Renan Filho prioriza alianças e deve ter vice indicado pela cúpula do MDB e Governo

Paulo Dantas e Marcelo Victor | Foto: Reprodução
O cenário político para a sucessão estadual ganha novos contornos com a sinalização de que o senador Renan Filho não deve levar adiante o nome de Fernando Farias para a vaga de vice em sua chapa. A decisão, embora contrarie a preferência pessoal do emedebista, reforça a necessidade estratégica de fortalecer a coalizão que sustenta o atual governo.

Com o descarte de Farias, a expectativa de bastidores — tanto na imprensa quanto no meio político — é de que a indicação do vice venha diretamente da "dobradinha" que hoje lidera o MDB e o Poder Executivo estadual. Renan Filho entende que, para viabilizar sua candidatura ao governo, precisa ceder espaço e garantir que o escolhido seja alguém de estrita confiança do presidente da Assembleia Legislativa e do governador em exercício.

Essa movimentação é vista como um gesto de pragmatismo político: o nome precisa ser aceitável para o clã Calheiros, mas deve, primordialmente, contemplar os aliados que garantem a governabilidade e a capilaridade da campanha. Como diz o jargão, é a lógica do jogo político em ação, onde o fortalecimento da base aliada muitas vezes se sobrepõe às vontades individuais dos protagonistas.

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