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| Vítimas | Foto: Reprodução |
Segundo a instituição, os resultados das investigações, incluindo a motivação apontada e a reconstituição da dinâmica do duplo homicídio, serão detalhados durante uma entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (17), na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, localizada no bairro de Jacarecica, em Maceió.
O caso provocou forte repercussão em todo o estado após a confirmação de que o autor dos disparos também fazia parte dos quadros da Polícia Civil e atuava na mesma região das vítimas. Informações divulgadas pelas forças de segurança na época do crime indicam que Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes foram atingidos por tiros na cabeça e morreram sem qualquer possibilidade de reação.
Logo após o duplo homicídio, Gildete Goes Moraes Sobrinho foi preso em flagrante. Em seus primeiros depoimentos, o policial afirmou ter sofrido um “apagão” e declarou não se recordar dos acontecimentos que culminaram na morte dos colegas.
A apuração do caso se estendeu por aproximadamente um mês e ficou sob responsabilidade de uma comissão especialmente criada para conduzir as investigações, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil. O trabalho teve como foco esclarecer os fatos que antecederam os disparos e reunir provas para a responsabilização criminal do investigado.
Com a conclusão do inquérito, o relatório final, que inclui o indiciamento do policial acusado, será encaminhado ao Ministério Público de Alagoas. Caberá ao órgão analisar os elementos reunidos e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
As vítimas, Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, eram naturais dos estados de Sergipe e Pernambuco, respectivamente, e exerciam suas funções na região do Sertão alagoano.
