Justiça Eleitoral ordena remoção de propaganda negativa publicada por Paulo Dantas contra JHC

Paulo Dantas
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou que o governador Paulo Dantas (MDB) remova de suas plataformas digitais conteúdos de propaganda eleitoral considerados irregulares. A decisão, assinada pelo desembargador Léo Dennisson Bezerra de Almeida, atende a uma representação que aponta o uso de ataques diretos e ilegais contra o ex-prefeito de Maceió, JHC, principal adversário político do grupo governista.

A medida judicial foca em postagens que utilizavam estratégias de desqualificação e ataques pessoais, prática vedada pela legislação eleitoral vigente quando extrapola os limites da liberdade de expressão e da crítica política fundamentada. Segundo a decisão, o conteúdo veiculado configurava propaganda negativa antecipada ou irregular, devendo ser retirado do ar sob pena de sanções previstas na lei.

Esta não é a primeira intervenção da Justiça sobre o conteúdo digital do governador. Recentemente, Dantas já havia sido condenado a excluir uma suposta "pesquisa" de intenção de votos. O material em questão não possuía registro oficial nos órgãos competentes, carecia de autoria identificada e apresentava números favoráveis ao seu grupo político, o que induziria o eleitor ao erro.

A atuação do TRE-AL reforça o rigor da Corte com a divulgação de dados sem lastro técnico e com o tom das campanhas nas redes sociais. A exclusão da pesquisa anterior foi baseada na ausência de requisitos básicos de transparência, enquanto a nova ordem judicial foca no equilíbrio do pleito e no combate à disseminação de conteúdos ofensivos.

A decisão determina a imediata exclusão dos links apontados. Caso haja descumprimento, o governador poderá enfrentar multas diárias e outras penalidades eleitorais.

Até o momento, a assessoria jurídica do governador Paulo Dantas não emitiu uma nota oficial sobre as recentes derrotas judiciais. O espaço segue aberto para manifestações da defesa. Já o grupo político de JHC tem utilizado as decisões para reforçar o discurso de que é alvo de perseguição e desinformação por parte da atual gestão estadual.

A fiscalização sobre o uso das redes sociais deve ser intensificada conforme a proximidade do período eleitoral, com o objetivo de garantir que o debate político se mantenha dentro das normas legais.

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