Atlas: 47,4% dizem ter medo de Lula se reeleger

Lula

Um novo levantamento do instituto AtlasIntel, realizado em parceria com a Bloomberg e divulgado nesta quarta-feira (25), aponta um cenário de forte polarização e receio entre os eleitores brasileiros. De acordo com os dados, 47,4% dos entrevistados afirmam ter medo de uma reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 44,5% declaram temor diante de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de outubro.

O estudo evidencia que o sentimento de rejeição ou insegurança atinge quase a totalidade do eleitorado de forma dividida. Além dos percentuais individuais, 7,4% dos brasileiros consultados manifestaram medo da vitória de qualquer um dos dois principais pré-candidatos. Apenas 0,6% dos participantes não souberam responder ao questionamento.

Os números refletem o clima de disputa antecipada, onde a escolha do eleitor parece ser guiada não apenas pela afinidade política, mas também pela aversão ao nome oposto. O levantamento busca medir a temperatura emocional da população meses antes do pleito oficial.

Para chegar aos resultados, o instituto AtlasIntel utilizou o método de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR), colhendo depoimentos de 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março de 2026. A amostragem abrange diversas regiões e perfis demográficos do país.

  • Margem de erro: 1 ponto percentual (para mais ou para menos).

  • Nível de confiança: 95%.

  • Registro oficial: A pesquisa foi financiada com recursos próprios do instituto e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026.

A divulgação ocorre em um momento em que as articulações políticas se intensificam no Congresso e nas bases partidárias. A proximidade entre os índices de medo em relação a Lula e Flávio Bolsonaro indica que a campanha de 2026 deve manter o tom de enfrentamento direto entre os campos do petismo e do bolsonarismo.

Especialistas em ciência política observam que índices de "medo" costumam ser determinantes para o comportamento do eleitor indeciso, que muitas vezes opta pelo voto útil para evitar a ascensão do candidato que mais rejeita.

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