Contribuintes têm até esta sexta-feira para garantir 5% de redução na cota única do IPVA

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Foto: Agência Alagoas
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL) alerta que termina nesta sexta-feira (27) o prazo para pagamento da cota única do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 com 5% de desconto. Esta é a última oportunidade para garantir a redução no valor do imposto.

O benefício é válido para proprietários que optarem pelo pagamento em parcela única dentro do prazo. A Secretaria orienta que os contribuintes evitem deixar a emissão para a última hora, prevenindo possíveis imprevistos no momento do pagamento do Documento de Arrecadação Estadual (DAR).

A guia deve ser emitida exclusivamente de forma digital, por meio do portal oficial (https://ipvaonline.sefaz.al.gov.br/), no qual também é possível consultar os dados do veículo e o cálculo do imposto com base no valor médio de mercado.

Além do IPVA Online, o documento pode ser gerado pelo aplicativo Alagoas Inteligente, ferramenta oficial do Governo de Alagoas disponível para dispositivos móveis.

Os participantes da campanha Nota Fiscal Cidadã podem utilizar créditos acumulados para abatimento no IPVA, desde que a solicitação tenha sido feita no sistema até dezembro de 2025.

Em caso de dúvidas, a assistente virtual Nise está disponível no site da Sefaz-AL e no Telegram (@nise_sefaz_al_bot) para atendimento rápido e prático.

Por Agência Alagoas

Pai é preso em flagrante por manter filho com deficiência em cárcere privado em Campo Grande

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Jovem de 20 anos vivia em condições degradantes. — Foto: PC/AL
Uma operação conjunta entre a 4ª Delegacia Regional (DRP) e o 61º Distrito Policial resultou na prisão em flagrante de um homem de 67 anos nesta quinta-feira (26), no município de Campo Grande, interior de Alagoas. O suspeito é acusado de manter o próprio filho, um jovem de 20 anos com deficiência mental, em condições subumanas de cárcere privado e abandono.

A intervenção policial ocorreu após uma denúncia anônima via Disque 181. Ao invadirem a residência, os agentes encontraram um cenário desolador:

  • Isolamento: A vítima estava trancada sozinha em um cômodo da casa.

  • Insalubridade: O ambiente era extremamente precário, sem higiene ou acesso a itens básicos de subsistência.

  • Abandono: No momento da chegada da polícia, não havia nenhum responsável no imóvel para prestar assistência ao jovem.

Durante a diligência, a mãe e a irmã da vítima apareceram no local e apontaram o pai como o responsável direto pela guarda e cuidados do rapaz. O idoso foi localizado pouco depois em visível estado de embriaguez. Segundo as investigações, ele teria trancado o filho para sair de casa.

O homem foi levado à Central de Polícia, onde foi autuado por três crimes principais:

  1. Cárcere privado;

  2. Abandono de incapaz;

  3. Violação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para aprofundar o caso. O foco agora é entender o grau de conivência dos outros membros da família. Os investigadores querem apurar se a mãe e a irmã também foram omissas ou se tiveram participação direta na manutenção da situação degradante em que o jovem vivia.

Canais de Ajuda: A Polícia Civil reforça que denúncias de maus-tratos e crimes contra vulneráveis podem ser feitas de forma sigilosa pelo número 181.

Após viralizar em Maceió, cadeirante jogado de prédio é enterrado como indigente no Recife

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Cadeirante jogado de prédio é enterrado como indigente no Recife. Divulgação
A trajetória de Michael, o cadeirante alagoano que transformou suas limitações físicas em lições de empreendedorismo e palestras de motivação, teve um desfecho desolador nesta quinta-feira (26). Após passar quase duas semanas sem identificação oficial no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife, o corpo do vendedor de doces foi sepultado como indigente no Cemitério Parque das Flores.

Michael foi morto na sexta-feira de Carnaval em circunstâncias brutais na Praia de Boa Viagem. De acordo com o inquérito policial, Michael trabalhava na orla quando foi convidado por um homem a subir até seu apartamento.

No imóvel, o anfitrião teria sofrido um surto psicótico, agredido uma acompanhante e, em seguida, arremessado Michael do quarto andar. Logo após o ato, o agressor também caiu da varanda e não sobreviveu. A morte de Michael gerou comoção imediata entre frequentadores da praia e seguidores, mas a falta de documentos oficiais travou o processo de liberação do corpo.

Natural de Alagoas, Michael sofria de má-formação congênita nos membros superiores e inferiores, mas recusava o papel de vítima. Ele se tornou viral em Maceió através de vídeos que mostravam sua rotina vendendo doces em uma cadeira de rodas elétrica — equipamento que ele mesmo mantinha com o suor de seu trabalho.

O "Fator Lulinha" e a reativação do Calcanhar de Aquiles Petista

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Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. — Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

O cenário político em Brasília sofreu uma inflexão nesta quinta-feira (26). A decisão do ministro André Mendonça (STF), somada à turbulenta aprovação de quebras de sigilo na CPMI do INSS, retira Fábio Luís Lula da Silva da zona de penumbra e o coloca no centro gravitacional de uma investigação de alta voltagem. Mais do que um desdobramento policial, o caso representa a reativação de um trauma histórico para o PT: a investigação de familiares do presidente como via de desgaste do Executivo.

A tese da Polícia Federal, agora chancelada pela quebra de sigilos telemáticos e fiscais, não se baseia em uma atuação direta de Fábio Luís, mas em uma triangulação de influência. O foco clínico dos investigadores recai sobre a RL Consultoria, da empresária Roberta Luchsinger.

A análise técnica dos fluxos financeiros revela uma conexão que o Planalto terá dificuldade em ignorar:

  • Fluxo de Capital: R$ 1,5 milhão saíram das contas da Brasília Consultoria (de Antônio Camilo, o "Careca") para a empresa de Roberta.

  • A Interlocução Suspeita: Mensagens interceptadas sugerem que parte desses valores — especificamente parcelas de R$ 300 mil — teria como destinatário final o "filho do rapaz". No jargão da PF, o uso de codinomes em operações de lobby é um indicador clássico de tentativa de blindagem de agentes politicamente expostos.

Depoimento do Careca do INSS na CPI — Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
O ponto mais sensível da investigação — e onde o crime de tráfico de influência ganha contornos mais nítidos — é a tentativa de inserção da World Cannabis no Ministério da Saúde. O fato de o "Careca" ter obtido agendas dentro da pasta entre o fim de 2024 e o início de 2025 confere verossimilhança ao depoimento da testemunha que aponta Lulinha como o facilitador desse acesso.

Embora nenhum contrato tenha sido assinado — argumento que a defesa utilizará para alegar "ausência de dano" —, o Direito Penal moderno foca na venda da fumaça (a comercialização do prestígio junto à administração pública).

A agressividade vista no plenário da CPMI, com agressões físicas entre parlamentares, é proporcional ao risco que o caso oferece. A estratégia do governo é clara:

  1. Judicialização: Contestar o método do "contraste visual" utilizado pelo senador Carlos Viana para anular a votação na CPMI.

  2. Vitimização: Argumentar que a decisão de André Mendonça é uma "pesca probatória" ideológica, aproveitando-se do histórico do ministro indicado por Jair Bolsonaro.

O que se vê não é apenas uma investigação sobre desvios no INSS. É o teste de estresse da relação entre o Supremo e o Executivo. Se as quebras de sigilo telemático (e-mails e mensagens) confirmarem que Fábio Luís operava como "sócio oculto", o governo Lula poderá enfrentar uma crise de legitimidade ética em um momento de fragilidade no Congresso.

A "caixa-preta" aberta por Dé Mototaxi em União dos Palmares e a devassa autorizada por Mendonça em Brasília são sintomas de um mesmo fenômeno: o aumento da pressão fiscalizatória sobre os núcleos de poder que cercam a presidência.

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula; sessão é marcada por confusão

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CPMI do INSS tem tumulto — Foto: Reprodução

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta quinta-feira (26) foi marcada por cenas de violência e forte tensão política. O estopim do conflito foi a aprovação dos requerimentos de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República.

Imediatamente após o anúncio do resultado, o ambiente parlamentar deu lugar a um cenário de caos. Governistas avançaram em direção à mesa diretora em protesto, resultando em um empurra-empurra generalizado.

A confusão escalou para agressões físicas, envolvendo deputados como Rogério Correa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ) e o relator Alfredo Gaspar (União-AL). O deputado Luiz Lima relatou ter sido atingido por um soco; Rogério Correa admitiu o contato físico durante o tumulto e, posteriormente, pediu desculpas ao colega. A sessão precisou ser suspensa por alguns minutos até que os ânimos fossem contidos.

O cerne da disputa técnica reside na forma como a votação foi conduzida. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), utilizou o método de votação simbólica por contraste:

  • O método: Parlamentares favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários se levantam.

  • A contagem: Viana contabilizou sete votos contrários (desconsiderando suplentes) e declarou a pauta aprovada.

  • A contestação: O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) exigiu a anulação, alegando "erro crasso" na contagem. Segundo Pimenta, imagens da TV Senado sugerem um placar de 14 a 7 favorável ao governo, o que inverteria o resultado.

"O regimento é claro: o contraste se dá entre a maioria e a minoria dos presentes. Vamos buscar a anulação imediata por fraude no resultado", afirmou Pimenta.

Apesar das reclamações, o senador Carlos Viana manteve o resultado, sob o argumento de que a conferência foi realizada duas vezes.

Em resposta, o bloco governista levou o caso à Residência Oficial do Senado. O grupo busca junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação formal da votação. Além do erro na contagem, os parlamentares sustentam que não há justificativa jurídica para a quebra de sigilo, uma vez que Fábio Luís não figura como investigado oficial no escopo da comissão.

Colisão frontal entre carro e caminhão de leite deixa um morto na BR-104, em Branquinha

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Acidente na BR104, em Branquinha 
Um grave acidente envolvendo um veículo de passeio e um caminhão de carga interrompeu o fluxo na rodovia BR-104, no interior de Alagoas, na tarde desta quarta-feira (25). A colisão, ocorrida no quilômetro 47, no município de Branquinha, resultou na morte imediata de um empresário da região.

Segundo os levantamentos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu quando um Toyota Corolla, que trafegava em alta velocidade, teria invadido a contramão e colidido frontalmente com um caminhão da empresa de laticínios Natville.

O caminhão atravessou na pista, bloqueando totalmente o tráfego nos dois sentidos. Enquanto o carro de passeio foi completamente destruído, parte da carga de leite e os destroços dos veículos se espalharam pelo asfalto.

O condutor do caminhão sofreu apenas ferimentos leves e recebeu atendimento. Infelizmente, o motorista do Corolla não teve a mesma sorte: com a força da batida, ele foi arremessado para fora do veículo e faleceu antes da chegada do socorro médico.

A vítima foi identificada preliminarmente como um empresário do ramo de som automotivo, residente no município vizinho de Murici.

Sob pressão do MP, atual gestão da Câmara de União revela segredos do biênio 2023-2024

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Dé Mototaxi e Nenzinha | Foto: Reprodução
A transparência administrativa da Câmara Municipal de União dos Palmares ganhou um novo capítulo nesta semana. O atual presidente da Casa, vereador Emanuel Gomes Balbino, encaminhou ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) o acervo documental completo relativo ao biênio 2023-2024, período em que o Legislativo estava sob a responsabilidade do vereador Givanildo Gomes, o "Nenzinha".

A movimentação é um desdobramento direto da Notícia de Fato nº 01.2025.00005290-5, que tramita na 2ª Promotoria de Justiça da cidade.

O imbróglio jurídico teve início quando o cidadão Ray Vieira Ramalho Mendonça acionou os órgãos de controle após ter pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) ignorados pela gestão anterior. De acordo com o processo, a resistência no fornecimento de dados públicos foi acompanhada de um agravante: o denunciante alega ter sofrido intimidação por telefone por parte do ex-presidente da Casa.

Documentos atribuídos à gestão Nenzinha | Foto: Reprodução

Diante desse cenário, o MPAL desmembrou o caso em duas frentes de atuação:

  • Frente Administrativa: Monitora a publicidade dos atos oficiais (licitações, contratos e folhas de pagamento).

  • Frente Criminal: Investiga o possível crime de ameaça (Artigo 147 do Código Penal) no Juizado Especial Cível e Criminal.

A atual administração do Legislativo justificou que os documentos foram entregues apenas agora devido ao estado do arquivo herdado, que consistia em documentos físicos não digitalizados. Após um processo de organização interna, links com cópias de contratos e despesas de pessoal foram disponibilizados ao Ministério Público.

Em despacho publicado no dia 18 de fevereiro de 2026, a promotora Jheise de Fátima Lima da Gama validou o recebimento das informações.

Próximas Etapas

O denunciante foi formalmente notificado em 19 de fevereiro e possui um prazo de 15 dias úteis para analisar o conteúdo enviado.

  • Conformidade dos dados: Se o cidadão atestar que as informações estão completas, a Promotoria deve arquivar o procedimento administrativo.

  • Inconsistências: Caso falte algum documento na chamada "caixa-preta" da gestão Nenzinha, novas diligências serão ordenadas contra a Câmara.

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