O último domingo (12) foi de extrema frustração e tumulto para quem compareceu para realizar as provas do concurso público da Prefeitura de Colônia Leopoldina e do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Coloniaprev). A desorganização generalizada durante a aplicação dos exames gerou revolta coletiva, fazendo com que o caso fosse parar no âmbito policial, com inúmeros concorrentes se deslocando até o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade vizinha de Novo Lino para formalizar Boletins de Ocorrência (BO).
Relatos enviados por candidatos ao portal Alagoas24Horas apontam que as avaliações do turno vespertino, com início originalmente agendado para as 13h30, só começaram a ser distribuídas perto das 15h em determinados pontos de aplicação. Somando-se ao severo atraso, os participantes denunciaram a entrega incorreta de cadernos de questões de cargos distintos daqueles para os quais estavam inscritos, além de folhas de respostas totalmente limpas, o que forçou os estudantes a escreverem suas informações de identificação à mão. O clima de insatisfação foi agravado pelo comportamento considerado grosseiro por parte dos fiscais de sala, motivando dezenas de pessoas a desistirem de fazer a prova em sinal de protesto.
Nas redes sociais, o descontentamento ficou evidente em depoimentos indignados. Um dos candidatos classificou o certame como um completo fiasco, relatando que o grupo aguardou por uma hora e meia até que surgisse a justificativa de que os exames estavam retidos no município de São José da Laje por falta de condução. Ele acrescentou que os fiscais tentaram impor a realização de uma avaliação reserva com preenchimento manual do gabarito, enquanto em outros setores os cartões de resposta apresentavam a impressão regular dos dados pessoais dos concorrentes.
