Saia justa no Lirafest: O embate entre Gilberto Gonçalves e o prefeito Carlos

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21.3.26

Arthur Lira e Gilberto Gonçalves
O Hotel Ritz foi palco de um episódio que roubou a cena durante o Lirafest nesta sexta-feira (20). O evento, que reunia uma seleta lista de prefeitos e lideranças políticas, foi marcado por um confronto direto que deixou os presentes atônitos.

O clima, que deveria ser de confraternização, mudou drasticamente com a chegada de Gilberto Gonçalves, o popular GG. Ao entrar no recinto, ele se deparou com o atual gestor de Rio Largo, o prefeito Carlos (ex-aliado da família Gonçalves).

Testemunhas relataram que a abordagem foi explosiva. Diante de um Carlos visivelmente pálido, a voz de GG ecoou com força, disparando ofensas diretas que interromperam a harmonia do encontro.

Embora o teor exato dos xingamentos pesados não tenha sido reproduzido por questões de decoro editorial, o impacto das palavras proferidas por Gilberto Gonçalves foi o assunto principal nas rodas de conversa deste sábado. O episódio escancara o rompimento e a alta voltagem da rivalidade política entre as duas lideranças.

Rodrigo Cunha assume a Prefeitura de Maceió em abril

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Rodrigo Cunha
O cenário político da capital alagoana se prepara para uma transição estratégica. No início de abril, o vice-prefeito Rodrigo Cunha assumirá oficialmente o comando do Executivo municipal. A mudança ocorre devido à saída de João Henrique Caldas (JHC), que deixará a prefeitura para viabilizar sua candidatura ao Governo de Alagoas nas eleições de 4 de outubro.

A saída de JHC atende à legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos para evitar o uso da máquina administrativa durante o pleito. Após um período de silêncio que gerou expectativa nos bastidores, o prefeito confirmou a decisão a vereadores na última sexta-feira (20).

Além da renúncia ao cargo, JHC anunciou movimentos partidários importantes:

  • Saída do PL: O prefeito deixará a legenda que presidia no estado por discordar de diretrizes impostas pela família Bolsonaro.

  • Rumo ao PSDB: Embora mantenha sigilo oficial, as especulações apontam sua filiação a uma sigla de centro-direita. O caminho provável é o ninho tucano, hoje liderado pelo ex-governador Teotonio Vilela Filho.

  • Nova Liderança: Vilela já sinalizou publicamente que JHC deve assumir a presidência do PSDB em Alagoas, com a formalização prevista para esta segunda-feira (23).

Rodrigo Cunha, que fez história ao ser o primeiro senador eleito vice-prefeito desde a redemocratização, já demonstra estar pronto para o desafio. Nos últimos meses, ele intensificou sua agenda pública, protagonizando inaugurações, apresentações de projetos de infraestrutura e estreitando o diálogo com lideranças políticas estaduais.

Análise: O "Cercamento" de JHC e o Dilema do Palácio

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17.3.26

Arthur Lira e JHC | Foto: Felipe Sóstenes/Câmara dos Deputados
A nota da Executiva Nacional do PL, longe de ser apenas um apoio protocolar, funciona como uma armadilha de veludo para o prefeito JHC. Ao declarar que ele "sempre teve a legenda", o partido retira de JHC a principal saída honrosa para uma eventual desistência: a falta de apoio partidário.

JHC é um político que preza pelo controle do timing. No entanto, Valdemar Costa Neto e o clã Bolsonaro mudaram a dinâmica. Se JHC não for candidato, a responsabilidade será exclusivamente dele, e não de uma suposta "falta de espaço".

O PL nacional já avisou que os candidatos ao Senado são Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (UB). JHC entra como o "puxador de votos" para o Governo, servindo de âncora para a sobrevivência política desses dois aliados no estado.

Alfredo Gaspar de Mendonça surge como o elemento de desequilíbrio. Embora JHC e Gaspar tenham sido aliados, existe uma tensão latente por espaço e protagonismo. Para JHC, aceitar a candidatura ao Governo significa, obrigatoriamente, carregar Gaspar e Lira para o Senado.

O problema é que Gaspar ganhou as bênçãos diretas de Bolsonaro, tornando-se "intocável" na chapa. Se JHC recuar para não fortalecer Gaspar (um potencial rival futuro), ele se indispõe com a cúpula nacional do PL.

Existe uma teoria persistente nos bastidores de que poderia haver um pacto de não-agressão entre os grandes grupos de Alagoas (Lira/JHC vs. Calheiros/Dantas) para manterem seus atuais espaços sem riscos.

Se JHC não renunciar em abril de 2026, ele confirma a tese do "acordão": ele fica na Prefeitura, Renan Filho vai ao Governo sem um adversário de peso, e o grupo Calheiros mantém o seu domínio. Essa omissão, contudo, custaria caro para a imagem de JHC perante o eleitorado de oposição e poderia isolá-lo dentro do PL.

JHC pode tentar culpar as exigências de Lira para justificar um eventual recuo, mas a nota do PL nacional esvaziou esse argumento. Lira precisa da candidatura de JHC para ter um palanque forte no interior, onde o MDB é hoje muito dominante. Sem JHC no páreo estadual, a eleição de Lira ao Senado torna-se muito mais difícil diante da máquina de Paulo Dantas.

JHC está em uma encruzilhada de alto risco. Se for candidato, coloca em jogo o controle da capital e enfrenta a poderosa máquina dos Calheiros. Se não for, corre o risco de ser visto como "amarelou" ou como parte do sistema que ele critica, perdendo o apoio da direita bolsonarista que hoje o sustenta.

O próximo grande sinal será o dia 20 de março (lançamento da pré-candidatura de Lira). Se JHC aparecer e discursar como líder da oposição, o trem começou a andar. Se houver silêncio ou ausência, o "acordão" terá vencido a disputa.

PC apreende adolescente que assassinou a própria avó em Igaci/AL

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10.3.26

Viatura PCAL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) efetuou a apreensão em flagrante de um jovem de 17 anos, nesta segunda-feira (9), acusado de cometer um ato infracional equivalente ao crime de homicídio qualificado. O crime, ocorrido no município de Igaci, teve como vítima a própria avó do rapaz, a idosa Jailza Paulino Giroldo, de 73 anos, que foi morta após um desentendimento familiar.

Segundo as investigações conduzidas pela Unidade de Atendimento de Local de Crime III, o conflito teve início quando o adolescente se revoltou com reclamações feitas pela avó. Durante a discussão, o jovem utilizou um bastão para golpear a cabeça da idosa.

Relatos colhidos no local indicam que uma terceira pessoa tentou intervir para salvar a vítima, mas o agressor conseguiu se desvencilhar. Ele então passou a esganar a avó com as mãos e, em seguida, desferiu novos golpes contra a cabeça dela, o que resultou na morte da idosa. O objeto usado no crime foi jogado nos fundos do imóvel logo após a ação.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta do menor após o homicídio. Constatou-se que o adolescente subtraiu e comercializou pertences da residência da vítima, incluindo um botijão de gás e um aparelho de televisão, agindo com aparente frieza após o ato.

A captura do suspeito ocorreu na zona rural de Igaci. Ao ser confrontado pelos policiais, o jovem confessou o crime e forneceu detalhes minuciosos sobre como executou a avó.

O adolescente foi encaminhado para a Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Palmeira dos Índios, onde a ocorrência foi formalizada. Devido à sua idade, o caso é tratado sob as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Atualmente, ele permanece sob custódia da PCAL e à disposição do Ministério Público e da Vara da Infância e Juventude. A justiça deve decidir nos próximos dias pela internação provisória do jovem em uma unidade socioeducativa.

CPI do Crime recorre ao STF para que Vorcaro seja obrigado a depor

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Reprodução

A CPI do Crime Organizado apresentou, nesta segunda-feira (9), um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a decisão que tornou opcional o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master. O colegiado busca reverter o entendimento do ministro André Mendonça, que desobrigou o comparecimento de Vorcaro, permitindo que ele decida se deve ou não se apresentar aos senadores.

O cerne do recurso, protocolado em nome do senador Fabiano Contarato (PT-ES), reside na classificação jurídica de Daniel Vorcaro perante a comissão. Segundo a defesa da CPI, o ministro André Mendonça teria cometido um erro ao tratar o convocado como "investigado", quando, na verdade, ele foi oficialmente chamado na condição de testemunha.

O documento assinado pelos advogados da comissão argumenta que:

  • Natureza da convocação: Como testemunha, o comparecimento é um dever legal, diferente da condição de investigado, que possui maior amplitude no direito ao silêncio e à não autoincriminação.

  • Prerrogativas da CPI: O recurso sustenta que a decisão judicial interfere na competência constitucional do Congresso de colher informações necessárias para o aperfeiçoamento da legislação federal.

No ofício encaminhado ao Supremo, os parlamentares destacam que a atividade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não se confunde com um processo penal comum. Eles defendem que as restrições típicas da persecução criminal não deveriam ser aplicadas de forma automática ao inquérito parlamentar, sob risco de inviabilizar o trabalho legislativo.

O recurso aponta a existência de error in judicando (erro no julgamento da lei) e error in procedendo (erro no rito processual) na decisão monocrática de Mendonça. O objetivo final é a cassação da liminar para que a prerrogativa de inquirir testemunhas seja plenamente assegurada à CPI.

A disputa judicial começou no último dia 3 de março, quando Mendonça aplicou o princípio do nemo tenetur se detegere (o direito de não produzir provas contra si mesmo). O magistrado baseou-se em jurisprudência anterior, utilizada também na CPMI do INSS, afirmando que o investigado tem a faculdade de comparecer ou não ao ato.

Por outro lado, a defesa de Daniel Vorcaro já havia manifestado que o ex-banqueiro:

  1. Pretende prestar esclarecimentos apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

  2. Considera o comparecimento à CPI do Crime Organizado uma faculdade, amparado pela decisão atual do STF.

O recurso agora aguarda análise do plenário ou do próprio ministro relator para uma possível reconsideração. Caso a decisão seja mantida, a CPI perderá um de seus principais instrumentos de pressão sobre o ex-gestor do banco liquidado pelo Banco Central, o que pode alterar o cronograma de investigações sobre movimentações financeiras suspeitas.

Suspeitos de roubo caem em rio durante fuga; um morre e dois são presos em União dos Palmares

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Um morre e dois são presos após assaltantes caírem em rio durante fuga em União dos Palmares

Uma perseguição policial registrada no início da noite deste domingo (9) terminou com um suspeito morto e outros dois presos na Zona da Mata de Alagoas. O grupo é apontado como responsável por um assalto a uma casa lotérica no município de Santana do Mundaú e acabou caindo em um rio durante a fuga, já na cidade de União dos Palmares.

De acordo com as primeiras informações, os três homens teriam invadido o estabelecimento e praticado o roubo. Após a ação, eles deixaram o local rapidamente, o que levou forças de segurança a iniciarem buscas na região para localizar os suspeitos.

Durante a tentativa de escapar, o trio seguiu em direção a União dos Palmares. Ao chegar nas proximidades da Rua da Ponte, os suspeitos acabaram caindo em um rio. Ainda não há confirmação sobre o que provocou a queda, e as autoridades investigam se o veículo utilizado na fuga perdeu o controle.

Um dos suspeitos não resistiu e morreu ainda no local. O corpo foi encontrado dentro do rio e deverá passar pelos procedimentos periciais previstos.

Dois suspeitos foram capturados

Os outros dois envolvidos conseguiram sair da água, mas foram encontrados pouco tempo depois por equipes policiais que participavam da ocorrência. Eles foram detidos e encaminhados para a delegacia para a realização dos procedimentos legais.

A dupla deverá responder inicialmente pelo crime de roubo, podendo ainda ser responsabilizada por outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

A Polícia Civil ficará responsável por apurar todos os detalhes do caso, incluindo como ocorreu a fuga e as circunstâncias da morte de um dos suspeitos. Também será investigado se outras pessoas tiveram participação no assalto ou prestaram apoio ao grupo.

As autoridades informaram que novas atualizações sobre o caso poderão ser divulgadas nas próximas horas.

Incêndio em barraca assusta moradores e turistas na orla da Ponta Verde

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Incêndio em barraca assusta moradores e turistas na orla da Ponta Verde

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma barraca de comércio ambulante na tarde deste sábado (7), em um dos trechos mais movimentados da orla de Ponta Verde, em Maceió. Apesar da intensidade das chamas e da proximidade com outros estabelecimentos, o fogo foi contido a tempo de evitar uma tragédia maior, e ninguém ficou ferido no incidente.

O fogo teve início de forma repentina em uma estrutura situada no calçadão. Testemunhas que aproveitavam o dia de sol relataram que as chamas se propagaram com rapidez, gerando uma densa fumaça escura que podia ser vista de diversos pontos da orla. O episódio causou correria e momentos de apreensão entre banhistas, turistas e pessoas que praticavam atividades físicas na região.

De acordo com informações colhidas no local, comerciantes vizinhos e populares utilizaram extintores e baldes de água para tentar conter o avanço do fogo até a chegada do socorro. A ação rápida foi determinante para que o incêndio não se alastrasse para coqueiros próximos ou para as barracas fixas de praia.

O proprietário do equipamento ambulante acompanhou o trabalho de rescaldo e, embora abalado, confirmou que os danos foram estritamente materiais, envolvendo a perda da estrutura, mercadorias e utensílios de trabalho.

As causas reais do incidente ainda não foram oficialmente esclarecidas. 

O trânsito na Avenida Silvio Carlos Viana chegou a apresentar lentidão devido à curiosidade dos motoristas, mas o fluxo foi normalizado logo após o controle total do foco. O caso serve de alerta para a importância da manutenção preventiva em equipamentos de comércio temporário, especialmente em áreas de grande circulação de pessoas.

A Secretaria Municipal de Segurança Cidadã deve monitorar a área para garantir a ordem no local e prestar o suporte necessário ao trabalhador afetado.

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