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| Vereador Galba Netto | Foto: Reprodução |
A denúncia apresentada pelo vereador Galba Netto na Câmara Municipal joga luz sobre uma contradição latente na gestão do ex-prefeito JHC: o descompasso entre o marketing político de uma "Maceió de massas" e a realidade fiscal dos serviços públicos essenciais. Enquanto a administração municipal investia pesado em publicidade, grandes eventos e na estética instagramável da cidade, os bastidores do funcionalismo público começaram a dar sinais de asfixia financeira.
O suposto acúmulo de dívidas milionárias em áreas vitais — como a coleta de lixo, a iluminação pública e a manutenção das Academias do Povo — revela uma perigosa inversão de prioridades. Não se trata apenas de um problema contábil, mas de uma ameaça direta à qualidade de vida da população, especialmente das fatias mais vulneráveis que dependem exclusivamente da eficiência desses serviços básicos. O risco de descontinuidade dessas atividades põe em xeque o discurso de eficiência gerencial e modernidade frequentemente associado à imagem de JHC.
Além do impacto imediato na zeladoria urbana, o caso expõe uma grave crise de transparência. A resistência ou a demora em abrir as contas para o escrutínio público e a necessidade de articulação por uma auditoria formal demonstram que a "gestão digital" e inovadora prometida falha no básico: o controle social e o respeito ao erário.
Para além da disputa política e do fogo cruzado no legislativo, a denúncia de Galba Netto funciona como um alerta severo.
