lesões medulares esbarraram na falta de recursos públicos. A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou que o país perdeu os direitos internacionais sobre a polilaminina, uma inovação terapêutica desenvolvida a partir da placenta humana. O motivo? A asfixia financeira sofrida pela instituição entre 2015 e 2016.

A jornada da polilaminina começou oficialmente em 2007, quando o pedido de patente foi protocolado ainda na fase embrionária do projeto. No entanto, o reconhecimento oficial tardou a chegar:

  • Espera: Foram necessários 18 anos para que a patente fosse finalmente concedida, o que ocorreu apenas em 2025.

  • Prazo crítico: Como a validade desses registros é de apenas 20 anos, o Brasil agora detém um direito que expira em curtíssimo prazo.

Embora o grupo de pesquisa tenha cumprido todos os ritos legais — registrando a tecnologia primeiro no Brasil e depois no exterior —, a crise financeira da UFRJ interrompeu o processo. Segundo Tatiana, a universidade ficou sem verba para quitar as taxas de manutenção do registro internacional durante os anos de 2015 e 2016.

“A UFRJ teve um corte de recursos, em particular foram muitos cortados na época de 2015 e 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar. Então parou de pagar as patentes internacionais”, desabafou a cientista.

A pesquisadora associou diretamente essa perda ao cenário político da época, citando os cortes realizados durante a gestão de Michel Temer. Para evitar que a patente nacional também fosse perdida, a própria Tatiana assumiu os custos: “Eu paguei do meu bolso por um ano para poder não perder”, relatou.

A polilaminina não é apenas uma proteína; é uma esperança real para pacientes com lesões na medula espinhal, condição que atualmente não possui tratamentos de reversão. A perda da proteção internacional significa que o Brasil abre mão de reconhecimento global e de retornos financeiros que poderiam ser reinvestidos na própria universidade.

Ao deixar de proteger uma tecnologia nascida em solo brasileiro, o país perde a chance de transformar o conhecimento acadêmico em um ativo econômico e social estratégico.

Consulta ao Abono Salarial PIS-Pasep 2026 é liberada e pagamentos começam em fevereiro

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
A consulta ao Abono Salarial PIS-Pasep 2026 já está disponível a partir desta quinta-feira (5). Para verificar se tem direito ao benefício, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou entrar no portal Gov.br.

O pagamento tem como referência o ano-base 2024. Ao todo, 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no Programa de Integração Social (PIS) serão beneficiados, com repasses feitos pela Caixa Econômica Federal, que somam R$ 2,29 bilhões.

No caso do Pasep, 217,2 mil servidores públicos com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público receberão os valores por meio do Banco do Brasil, totalizando R$ 301,9 milhões.

Para consultar pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, é necessário baixar o app no celular, conferir se está atualizado, realizar o login com a senha do Gov.br e, no menu, acessar as opções “Benefícios” e “Abono Salarial”. O Ministério do Trabalho também disponibiliza um passo a passo detalhado para orientar o acesso ao serviço.

Nas plataformas digitais, o trabalhador pode conferir dados como o valor do benefício, a instituição responsável pelo pagamento e a data prevista para o depósito. No total, os pagamentos do Abono Salarial em 2026 alcançarão R$ 32,3 bilhões, distribuídos conforme o mês de nascimento do beneficiário. O valor é calculado com base no salário mínimo vigente, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano-base. Neste ano, os valores variam entre R$ 136 e R$ 1.621.

O primeiro lote será liberado em 16 de fevereiro, com repasse de R$ 2,5 bilhões para trabalhadores nascidos em janeiro. Os recursos poderão ser sacados até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro.

Têm direito ao Abono Salarial em 2026 os trabalhadores que estejam cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, tenham recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 de empregadores que contribuem para os programas, tenham exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias no ano-base, consecutivos ou não, e tenham os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.

Em caso de dúvidas, o Ministério do Trabalho e Emprego orienta que os trabalhadores procurem seus canais oficiais de atendimento, as superintendências regionais do Trabalho ou entrem em contato com a central Alô Trabalho, pelo telefone 158.

Parecer ou Ser? O Escândalo do Banco Master e a Estratégia da Moralidade de Aluguel na Política Brasileira

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Renan Calheiros e Arthur Lira
Vivemos uma era onde a importância de um acontecimento não é apenas intrínseca, mas fabricada. Diferente de outros tempos, em que a relevância de fatos e opiniões era orgânica, hoje assistimos à "construção da relevância". Figuras como influenciadores e youtubers detêm o poder de converter episódios banais em fenômenos de grande impacto social.

Essa dinâmica é amplamente explorada na política. Um exemplo atual é a jornada a pé do deputado Nikolas Ferreira, de Minas Gerais até Brasília. Embora a utilidade prática do ato seja questionável, a iniciativa já gera barulho. Prova disso é a reação de Lindbergh Farias, líder do governo, que classificou a caminhada como uma "cortina de fumaça". Para Farias, o movimento tenta desviar a atenção do suposto fracasso do projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O Caso Banco Master como Alavanca

Já no escândalo envolvendo o Banco Master, a relevância é real, mas o que se vê é o aproveitamento político dessa crise. Enquanto figuras diretamente ligadas ao caso, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, enfrentam desgastes, quem está de fora utiliza o episódio para projetar uma imagem de guardião da ética — estratégia valiosa para as eleições de outubro deste ano.

Essa tática de marketing moralista não é nova: em 1993, o então pouco conhecido Fernando Collor de Mello chegou à presidência sustentado pelo rótulo de "caçador de marajás", prometendo combater a corrupção em Alagoas.

O Duelo alagoano e o Banco Central

Ainda sobre Alagoas, os rivais Renan Calheiros e Arthur Lira já miram a disputa pelo Senado em 2026. Ambos incorporaram o imbróglio do Banco Master em seus discursos para ganhar visibilidade:

  • Renan Calheiros: Questiona a demora do Banco Central (Bacen) em intervir na instituição de Daniel Vorcaro, apontando que, desde 2019, o banco dependia excessivamente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

  • Arthur Lira: Cobra esclarecimentos sobre o que classifica como "contradições do Bacen".

O súbito interesse desses políticos pela conduta de Daniel Vorcaro e sua instituição financeira dificilmente se traduz em zelo pelo bem público. Em um mundo hiperconectado, a prioridade é ocupar espaços na mídia e associar o próprio nome a valores morais, mesmo que apenas na aparência. Como numa inversão do pensamento atribuído ao filósofo Cícero, o foco contemporâneo está em "parecer" ser ético, ignorando a essência do "ser".

Acidente com ônibus e caminhões termina com oito pessoas socorridas no interior Cearense

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Romeiros alagoanos ficam feridos após engavetamento próximo a Juazeiro | Foto: Todo Segundo

Uma colisão em cadeia mobilizou equipes de resgate na última quarta-feira (28), no quilômetro 495 da BR-116, em Brejo Santo, interior do Ceará. O acidente envolveu um ônibus que viajava de Alagoas rumo a Juazeiro do Norte, além de um caminhão e duas carretas, resultando em oito pessoas feridas.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o fluxo no local ocorria sob o sistema "Pare e Siga" em virtude de intervenções de manutenção na rodovia. A sequência de impactos começou quando uma das carretas não conseguiu parar a tempo durante a lentidão do trânsito, atingindo o veículo posicionado logo à frente.

O caso mais crítico foi o do condutor do ônibus, um jovem de 26 anos, que ficou retido na cabine após o choque. Ele foi libertado das ferragens com o auxílio de civis que passavam pelo local e levado ao Hospital Municipal de Brejo Santo com lesões severas nos membros inferiores.

Além do motorista, outros sete passageiros receberam atendimento das equipes do SAMU e foram encaminhados para a mesma unidade hospitalar. Até o momento, não foram divulgados novos boletins médicos detalhando a evolução do quadro de saúde dos envolvidos.

Jovem que teve testa tatuada com frase 'eu sou ladrão e vacilão' volta a ser preso

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Foto: Reprodução
O jovem Ruan Rocha Silva, de 25 anos, conhecido nacionalmente após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa em 2017, foi preso em flagrante nesta terça-feira (27) após furtar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Casa Grande, em Diadema, na Grande São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e constatou que o suspeito havia invadido a unidade de saúde e fugido para áreas próximas, levando um aparelho de lavagem de alta pressão. Durante as buscas, os agentes localizaram Ruan ainda em posse do equipamento furtado. Ao ser abordado, ele confessou o crime.

Ainda conforme a SSP, o jovem foi encaminhado à delegacia, onde teve fiança estipulada. Como o valor não foi pago, ele permaneceu à disposição da Justiça.

Em nota enviada ao g1, a Prefeitura de Diadema informou que Ruan entrou na UBS por volta das 6h, após abrir uma das portas da unidade. Em seguida, ele pulou o muro e tentou fugir com o equipamento, mas foi abordado por uma equipe da GCM. “Ruan, que ainda portava o aparelho, confessou o furto e foi levado ao 3º Distrito Policial, onde foi registrado o boletim de ocorrência. O equipamento foi devolvido à UBS. O atendimento na unidade não foi prejudicado e segue ocorrendo normalmente”, destacou a administração municipal.

O caso reacende a lembrança do episódio ocorrido em julho de 2017, quando Ruan, então com 17 anos, teve a frase tatuada na testa. Os responsáveis pela ação, o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo, foram posteriormente condenados pela Justiça pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Na época, o procedimento foi gravado em vídeo, compartilhado em aplicativos de mensagens e rapidamente ganhou repercussão nacional. 

Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito Allyson Bezerra: “O Senhor é justo. Missão cumprida

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Vereador de Mossoró comemora ação da PF na casa do prefeito
Na manhã desta terça-feira (27), após o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal, o vereador Cabo Deyvison (MDB) publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a operação e fazendo graves acusações contra o gestor da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Na gravação, o parlamentar declarou: “Eu sabia que essa casa ia cair. Obrigado, meu Deus. O Senhor é justo. Missão cumprida. E eu não tenho medo de vocês não. Vai cair um a um”.

A ação da Polícia Federal apura suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação na área da saúde no estado. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados em diferentes municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Mossoró.

Além de Allyson Bezerra, também foram alvos das buscas o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP), e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito do município. A operação também incluiu o cumprimento de mandado na residência do irmão do prefeito de São Miguel.

Raio atinge área do ato de Nikolas Ferreira em Brasília e deixa 72 pessoas atendidas pelos bombeiros

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72 pessoas atendidas pelos bombeiros
Um raio atingiu a área próxima à Praça do Cruzeiro, em Brasília, local onde estava programado o encerramento do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local. Desse total, 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 vítimas precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Entre os atendidos, oito apresentavam quadro instável.

A corporação informou ainda que a resposta foi imediata, com o emprego de 25 viaturas, incluindo 10 Unidades de Resgate, mobilizadas para prestar socorro às pessoas atingidas.

A mobilização teve início na segunda-feira (19), quando Nikolas Ferreira saiu do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Após grande repercussão nas redes sociais, a iniciativa passou a contar com a adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e também de eleitores do deputado.

O protesto seguiu pela BR-040 e tinha previsão de ser concluído neste domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, após um percurso de 240 quilômetros. No entanto, devido às fortes chuvas no Distrito Federal, o encerramento do ato ainda não ocorreu.

Segundo o parlamentar, a manifestação tem como objetivo contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com destaque para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

O ato também reúne diversas lideranças políticas, entre elas Carlos Bolsonaro, ex-vereador, Padre Kelmon, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e os deputados Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Antes do início da etapa final da caminhada, Nikolas afirmou que a mobilização alcançou seu propósito de “despertar as pessoas e abrir seus olhos para o que está acontecendo” no país.

O que muita gente evita dizer, o Portal Tabu mostra

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Na mira da PF, Lulinha deixa o Brasil e retorna à Espanha

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Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha"

Após um período de três semanas em solo brasileiro para as celebrações de fim de ano, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", prepara-se para retornar a Madri nos próximos dias. Residente na capital espanhola desde meados de 2025, o filho do presidente Lula cumpriu sua agenda no país sem que houvesse registros de encontros oficiais com o pai.

A partida de Lulinha ocorre em meio ao avanço de um inquérito da Polícia Federal. A instituição apura indícios de transações financeiras entre ele e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como o operador central de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

As suspeitas ganharam corpo após o depoimento de um ex-assessor do operador. Segundo o relato, Fábio Luís teria recebido um montante de R$ 25 milhões, além de repasses mensais estimados em R$ 300 mil. A existência das investigações foi ratificada publicamente por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

Registros indicam que Lulinha e Antônio Carlos voaram juntos para Portugal, com as passagens custeadas pelo lobista. Mensagens datadas de 6 de outubro de 2024 mostram o "Careca do INSS" orientando um subordinado a levar um "medicamento" ao apartamento de Lulinha. O lobista compartilhou o endereço e determinou que o pacote fosse entregue a Renata Moreira, esposa de Fábio Luís.

O presidente Lula manifestou-se sobre o caso, afirmando que o filho deverá arcar com as consequências legais caso eventuais irregularidades sejam comprovadas. No entanto, a base governista no Congresso agiu para conter danos: seguindo diretrizes do Palácio do Planalto, os parlamentares articularam e votaram em massa contra a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.

Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não nomeou uma defesa técnica e não foi encontrado para se posicionar sobre as graves acusações.

Renan Filho mantém diretor investigado e sob monitoramento eletrônico segue no comando das finanças do Dnit

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Renan Filho | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

De acordo com informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, o ministro dos Transportes, Renan Filho, optou por manter Marcos de Brito Campos Júnior na função de diretor de Finanças do Dnit, mesmo após o servidor ter sido alvo de investigação criminal e passar a cumprir medida de monitoramento eletrônico. A permanência no cargo, segundo relatos de integrantes do próprio gabinete do diretor, segue formalmente inalterada, apesar do histórico recente de medidas judiciais restritivas.

Marcos de Brito Campos Júnior foi um dos investigados na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro de 2025. A apuração mira um suposto esquema de descontos associativos irregulares incidentes sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No curso da operação, a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor de suas funções, além da aplicação de medidas restritivas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, indicando a gravidade das suspeitas sob análise.

Marcos de Brito Campos Júnior
Apesar dessas determinações, Marcos de Brito Campos Júnior continua oficialmente vinculado ao posto de diretor de Finanças do Dnit, autarquia responsável pela administração de um orçamento estimado em R$ 11 bilhões para o ano de 2026. Documentos administrativos internos apontam a existência de despachos assinados por ele após a deflagração da operação policial, o que suscita questionamentos sobre o alcance prático do afastamento cautelar e os mecanismos de controle adotados pela pasta.

Desembargador diz que Moraes será responsável “se Bolsonaro morrer”

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Desembargador diz que Moraes será responsável “se Bolsonaro morrer”
A polêmica surgiu após Bolsonaro sofrer um acidente doméstico dentro de sua cela na última terça-feira (6/1). Ao cair, ele atingiu a cabeça em um móvel. Segundo a versão defendida por Sebastião Coelho em vídeo gravado diante do Hospital DF Star, houve uma negligência grave no socorro:

"É um fato concreto: Bolsonaro passou mais de um dia inteiro sem nenhum suporte médico após sofrer um trauma na cabeça. Tal situação é inaceitável!", declarou o desembargador, reforçando que Moraes deve ser considerado o único culpado por danos futuros.

A autorização para que Bolsonaro deixasse o cárcere e passasse por uma avaliação clínica foi concedida por Moraes na manhã desta quarta-feira (7/1). O ex-presidente chegou ao centro médico em Brasília para tratar um traumatismo leve e, após a realização de uma bateria de exames, recebeu alta por volta das 16h30, retornando em seguida à custódia da PF.

Atualmente, Bolsonaro cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de reclusão, sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Sobre o estado emocional e físico do marido, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o ex-presidente tem enfrentado dificuldades severas, vivendo o que ela descreveu como um "modo de sobrevivência" devido às dores constantes.


Bolsonaro cai e bate a cabeça; médico fala em traumatismo craniano leve

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Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a passar mal na madrugada desta terça-feira (6), conforme informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo o relato, o político, de 70 anos, sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e acabou batendo a cabeça em um móvel.

O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico de Bolsonaro, afirmou à CNN Brasil, também nesta terça-feira (6), que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve. O episódio aconteceu seis dias após ele receber alta hospitalar, depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.

Em publicação nas redes sociais, Michelle Bolsonaro relatou o ocorrido. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu. Ela acrescentou que estava com o médico e aguardava informações do delegado sobre os primeiros socorros prestados.

De acordo com apuração da GloboNews, a equipe médica pessoal de Bolsonaro foi comunicada do incidente e deve realizar uma avaliação clínica detalhada antes de decidir sobre a necessidade de exames complementares.

Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal na última quinta-feira (1º), após permanecer nove dias internado para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. O procedimento ocorreu na quinta-feira (25), dia de Natal, sem intercorrências. A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando tecidos internos do abdômen atravessam um ponto de fragilidade da parede muscular, formando um abaulamento. Quando afeta os dois lados, recebe a denominação de bilateral.

Após a cirurgia, a equipe médica avaliou a necessidade de intervenções adicionais para controlar o quadro de soluços. No sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Na segunda-feira (29), foi realizado o mesmo procedimento no lado direito. Já na terça-feira (30), segundo Michelle Bolsonaro, ele foi submetido a uma cirurgia de reforço.

Na quarta-feira (31), o ex-presidente realizou uma endoscopia, quando os médicos constataram a permanência de esofagite e gastrite. No mesmo dia, a defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal que Bolsonaro passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em 1º de janeiro, Bolsonaro recebeu alta hospitalar e retornou à sede da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na articulação de um golpe de Estado. Ele foi transportado do hospital até a unidade da PF em Brasília, localizada a cerca de dois quilômetros, em uma viatura da Polícia Federal. O deslocamento durou aproximadamente seis minutos e o comboio entrou por uma portaria lateral.

Lindbergh Farias aciona PF contra Nikolas Ferreira e clã Bolsonaro por suposto estímulo a intervenção estrangeira

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Lindbergh Farias aciona PF contra Nikolas Ferreira e clã Bolsonaro
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou que apresentará nesta terça-feira (6) uma representação à Polícia Federal contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o parlamentar, os três estariam incentivando uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Em vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Lindbergh afirmou que as manifestações configuram uma tentativa contínua de ruptura institucional. “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou.

A iniciativa tem como base, principalmente, uma publicação feita pelo deputado Nikolas Ferreira na rede social X, que alcançou cerca de 7,3 milhões de visualizações. O post traz uma montagem na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo segurado por dois militares norte-americanos, em referência à imagem que circulou após a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Ao comentar o episódio, Lindbergh criticou duramente o parlamentar mineiro. “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, disse o deputado petista.

Na representação encaminhada à Polícia Federal, Lindbergh também cita comentários feitos pelos parlamentares sobre o tarifaço e sobre a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, temas mencionados nas publicações questionadas.

Paralelamente, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, sob a alegação de apologia ao crime de golpe de Estado.

Para Lindbergh, as manifestações ultrapassam o campo da opinião política. “Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, argumentou.

Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil

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Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles
Após um domingo (4/1) marcado por tranquilidade na região de fronteira, a segunda-feira (5/1) foi de movimentação militar do lado venezuelano. A mudança ocorreu com a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, que esteve no local acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar do Amazonas.

Durante a visita do comandante brasileiro ao marco que delimita a fronteira entre Brasil e Venezuela, a fotojornalista Katarine Almeida registrou a presença de veículos oficiais venezuelanos equipados com metralhadoras, além de militares armados. As imagens foram cedidas ao portal Metrópoles. Questionado sobre a movimentação, Angrizani afirmou aos presentes que a permanência das forças do país vizinho na área não representava problema. Não houve diálogo direto entre os militares brasileiros e venezuelanos.

Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles

Também foi constatado que os soldados da Venezuela utilizavam rádios de comunicação e que um drone sobrevoava a área próxima à linha divisória. Além disso, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos nas imediações da fronteira, cenário distinto do registrado no dia anterior, quando apenas um soldado estava no local, sem armamento visível.

Apesar do aumento da presença militar em ambos os lados, a situação segue considerada tranquila. O fluxo de pessoas permanece normal, com turistas atravessando para a Venezuela e migrantes entrando no Brasil em busca de trabalho ou fixação de residência.

Maduro detido em Nova York

No cenário internacional, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país por forças dos Estados Unidos após ataques militares norte-americanos ao território venezuelano. A informação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no sábado (3/1).

Desde então, Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanece enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

Nesta segunda-feira (5/1), o presidente venezuelano compareceu a uma audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, região central de Nova York, ocasião em que se declarou inocente das acusações.

Eleições 2026: eleitores têm até 6 de maio para regularizar o título eleitoral

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Eleições 2026

O prazo para atualização do cadastro eleitoral visando às Eleições de 2026 entra na reta final e será encerrado dentro de quatro meses. O primeiro turno do pleito está agendado para o dia 4 de outubro, e eleitoras e eleitores têm até 6 de maio para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral.

Até essa data-limite, é possível emitir o primeiro título de eleitor, solicitar a transferência de domicílio eleitoral, atualizar informações cadastrais e realizar o cadastramento biométrico. O cronograma segue o que estabelece o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, que determina o fechamento do cadastro eleitoral 150 dias antes da eleição. A medida é fundamental para viabilizar a organização do processo eleitoral, incluindo a definição das seções de votação e a preparação dos materiais que serão utilizados no dia do pleito.

Os serviços estão disponíveis tanto de forma online quanto presencial. Pela internet, as solicitações podem ser feitas por meio do Autoatendimento ao Eleitor, acessível no site do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (www.tre-al.jus.br). Quem optar pelo atendimento presencial pode se dirigir aos cartórios eleitorais.

Em Alagoas, o atendimento nos cartórios ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, durante o mês de janeiro. Na capital, Maceió, também há atendimento nas Centrais Já! instaladas no Maceió Shopping e no Benedito Bentes, funcionando das 8h às 17h.

Para ser atendido, é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência atualizado — emitido nos últimos três meses —, comprovante de quitação do serviço militar para homens maiores de 18 anos que irão se alistar e comprovante de regularidade junto à Justiça Eleitoral, caso existam débitos.

Desde dezembro do ano passado, os serviços eleitorais em Alagoas passaram a funcionar de forma regionalizada. Com a mudança, qualquer eleitora ou eleitor pode ser atendido em qualquer cartório eleitoral, central ou posto de atendimento do estado, independentemente da zona eleitoral de origem. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços e reduzir dificuldades de deslocamento, especialmente em municípios com maior demanda.

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