Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

Brasil inicia busca pelo hexacampeonato em estreia contra o Marrocos nos Estados Unidos

Nenhum comentário

13.6.26

Seleção Brasileira em amistoso contra o Egito — Foto: Rafael Ribeiro / CBF
A Seleção Brasileira masculina de futebol faz sua estreia na Copa do Mundo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), diante de Marrocos, no MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida marca o primeiro compromisso da equipe liderada em campo por peças experientes na fase de grupos do torneio internacional, onde as duas nações integram a Chave C.

O confronto abre a caminhada oficial do Brasil no torneio regulamentado pela FIFA. Além da seleção marroquina, o grupo da equipe sul-americana conta com as seleções do Haiti e da Escócia, que se enfrentam pelas vagas subsequentes voltadas à próxima etapa eliminatória da competição.

Mudanças de última hora no adversário

Pelo lado de Marrocos, a preparação para o debute no torneio foi impactada por ausências médicas e decisões técnicas estruturais. O comandante da equipe africana, Mohamed Ouahbi, oficializou o corte de dois atletas titulares que atuam no futebol europeu.

O setor defensivo perdeu o zagueiro Nayef Aguerd, atualmente no Olympique de Marseille, da França. No ataque, a baixa ficou por conta de Abde Ezzalzouli, jogador do Real Bétis, da Espanha. Para recompor o elenco, a comissão técnica marroquina convocou o defensor Marwane Saadane, que joga na Arábia Saudita, e o atacante Amine Sbai, do futebol francês.

Provável escalação da equipe brasileira

A equipe brasileira chega para o duelo com uma formação base consolidada. Sem desfalques confirmados no time principal, a comissão técnica deve mandar a campo uma estrutura tática equilibrada entre solidez defensiva e velocidade nas alas.

A escalação inicial provável conta com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha.

Retrospecto histórico e estatísticas

A tradição joga a favor do elenco verde-amarelo. Ao longo de todas as suas participações na história das Copas do Mundo, o Brasil acumulou um aproveitamento expressivo em estreias: são 17 vitórias, três empates e somente duas derrotas em 22 jogos disputados. Na edição anterior do torneio, a equipe iniciou sua campanha com um triunfo por 2 a 0 sobre a Sérvia.

No histórico direto entre Brasil e Marrocos, o cenário aponta para um domínio da equipe brasileira, embora os africanos tenham equilibrado as forças recentemente. Em três confrontos realizados na história do futebol profissional entre as duas federações, o Brasil saiu vitorioso em duas oportunidades, enquanto Marrocos venceu um duelo.

A segurança pública e a organização local do MetLife Stadium confirmaram que os portões serão abertos com três horas de antecedência para receber os torcedores. O desdobramento da rodada inicial do Grupo C ditará o planejamento estratégico do Brasil para os confrontos seguintes da primeira fase.

A espera acabou: Copa do Mundo 2026 começa hoje e promete parar o planeta

Nenhum comentário

11.6.26

Reprodução
A espera acabou! A bola vai rolar nesta quinta-feira (11) e a Copa do Mundo de 2026 começa oficialmente, dando início a mais um capítulo da maior competição de futebol do planeta.

A cerimônia de abertura acontece no tradicional Estádio Azteca, no México, palco de momentos históricos do futebol mundial. Logo depois, os anfitriões entram em campo para o primeiro jogo do torneio, marcando o pontapé inicial da disputa que promete parar o mundo nas próximas semanas.

Esta edição da Copa já entra para a história por ser a maior de todos os tempos. Pela primeira vez, 48 seleções participam da competição, que será realizada de forma conjunta por México, Estados Unidos e Canadá.

Nas ruas, nos bares, nas casas e nas redes sociais, o clima já é de Copa. Torcedores de vários países começam a viver a emoção, a expectativa e a paixão que só o Mundial consegue proporcionar.

E você, já está preparado para acompanhar os jogos? A contagem regressiva terminou: a Copa do Mundo 2026 começou!

Vai dar para ver o jogo? Saiba o que a lei diz sobre trabalhar em dias de Copa

Nenhum comentário

10.6.26

Imagem produzida por IA
Vai ter Brasil na Copa do Mundo de 2026, sim! Nossa estreia já é neste sábado (13/6), às 19h, mas os próximos jogos vão rolar em dias de semana e bem no horário do expediente. E agora, como fica o trabalho? Dá para parar tudo e torcer?

Para ninguém se dar mal com a chefia, os advogados Augusto Lacerda e Thiago Farias explicaram como funciona a lei. Olha só o resumo:

📌 Folga automática? Não tem! Por lei, os dias de jogo não são feriados. Isso significa que as empresas não são obrigadas a liberar ninguém.

📌 O caminho é o diálogo! A boa notícia é que a CLT permite que você e a empresa combinem uma folga com compensação de horário. As saídas mais comuns para não perder nenhum lance são:

  • Mudar um pouco o horário de entrada ou de saída;

  • Esticar ou adiantar o horário de almoço;

  • Pagar as horas depois ou usar o banco de horas;

  • Trabalhar de home office no dia do jogo (se a sua função permitir).

Tudo isso pode ser combinado por escrito diretamente com o patrão ou seguir o que o sindicato da sua categoria decidiu. Ah, e quem tem diploma de faculdade e ganha mais que o dobro do teto do INSS tem ainda mais liberdade para negociar direto com o chefe!

Cuidado com o 'sumiço'! Nem pense em meter o louco e faltar sem avisar! Quem falta sem acordo pode ter o dia descontado do salário, perder o valor do descanso do fim de semana e ainda tomar uma advertência ou suspensão.

A regra de ouro é: converse com a sua equipe e com a chefia antes do jogo começar. Combinando direitinho, todo mundo torce junto e em paz! 

EUA passam a classificar PCC e CV como organizações terroristas a partir de hoje

Nenhum comentário
Nova lei americana congela bens e proíbe transações financeiras com facções brasileiras

A partir desta sexta-feira (5), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passam a ser oficialmente classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) pelo governo dos Estados Unidos. A medida, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, consolida uma decisão iniciada em maio, quando os grupos já haviam sido rotulados como Terroristas Globais.

O que muda na prática?

  • 🔒 Bloqueio de Bens: Todos os ativos e recursos das facções sob o controle de pessoas ou entidades nos EUA ficam congelados.

  • 🚫 Proibição Total: Fica proibida qualquer transação financeira com os grupos e a entrada de seus membros em solo americano (sujeitos à deportação).

  • ⚖️ Crime Federal: Fornecer qualquer tipo de "apoio material" (serviços, produtos ou crédito) às facções passa a ser crime federal nos EUA.

Impacto no Brasil e na Economia A decisão americana é unilateral e não altera as leis brasileiras automaticamente. No entanto, especialistas acendem o alerta para o mercado financeiro e o setor privado. Empresas e bancos brasileiros com atuação internacional precisarão endurecer suas regras de fiscalização interna (compliance) e combate à lavagem de dinheiro para evitar sanções e perda de contratos em dólar.

Opinião Pública Pesquisas dos institutos AtlasIntel e PoderData indicam que a maioria dos brasileiros (cerca de 53%) aprova a medida dos EUA. Contudo, o tema divide opiniões entre a população e as forças de segurança: enquanto parte vê a ação como necessária para sufocar o caixa do crime, outros temem riscos à soberania nacional e prejuízos na troca de informações entre as polícias.

EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas e preveem sanções globais

Nenhum comentário

29.5.26

Donald Trump

A administração norte-americana intensificou suas ações de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Conforme informações exclusivas fornecidas por fontes do Departamento de Estado dos EUA ao portal Metrópoles, foram detalhados os mecanismos que passarão a ser aplicados após a oficialização das duas facções criminosas originárias do Brasil como entidades terroristas. 

A contar de sexta-feira, 5 de junho, data estipulada para o início da validade da nova diretriz, qualquer cidadão ou corporação, independentemente de estar operando em solo norte-americano ou em âmbito internacional, que realizar movimentações financeiras ou fornecer suporte material a membros de tais grupos estará sujeito a penalidades financeiras, processos de natureza criminal e extradição ou expulsão do território dos Estados Unidos. 

Essa determinação está alinhada à política externa do presidente Donald Trump, cujo objetivo é expandir o cerco global contra redes voltadas ao tráfico de entorpecentes e à criminalidade transnacionalizada.

Representantes do Departamento de Estado confirmaram que a gestão Trump pretende mobilizar aparatos de segurança nacional para conter as atividades das facções brasileiras. De acordo com as autoridades, a execução de transações comerciais ou financeiras com colaboradores do PCC ou do CV gera severas implicações perante os órgãos de fiscalização antiterrorismo, afetando não apenas indivíduos estrangeiros, mas atingindo também cidadãos norte-americanos e residentes que possuam situação de permanência legal no país. 

O órgão enfatizou que pessoas físicas e jurídicas que garantirem suporte material ou logístico às facções serão processadas criminalmente e consideradas não elegíveis para ingressar ou permanecer nos Estados Unidos.

A inclusão do PCC e do CV ocorrerá de forma concomitante em duas relações distintas mantidas pelo governo norte-americano: a relação de "organizações terroristas estrangeiras" (FTO) e o rol de "terroristas globais especialmente designados" (SDGT). A justificativa apresentada pelo Departamento de Estado aponta que a atuação dessas facções ultrapassa consideravelmente os limites geográficos brasileiros, gerando impactos na segurança interna dos próprios Estados Unidos. 

O anúncio da nova classificação ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar publicamente que havia solicitado formalmente ao presidente Donald Trump o enquadramento dos grupos brasileiros na categoria de organizações terroristas. Com a vigência da medida, o Executivo dos EUA passa a deter maior sustentação jurídica para deflagrar mecanismos de repressão financeira, permitindo o congelamento de bens e patrimônios vinculados aos criminosos, além de intensificar a cooperação e o intercâmbio de dados de inteligência bancária e estratégica com outras nações. 

Na esfera legal do país, a categorização como FTO confere maior rigidez às sanções migratórias e criminais, enquanto o selo de SDGT opera de modo a otimizar os bloqueios econômicos e as restrições financeiras em escala mundial.

El Niño mais forte dos últimos 150 anos pode estar a caminho

Nenhum comentário

19.5.26

Cientistas monitoram sinais inéditos no Oceano Pacífico.

A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) revisou suas estimativas meteorológicas e apontou que as chances de consolidação do fenômeno El Niño atingiram a marca de 82% para o trimestre que compreende os meses de maio a julho deste ano. De acordo com as projeções do sistema computacional CFSv2, alimentado com estatísticas coletadas no período de 1º a 10 de maio e divulgadas no dia 11 do mesmo mês, o processo de elevação térmica nas águas da região do Pacífico equatorial tende a se estabelecer ao longo dos próximos meses, estendendo seus efeitos até o encerramento do ano de 2026 ou o começo de 2027, período correspondente à estação de inverno na metade norte do planeta.

O território brasileiro deverá enfrentar consequências climáticas bastante heterogêneas dependendo da área geográfica sob a influência do fenômeno. As previsões acendem um sinal de alerta para a Amazônia e para as regiões Norte e Nordeste, que se deparam com uma forte ameaça de estiagem prolongada, escassez de precipitações pluviométricas e uma propensão para o surgimento de queimadas na mata mais frequentes e severas.

El Niño mais forte dos últimos 150 anos pode estar a caminho

Essa mudança deve alterar as condições do litoral nordestino, por exemplo, que vinha experimentando volumes de chuva superiores aos padrões históricos durante os meses de abril e maio de 2026, com registros expressivos nos estados de Alagoas, Paraíba e Sergipe; a tendência agora é que os índices de chuva fiquem abaixo da média climática com a consolidação gradativa do evento.

No sentido oposto, a região Sul do país deve se preparar para um cenário de chuvas torrenciais, acompanhadas de tempestades de proporções históricas e potenciais inundações severas, em uma dinâmica parecida com a tragédia ambiental registrada anteriormente em território gaúcho. Os modelos de previsão climática sinalizam que o momento de maior agressividade e força total do fenômeno naquela região deve ocorrer entre os meses de setembro e dezembro de 2026.

Freira brasileira morre como heroína ao salvar colegas de afogamento na Sicília

Nenhum comentário

14.5.26

Irmã Nadir Santos da Silva morreu afogada em uma praia da Itália — Foto: Vatican News
Uma tragédia na costa da Sicília, na Itália, resultou na morte da freira brasileira Nadir Santos da Silva, de 45 anos, conforme divulgado pela agência oficial Vatican News na última terça-feira (12). Integrante da congregação Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo (CMES), Nadir desfrutava de um momento de descanso com outras religiosas quando o grupo, que estava em uma parte rasa do mar, foi surpreendido por ondas violentas. 

Em um ato de heroísmo, a freira conseguiu resgatar as colegas que estavam sendo arrastadas, mas acabou perdendo as forças devido ao esforço extremo e se afogou.

Embora uma das irmãs tenha conseguido retirá-la da água, Nadir já estava sem sentidos no momento do socorro. O velório da religiosa, que nasceu na Bahia em 1980 e cresceu em São Paulo, está marcado para esta quinta-feira (14) em San Giovanni La Punta, na Sicília. 

Antes de ingressar na vida religiosa, Nadir descrevia sua juventude como marcada por ideais "punks e anarquistas", mas passou por uma conversão que direcionou sua energia para a fé. De acordo com o comunicado do Vaticano, ela sempre expressou o desejo de entregar sua vida por amor e por Cristo, desejo que se concretizou em seu ato final de sacrifício, guiado pelo lema de São João Paulo II que escolheu para sua trajetória: “O amor me explicou tudo”.

Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil

Nenhum comentário
Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles
Após um domingo (4/1) marcado por tranquilidade na região de fronteira, a segunda-feira (5/1) foi de movimentação militar do lado venezuelano. A mudança ocorreu com a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, que esteve no local acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar do Amazonas.

Durante a visita do comandante brasileiro ao marco que delimita a fronteira entre Brasil e Venezuela, a fotojornalista Katarine Almeida registrou a presença de veículos oficiais venezuelanos equipados com metralhadoras, além de militares armados. As imagens foram cedidas ao portal Metrópoles. Questionado sobre a movimentação, Angrizani afirmou aos presentes que a permanência das forças do país vizinho na área não representava problema. Não houve diálogo direto entre os militares brasileiros e venezuelanos.

Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles

Também foi constatado que os soldados da Venezuela utilizavam rádios de comunicação e que um drone sobrevoava a área próxima à linha divisória. Além disso, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos nas imediações da fronteira, cenário distinto do registrado no dia anterior, quando apenas um soldado estava no local, sem armamento visível.

Apesar do aumento da presença militar em ambos os lados, a situação segue considerada tranquila. O fluxo de pessoas permanece normal, com turistas atravessando para a Venezuela e migrantes entrando no Brasil em busca de trabalho ou fixação de residência.

Maduro detido em Nova York

No cenário internacional, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país por forças dos Estados Unidos após ataques militares norte-americanos ao território venezuelano. A informação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no sábado (3/1).

Desde então, Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanece enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

Nesta segunda-feira (5/1), o presidente venezuelano compareceu a uma audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, região central de Nova York, ocasião em que se declarou inocente das acusações.

Lula se manifesta após ataque dos EUA à Venezuela: 'Inaceitável'

Nenhum comentário
Presidente Lula participa no fim de semana do Encontro do G77+China em Havana AFP - EVARISTO SA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou-se neste sábado (3/1) sobre os ataques registrados na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, anunciadas mais cedo.

Em declaração, Lula afirmou que os bombardeios em território venezuelano, assim como a prisão do chefe de Estado do país, ultrapassam limites inaceitáveis. Segundo ele, as ações configuram uma violação grave da soberania da Venezuela e estabelecem um precedente considerado extremamente perigoso para a ordem internacional.

O presidente brasileiro ressaltou ainda que ataques a países, em desrespeito ao direito internacional, representam o início de um cenário marcado por violência, instabilidade e caos, no qual a força se sobrepõe ao multilateralismo e às regras que regem as relações entre as nações.

Lula destacou que a condenação ao uso da força está alinhada à postura historicamente adotada pelo Brasil em crises recentes em diferentes regiões do mundo. Para o chefe do Executivo, a operação remete a períodos críticos de interferência externa na América Latina e no Caribe, além de colocar em risco a preservação da região como uma zona de paz.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou por meio da rede social Truth Social a realização dos ataques ao território venezuelano e a captura de Nicolás Maduro. Na publicação, Trump afirmou que forças norte-americanas conduziram uma operação de grande escala, resultando na prisão do presidente venezuelano e de sua esposa, que teriam sido levados para fora do país.

Ministro da defesa da Venezuela condena ataque dos EUA; Veja pronunciamento

Nenhum comentário
Ministro da defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste sábado que o país não aceitará a presença de forças estrangeiras em seu território. Em vídeo divulgado nas redes oficiais, o ministro declarou que a Venezuela “livre, independente e soberana” rejeita de forma veemente a atuação de tropas externas, às quais atribuiu um histórico de “morte, dor e destruição”. Para Padrino López, a ação em curso configura “a maior afronta já sofrida pelo país”.

A manifestação ocorre após declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou neste sábado (3), em uma rede social, que forças americanas teriam realizado uma operação de grande escala na Venezuela e capturado o presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, Maduro e a esposa teriam sido retirados do país por via aérea em uma ação conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, no entanto, não informou o destino do casal.

Diante das declarações, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não ter informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e exigiu do governo norte-americano uma prova de vida do presidente venezuelano.

Ainda na madrugada deste sábado, Caracas, capital da Venezuela, foi atingida por uma sequência de explosões. De acordo com a agência Associated Press, ao menos sete detonações foram ouvidas ao longo de cerca de 30 minutos. Moradores de diferentes regiões relataram tremores, intenso barulho de aeronaves e correria nas ruas. Também houve registro de falta de energia elétrica em partes da cidade, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, localizada no sul da capital.

Donald Trump elogia Lula na Assembleia Geral da ONU e diz que quer se encontrar com ele novamente na próxima semana

Nenhum comentário
Donald Trump elogia Lula na Assembleia Geral da ONU
Nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Durante discurso, ele elogiou o líder brasileiro, chamando-o de “um homem muito agradável” e destacando a “excelente química” que percebeu no breve contato que tiveram.

Trump foi o segundo a falar na abertura da 80ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU, logo após a fala de Lula, que abriu o encontro. Em sua fala, o norte-americano justificou as tarifas impostas ao Brasil e a outros países como medida de proteção da soberania e da segurança dos Estados Unidos, afirmando que nações estrangeiras “se aproveitaram por décadas” das gestões anteriores.

Ao relembrar o encontro com Lula pouco antes da sessão, Trump contou que os dois se cumprimentaram calorosamente. “Nós nos abraçamos. As pessoas ficaram surpresas. Conversamos por cerca de 20 segundos e combinamos uma reunião para a próxima semana”, relatou.

O presidente norte-americano reiterou os elogios ao petista. “Ele parece ser uma pessoa muito agradável. Eu gosto dele e ele gosta de mim. Gosto de negociar com pessoas de quem gosto. Tivemos uns 30 segundos de conversa, mas foi uma química excelente, um bom sinal”, afirmou.

Apesar do tom amistoso, Trump criticou as políticas comerciais brasileiras. Segundo ele, o país “tratou os EUA de forma muito injusta” ao aplicar tarifas elevadas sobre produtos norte-americanos, o que levou Washington a retaliar com impostos de 50% sobre alguns itens brasileiros. “Tomei essa decisão porque, como presidente, devo defender a soberania e os direitos dos cidadãos americanos”, declarou.

Trump também acusou o Brasil de adotar práticas que “interferem nos direitos e liberdades” de americanos e estrangeiros, citando censura, repressão e o uso do sistema judicial como arma política. Ainda assim, deixou aberta a possibilidade de cooperação: “O Brasil pode se dar bem se trabalhar conosco. Sem os Estados Unidos, eles vão fracassar, como outros já fracassaram”, concluiu.

Em vídeo a Trump, Lula planta uva e diz semear comida e não ódio

Nenhum comentário

18.8.25

 

Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou um vídeo em rede social no qual aparece plantando mudas de uva no Palácio da Alvorada e se dirige ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Isso aqui é um exemplo, estou plantando comida e não semeando violência e cultivando ódio”, declarou o chefe do Executivo brasileiro. Na publicação, Lula afirmou esperar receber um dia o presidente norte-americano no Alvorada, para conversarem sobre a realidade do país.

“Por isso presidente Trump, quis aproveitar este sábado para plantar uva vitória aqui no Palácio da Alvorada, local que espero um dia o senhor possa visitar, e a gente dialogar para que conheça o Brasil de verdade”, afirmou Lula no vídeo, registrado pela primeira-dama Janja da Silva, conforme crédito no post. A mensagem foi divulgada na noite de sábado (16), em meio ao tarifaço decretado por Trump, que elevou em 50% a importação de diversos itens brasileiros, entre eles café e frutas. O impacto recai sobretudo sobre o agronegócio e o setor alimentício.

No registro, Lula acrescentou “que não adianta o presidente Trump taxar” a uva brasileira, porque “se for preciso, ela vai pra merenda escolar”.

O petista também convidou Trump a “conhecer a qualidade do povo brasileiro”, que mantém amizade com todas as nações, inclusive aquelas que possuem rivalidades entre si, como Estados Unidos, Rússia, China e Venezuela.

Desde a entrada em vigor das tarifas americanas, o governo brasileiro tenta abrir diálogo por vias oficiais e diplomáticas, mas não tem encontrado representantes no governo dos EUA com poder para negociar.

Alguns setores políticos e econômicos defendem que Lula telefone diretamente para Trump, mas integrantes do Planalto afirmam não existir segurança de que uma eventual ligação seja tratada de forma apropriada pelo presidente norte-americano.

Trump prepara Lei Magnitsky contra esposa de Alexandre de Moraes

Nenhum comentário

 

Trump prepara Lei Magnitsky contra esposa de Alexandre de Moraes
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está reunindo documentos sobre Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida faz parte de uma preparação para, caso Trump decida, aplicar contra ela a Lei Magnitsky — um mecanismo que permite aos EUA impor sanções a pessoas acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.

Atualmente, Alexandre de Moraes já é alvo dessa lei. A possível inclusão de sua esposa, segundo analistas, não teria relação com a atuação profissional dela, mas seria uma forma de aumentar a pressão e retaliação contra o ministro e, indiretamente, contra o Judiciário brasileiro.

A decisão final sobre a medida dependeria de Trump e do senador republicano Marco Rubio. A estratégia, de acordo com especialistas, é vista como uma tentativa de constranger o STF, atingindo familiares que não têm qualquer relação com as decisões da Corte.

Criada durante o governo Barack Obama, a Lei Magnitsky surgiu após a morte de um advogado russo que denunciou corrupção e foi preso. Ela foi pensada para punir casos graves, como corrupção sistêmica, tortura e golpes de Estado.

Informações de bastidores indicam que outros ministros do STF também estão na mira, mas aliados como o deputado Eduardo Bolsonaro defendem focar a pressão sobre Alexandre de Moraes neste momento, aguardando o desenrolar do cenário político para avaliar eventuais sanções contra os demais.

Por enquanto, o levantamento de informações sobre Viviane está em andamento para que, se houver decisão política, a ação seja imediata. Isso não garante que a sanção será aplicada, mas deixa tudo pronto caso Trump e Marco Rubio autorizem o passo.

Prisão de Bolsonaro tem "fundamentos frágeis" e é "tentativa de silenciamento", diz Transparência Internacional

Nenhum comentário

Alexandre de Moraes
A Transparência Internacional, entidade de atuação global voltada ao combate à corrupção, divulgou nesta terça-feira (5) uma avaliação crítica sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a organização, a medida se sustenta em “fundamentos jurídicos frágeis” e levanta preocupações sobre a compatibilidade com princípios do Estado de Direito.

No entendimento da instituição, a acusação de que Bolsonaro teria descumprido a proibição genérica de comunicação — que inclui o uso de celular ou a manifestação por meio de terceiros — configura uma restrição ampla que, na prática, poderia representar uma tentativa de silenciamento político. Tal cenário, argumenta a Transparência Internacional, exige ponderação rigorosa para não extrapolar os limites constitucionais das medidas cautelares.

A ordem de prisão domiciliar foi expedida na segunda-feira (4), como desdobramento das determinações impostas em 17 de julho, quando Moraes já havia fixado o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e proibido o ex-presidente de acessar ou movimentar perfis em redes sociais, direta ou indiretamente.

Na nova decisão, o ministro fundamentou a medida na participação virtual de Bolsonaro em manifestações promovidas por aliados no último domingo (3), episódio que, segundo o despacho, configuraria descumprimento das restrições vigentes. A análise da Transparência Internacional, porém, insere o caso no debate mais amplo sobre a proporcionalidade e a motivação jurídica de decisões judiciais que limitam a atuação de figuras políticas de alta projeção.

Trump pressiona Brasil com sanções e ameaça tarifas: crise revela embate político internacional

Nenhum comentário

31.7.25

Donald Trump

Desde o início da crise diplomática, o que se desenha entre Brasil e Estados Unidos vai além de um impasse econômico — trata-se, na essência, de uma disputa política. A escalada ganhou um novo capítulo com a decisão do governo norte-americano de aplicar a Lei Magnitsky para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O gesto envia um recado claro: a promessa de Donald Trump de anunciar sanções econômicas contra o Brasil até a próxima sexta-feira, 1º de agosto, não parece ser um blefe.

Em suas redes sociais, Trump publicou em letras garrafais um apelo para que a “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro seja encerrada “IMEDIATAMENTE”. Mais que uma declaração, a mensagem soou como um ultimato — algo inadmissível quando dirigido a um país soberano, com instituições autônomas e um sistema legal próprio.

A postura do ex-presidente dos Estados Unidos sinaliza que, desta vez, ele pretende romper com o estigma de “TACO” — apelido que o acompanha por supostamente voltar atrás em ameaças e decisões mais duras. Ao que tudo indica, ele deseja provar que não recuará, mesmo que isso signifique impor sérios prejuízos ao Brasil.

Com essa estratégia, Trump tenta se desvencilhar da imagem de líder vacilante, buscando reafirmar autoridade mesmo ao custo de romper com mais de dois séculos de relações diplomáticas entre as duas nações. Ignora, nesse caminho, os impactos que medidas como uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros podem ter, tanto para a economia nacional quanto para o consumidor médio norte-americano, que poderá sentir o aumento nos preços de produtos como suco de laranja e café.

A motivação por trás do gesto também tem raízes internas: a influência do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem utilizado seu mandato para sustentar uma narrativa internacional em defesa do pai. Eduardo, cujo foco parece estar exclusivamente na proteção da própria família, atua sem considerar as consequências mais amplas de seus atos — que atingem não apenas o Brasil, mas também afetam o bolso do consumidor norte-americano. A gravidade da situação exige, segundo críticos, uma resposta firme e proporcional.

O gesto de Trump, ao adotar um discurso de enfrentamento e tentar colocar o Brasil contra a parede, deixa evidente sua disposição de pressionar economicamente o país sob o pretexto de defender a democracia — uma ironia, considerando que repete declarações que ecoam o discurso de Eduardo Bolsonaro, político que tenta evitar a responsabilização do pai por cinco crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado.

Por fim, ao ameaçar a estabilidade econômica do Brasil e lançar dúvidas sobre a solidez do bloco dos BRICS, Trump parece encontrar na crise uma oportunidade de enfraquecer alianças estratégicas. No entanto, ao agir dessa forma, subestima a posição do governo brasileiro. Caso tenha realmente lido o New York Times nesta terça-feira, compreendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está disposto a ceder a pressões nem a chantagens, por mais ruidosas que sejam.

Guerra tarifária vai começar quando eu der uma resposta a Trump, diz Lula

Nenhum comentário

22.7.25

 

Presidente Lula
Durante visita oficial a Santiago, no Chile, nesta segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil ainda não está envolvido em uma guerra tarifária com os Estados Unidos, mas advertiu que a situação pode se agravar caso o presidente norte-americano, Donald Trump, não reveja sua postura. “A guerra tarifária vai começar quando eu responder ao Trump, se ele não mudar de opinião. As condições impostas por ele não são aceitáveis”, declarou Lula, rejeitando as alegações do líder americano sobre prejuízos comerciais na balança com o Brasil.

As declarações foram dadas durante conversa com jornalistas após compromissos oficiais na capital chilena, onde o presidente brasileiro participou de um encontro com chefes de Estado de viés progressista para discutir a proteção da democracia na América Latina. Lula afirmou que o tema das tarifas não foi pauta do evento, pois se trata de uma questão bilateral com os EUA.

O impasse teve início após o anúncio, feito por Trump em 9 de julho, da aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida deve entrar em vigor em agosto. Diante disso, o governo brasileiro busca alternativas diplomáticas e analisa contramedidas, incluindo a possibilidade de romper patentes de medicamentos norte-americanos como forma de retaliação.

Apesar do cenário tenso, Lula disse estar sereno e elogiou o desempenho dos ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na condução do caso. O presidente também destacou a importância do diálogo direto entre empresários dos dois países, ressaltando que os setores produtivos de ambos os lados saem prejudicados com a medida.

Demonstrando disposição para o diálogo, Lula afirmou que gostaria de conversar com Trump: “Dois presidentes precisam conversar levando em conta os interesses de suas nações. Não vejo problema em o Trump defender os interesses dos Estados Unidos, mas ele precisa entender que eu estou aqui para proteger os do Brasil”.

Na agenda internacional, Lula esteve acompanhado de outros líderes da região, como Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha. O encontro teve como foco principal a promoção e defesa dos valores democráticos.

Ao final da reunião, Lula fez um alerta sobre os riscos do extremismo político: “A democracia está ameaçada pelo extremismo, assim como esteve quando o partido Nazista foi fundado e Hitler chegou ao poder”, comentou o presidente antes de embarcar de volta a Brasília.

Ucrânia deixa Brasil sem embaixador após insatisfações com Lula

Nenhum comentário

21.7.25

Presidente Lula e Volodymyr Zelensky
Nesta segunda-feira (21), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, optou por não nomear um novo embaixador para a representação diplomática ucraniana em Brasília. A informação foi confirmada ao Metrópoles por fontes próximas à chancelaria ucraniana.

Desde o início do terceiro mandato do governo Lula, o Brasil tem sido alvo de críticas por parte da Ucrânia. Para o governo de Zelensky, certas declarações e ações do líder brasileiro são interpretadas como posicionamentos favoráveis à Rússia.

A relação entre os dois países ficou ainda mais tensa após a viagem de Lula a Moscou, no início de maio, para as celebrações do 80º aniversário do Dia da Vitória. Naquele período, o governo ucraniano recusou, em pelo menos duas ocasiões, tentativas de conversas telefônicas entre Lula e Zelensky. Kiev considerou a iniciativa de reaproximação de Lula como um gesto de "cinismo", visando "mascarar" um possível novo sinal de apoio ao presidente russo, Vladimir Putin.

No entanto, a diplomacia brasileira nega qualquer crise na relação bilateral. Fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que o diálogo em nível diplomático funciona adequadamente. O governo do Brasil, acrescentaram, busca resgatar a comunicação direta entre os presidentes Lula e Zelensky, que têm tido poucos contatos desde o ano passado. Um encontro entre os dois líderes chegou a ser anunciado durante a última cúpula do G7, no Canadá, mas não se concretizou devido a conflitos de agenda.

Mais cedo, Zelensky anunciou ter se reunido com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, para definir os nomes de 16 novos embaixadores. Apesar disso, a embaixada da Ucrânia no Brasil permanecerá sem um chefe diplomático, posto vago desde o início de junho, quando Andrii Melnyk deixou o cargo em Brasília para assumir uma função na Organização das Nações Unidas (ONU).

A decisão de manter a embaixada sem um embaixador em Brasília reflete a insatisfação do governo ucraniano com alguns posicionamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que são percebidos como favoráveis à Rússia. No cenário diplomático internacional, a ausência de um embaixador é frequentemente vista como um sinal de descontentamento de um país em relação à nação anfitriã da missão.

Expansão na América Latina e Redução de Relações com Cuba
Conforme antecipado por reportagens anteriores, Zelensky também anunciou a abertura de quatro novas embaixadas da Ucrânia em países da América Latina: Equador, República Dominicana, Panamá e Uruguai. Paralelamente a essa expansão de sua presença na região, o governo ucraniano decidiu reduzir suas relações diplomáticas com Cuba, segundo fontes informadas.

veja quem, além de Alexandre de Moraes, foi atingido pela medida

Nenhum comentário

19.7.25

Primeira turma do STF

Em uma decisão que intensifica o clima de tensão entre Brasil e Estados Unidos, o governo norte-americano anunciou nesta sexta-feira (18) o cancelamento dos vistos de entrada de mais sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além da já confirmada revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes. A medida atinge ainda familiares dos magistrados e amplia a pressão internacional sobre o Judiciário brasileiro, especialmente pelas ações recentes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a imposição de tornozeleira eletrônica e a autorização de buscas em sua residência.

A lista dos ministros afetados inclui Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, além de Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes, o decano da Corte. Segundo comunicado da Casa Branca, a justificativa oficial para a revogação é que os nomes incluídos “podem representar consequências adversas significativas à política externa dos Estados Unidos”.

Por outro lado, apenas três magistrados permaneceram com seus vistos válidos: André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Os dois primeiros foram indicados ao Supremo durante o governo Bolsonaro. Já Fux, embora não ligado diretamente ao ex-presidente, tem manifestado posicionamentos críticos em relação às condenações de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.

A decisão foi anunciada nas redes sociais pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que acusou Alexandre de Moraes de conduzir uma suposta “perseguição política” contra Bolsonaro. Rubio afirmou que as ações do ministro atentariam contra liberdades fundamentais dos brasileiros e extrapolariam as fronteiras nacionais, afetando interesses norte-americanos.

Entre os ministros atingidos pela medida, apenas Gilmar Mendes não foi nomeado por um governo do PT — ele foi indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Alexandre de Moraes, por sua vez, chegou à Suprema Corte por indicação de Michel Temer.

A decisão norte-americana aprofunda o desgaste nas relações diplomáticas entre os dois países e alimenta o debate sobre a atuação do Judiciário brasileiro em casos envolvendo figuras de grande relevância política.

Gleisi Hoffmann critica decisão dos EUA e aponta ataque à soberania brasileira

Nenhum comentário
Donald Trump e Gleisi Hoffmann

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi a primeira integrante do governo Lula a se manifestar publicamente sobre a revogação dos vistos de entrada de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos Estados Unidos. Em declaração oficial, Gleisi classificou a medida como uma “afronta ao Judiciário e à soberania nacional”.

Segundo a ministra, a iniciativa teria sido articulada por Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em parceria com o ex-presidente norte-americano Donald Trump. Ela sustenta que a ação visa retaliar decisões tomadas pelo STF e representa uma tentativa de interferência internacional para proteger aliados do ex-presidente brasileiro de possíveis punições judiciais.

Apesar da gravidade do gesto, Gleisi afirmou que o Supremo tende a sair fortalecido, justamente por manter sua atuação firme na defesa da Constituição e da legalidade.

Até o momento, o STF não divulgou posicionamento oficial sobre as sanções impostas pelo governo norte-americano.

Trump Media e Rumble processam Alexandre de Moraes por bloqueio de conta de comentarista nos EUA

Nenhum comentário

14.7.25

Trump e Alexandre de Moraes 

As plataformas Trump Media e Rumble ingressaram com uma ação judicial nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que ele teria expedido, de forma ilegal, uma ordem para bloquear a conta do comentarista Rodrigo Constantino — cidadão norte-americano residente na Flórida.

De acordo com as empresas, a decisão proferida por Moraes fere a legislação dos Estados Unidos e configura um caso de censura com efeitos além das fronteiras brasileiras. A ação judicial aumenta o atrito diplomático entre os dois países, especialmente após o recente anúncio do ex-presidente Donald Trump de que imporá uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. Na ocasião, Trump citou decisões do STF como uma das motivações para a medida.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre o processo movido pelas duas plataformas.

© 2022 - 2024 | Portal Tabu - Todos os direitos reservados.
A republicação é gratuita desde que citada a fonte.