Polícia Penal de Alagoas faz varredura em presídios e apreende celulares e drogas

Foto: Letícia Aguiar e Janaina Marques
A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), por meio do secretário executivo de Gestão Penitenciária, o policial penal Carlos Voss, ressaltou que desarmar a comunicação interna das facções é uma jogada estratégica crucial para desestabilizar o crime organizado e impedir ordens vindas de dentro das prisões. 

Voss explicou que a 11ª etapa da Operação Mute — encerrada nesta quinta-feira (21) sob a coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) — une os esforços das polícias penais estadual e federal com o propósito direto de cortar o contato de presos com o ambiente externo, o que reflete diretamente na queda dos Índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e no bem-estar da população de Alagoas. 

Foto: Letícia Aguiar e Janaina Marques

Deflagrada de forma simultânea em 15 estados brasileiros, a ação em território alagoano mobilizou o Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e o Grupamento Tático do Interior (GTI) para vistorias profundas no Presídio Baldomero Cavalcanti e na Penitenciária de Segurança Máxima, em Maceió, além do Presídio do Agreste, localizado em Girau do Ponciano. 

Nas celas dos detentos, as equipes encontraram e confiscaram anotações, materiais perfurantes fabricados artesanalmente, porções de substâncias semelhantes a entorpecentes, além de celulares, chips, fones de ouvido e carregadores. Esse esforço nacional, que teve início no ano de 2023, já soma mais de 7,9 mil telefones apreendidos em complexos penitenciários de todo o país, consolidando o domínio do Estado no sistema prisional e combatendo a entrada de ilícitos para elevar o patamar de segurança pública.

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