Historicamente fundamentais para orientar estratégias e medir a temperatura das ruas, os institutos de pesquisa eleitoral enfrentam em 2026 um de seus momentos de maior desgaste frente ao eleitorado e às próprias coligações partidárias.A proliferação semanal de levantamentos com resultados abertamente divergentes sobre o mesmo cenário enfraqueceu a confiança do público, que já não era alta. A percepção de amostragem rasa, metodologias questionáveis e o uso das sondagens como peça de propaganda têm colocado a neutralidade dos dados sob forte suspeita.
Para os comitês de campanha, a lição é clara: tomar decisões táticas guiando-se exclusivamente por pesquisas encomendadas pode gerar surpresas amargas na apuração das urnas em 2026.
