Disputa pelo Senado em Alagoas ganha novos atores e torna cenário eleitoral mais imprevisível

Marina Candia 

Faltando menos de um ano para as eleições, a corrida pelas duas cadeiras ao Senado em Alagoas deixa de seguir um roteiro previsível e passa a apresentar maior complexidade. Até o momento, o cenário indicava uma polarização clara entre o senador Renan Calheiros, que tenta renovar o mandato, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, que trabalha para viabilizar sua candidatura.

Nos bastidores, porém, a possibilidade de surgimento de uma chamada “terceira via” começa a alterar o desenho político. O principal movimento nesse sentido envolve a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, que já admitiu avaliar a hipótese de disputar uma vaga no Senado. De acordo com interlocutores próximos, qualquer decisão será alinhada com o prefeito da capital, JHC, de quem ela é uma das aliadas mais próximas.

Outro nome que surge no radar é o do deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPI do INSS. Uma eventual candidatura dele também é apontada como fator capaz de acirrar a disputa e provocar fissuras no campo oposicionista.

Entre analistas políticos, a leitura predominante é de que essas alternativas tendem a fragmentar o eleitorado, especialmente entre aqueles que não se identificam nem com Renan nem com Lira. Assim, o que antes parecia um embate direto entre duas lideranças consolidadas do Estado passa a se configurar como uma disputa mais pulverizada, aberta e imprevisível. A confirmação ou desistência dessas possíveis candidaturas será determinante para o ritmo e a estratégia da corrida ao Senado em Alagoas em 2026. (Com Valor)

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