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| 2 milhões de brasileiros dependem de apps para trabalhar |
Batizados pelo instituto como "plataformizados", esses trabalhadores — pessoas com 14 anos ou mais que utilizam apps para prestar serviços de transporte e entrega — somaram 1,959 milhão de pessoas, número que representa 1,9% de toda a força de trabalho ocupada no Brasil. Um dado chama atenção nessa análise: esse grupo enfrenta jornadas semanais mais longas do que a média do setor privado, ao mesmo tempo em que recebe uma remuneração por hora inferior à dos demais trabalhadores.
Dentro desse universo, o transporte de passageiros lidera com folga: são 1,2 milhão de pessoas atuando nesse segmento, o que equivale a quase 60% de todos os plataformizados (58,9%). A maior parte, 1,1 milhão, trabalha em aplicativos como Uber e 99, enquanto 232 mil se dedicam exclusivamente a apps voltados para serviços de táxi.
Outra fatia relevante é composta pelos entregadores, responsáveis por levar comida, produtos e outras encomendas através de plataformas como Rappi, iFood e Zé Delivery. Esse grupo reúne 376 mil trabalhadores, representando quase 20% (19,2%) do total de plataformizados no país.
Há ainda uma terceira categoria mapeada pelo IBGE, formada por profissionais que oferecem serviços gerais ou especializados via aplicativos — do design gráfico à tradução, passando até por médicos que atendem pacientes remotamente através da telemedicina. Esse segmento contava, em 2025, com 313 mil pessoas, o que representa 16% do total analisado.
Por fim, o setor de transporte, armazenagem e correios se destaca como a atividade econômica com maior concentração de trabalhadores plataformizados: 75% dos profissionais dessa área — ou seja, três em cada quatro — exercem suas funções por meio de aplicativos.
