Uma acusação de omissão de socorro contra o Hospital da Cidade, localizado na capital alagoana, reacendeu o debate sobre o atendimento médico na rede hospitalar. A família de Morgana acusa a unidade de ter provocado a morte do recém-nascido Nikolas, ocorrida na noite de segunda-feira (3).
A jovem deu entrada na instituição sentindo dores intensas e contrações, contudo, os relatos apontam que ela permaneceu na área de espera por cerca de 60 minutos sem o devido suporte profissional, culminando no nascimento do bebê diretamente no piso da recepção.
Gravações feitas por parentes registram o momento posterior ao parto, mostrando a mãe na sala de recepção e uma grande quantidade de sangue espalhada pelo chão. Conforme o depoimento dos familiares, a equipe de saúde só compareceu ao local acompanhada de uma maca quando o nascimento já havia se consumado. Embora os procedimentos de emergência tenham sido iniciados na sequência, a criança, que estava prestes a atingir o sétimo mês de gestação (com previsão para 4 de agosto, segundo o pré-natal), não sobreviveu.
O caso ganha contornos ainda mais graves com as denúncias de postura inadequada da equipe plantonista. Além de divergir sobre a idade gestacional do feto — alegando que a gestação seria de apenas seis meses —, uma médica da unidade teria declarado que o recém-nascido faleceria independentemente da intervenção recebida.
Diante dos fatos expostos, os familiares exigem uma apuração rigorosa por parte das autoridades sobre a conduta do hospital, a demora do fluxo assistencial e a conduta dos profissionais envolvidos. O Hospital da Cidade ainda não se manifestou oficialmente sobre as alegações.
