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| Informações foram repassadas durante coletiva realizada nesta quarta-feira (3) | Foto: Reprodução |
Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (3), a Polícia Civil revelou que os empreendimentos comerciais associados ao criador de conteúdo digital Patrick Almeida, o "PTK", funcionavam presumivelmente como empresas de fachada voltadas à lavagem de capitais.
O influenciador acabou detido em uma ação que mira as atividades da facção Comando Vermelho (CV) em solo alagoano. Os responsáveis pelo caso detalharam que a rede de lojas e demais negócios mantidos pelo suspeito servem como foco para rastrear o fluxo financeiro decorrente das ações do grupo criminoso.
Outro ponto enfatizado pelas autoridades diz respeito ao forte contraste entre a realidade contábil do investigado e sua rotina diária; a corporação constatou que ele exibe um cotidiano de alto padrão que destoa completamente da ausência de receitas formais registradas que pudessem dar lastro a tais posses.
O diretor de Inteligência Integrada da Secretaria de Estado da Segurança Pública, delegado Gustavo Henrique, pontuou que o alvo usufrui de uma realidade abastada sem possuir rendimentos oficiais declarados, emendando que os desdobramentos do inquérito vão se aprofundar nos mecanismos de engenharia financeira do grupo.
Diante das perguntas sobre possíveis pedidos de quebra de sigilo bancário de Patrick Almeida ou bloqueios de ativos em andamento, o corpo de investigadores preferiu não antecipar detalhes técnicos, postergando os esclarecimentos sobre essa esfera da apuração. A polícia ponderou, contudo, que os perfis digitais de PTK não vinham sendo utilizados de forma direta para fazer apologia ou propaganda da facção na internet.
A tese policial reforça que ele havia sido recrutado por José Emerson da Silva, o "Nem Catenga" — apontado como a principal liderança do Comando Vermelho em Alagoas —, para concorrer no pleito municipal de 2024. A ofensiva policial, iniciada na madrugada de hoje, mobilizou agentes para o cumprimento de 51 ordens expedidas pela Justiça contra o braço do grupo criminoso e, segundo as informações mais recentes das forças de segurança, já computava nove prisões consumadas entre Alagoas e o estado do Rio de Janeiro.
