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Trabalhadores dos Correios foram às ruas de Maceió nesta quarta-feira (2) em um ato de protesto que já sinaliza um movimento maior: caso as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho não avancem, a categoria promete deflagrar greve geral a partir do dia 10 de setembro. A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL), aconteceu em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), localizado no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no bairro Tabuleiro do Martins.
O protesto alagoano faz parte de uma mobilização nacional da categoria, que busca pressionar a direção dos Correios por melhores condições na Campanha Salarial deste ano, além de denunciar o que o sindicato descreve como um processo de sucateamento da estatal.
Um dos pontos mais criticados pelos trabalhadores é a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa. De acordo com o SINTECT-AL, a inflação calculada pela categoria está em 4,35%, mas a oferta feita pelos Correios ficou em apenas 0,87% — percentual que, na visão do sindicato, está longe de recompor as perdas salariais acumuladas e sinaliza desvalorização dos profissionais que sustentam os serviços postais no país.
Outro ponto de tensão envolve o fechamento de agências. Segundo os representantes sindicais, a redução no número de unidades pode resultar em demissões, comprometer postos de trabalho e dificultar o acesso da população aos serviços dos Correios, além de piorar a qualidade do atendimento oferecido.
Entre as principais reivindicações levantadas durante o ato estão a saída imediata do presidente da estatal, Emanoel Rondon, reajuste salarial mais justo, garantia dos empregos e manutenção tanto das agências físicas quanto dos serviços prestados pela empresa.
