Olhar Político: Gabeira abre a "caixa-preta" das eleições: o Brasil precisa de reforma real ou só de um novo síndico?

Fernando Gabeira ex-deputado
Dá uma olhada na visão do Fernando Gabeira sobre o que realmente deveria estar em jogo nestas eleições. O ex-deputado e jornalista botou o dedo na ferida: para ele, ganhar a eleição é o de menos; o desafio real é o que fazer com a caneta na mão no dia seguinte.

Para a estreia da nossa coluna Olhar Político, destrinchamos os pontos onde o Gabeira "mandou a real".

Gabeira avisa: sem uma reforma política e institucional, a vitória de qualquer candidato vai ser fogo de palha. Ele defende que o próximo presidente precisa ter coragem de peitar o sistema:

  • Congresso: Chega de parlamentar controlando o cofre (Orçamento) como se fosse dono. O Legislativo precisa parar de olhar só para o próprio umbigo (fisiologismo).

  • STF: O debate sobre mandatos para ministros (em vez de ficarem lá até os 75 anos) precisa chegar ao povo. É democracia, não é monarquia!

Não adianta só comprar computador novo. Gabeira prega a digitalização do serviço público para acabar com a burocracia que ferra a vida do cidadão. O Estado tem que servir para entregar resultado, e não para ser um cabide de emprego ineficiente.

O ajuste fiscal não é "coisa de banqueiro", é necessidade básica. Mas ele faz um alerta importante: se o corte for seco demais e sem inteligência, quem ganha força é o populismo. A chave aqui é produtividade e reindustrialização verde. O Brasil tem a faca e o queijo na mão para ser a potência da energia limpa, e isso gera emprego de verdade.

O jornalista reconhece que o modelo de emprego mudou. Muita gente hoje é "seu próprio patrão" (ou o famoso empreendedor por necessidade). Essa galera precisa de proteção social, mas sem o engessamento de leis da década de 40. É preciso formalizar esse povo de um jeito flexível.

Aqui o bicho pega. Gabeira nota que a segurança nunca foi tão central, mas alerta para o perigo de chamar facção criminosa de grupo terrorista.

  • O risco: Se virar "terrorismo" no papel, abre brecha para os EUA meterem o bico aqui (intervenção estrangeira).

  • A soberania: Ele defende que o Brasil precisa resolver seus problemas com maturidade, sem ficar babando ovo de líderes estrangeiros ou pedindo "ajuda" que custa a nossa autonomia.

A conclusão do Gabeira é um tapa na cara do marasmo: a campanha eleitoral deve ser um curso intensivo de Brasil.

Quem conseguir fazer o "homem comum" entender por que o Orçamento ou o Supremo Tribunal Federal afetam o preço do feijão e a segurança no bairro, já ganhou a campanha — mesmo que não peça voto na esquina. O problema é: algum candidato vai ter peito para abraçar essa agenda "antissistema" para salvar o sistema? Ou vamos ficar só nas pesquisas e picuinhas de rede social?

O jogo começou, e a régua do Gabeira tá lá no alto.

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