Novas regras da CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões aos motoristas em oito meses

Foto: George Santoro
Em apenas oito meses, as novas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) garantiram uma economia de R$ 9,64 bilhões aos motoristas brasileiros. O ministro dos Transportes, George Santoro, classificou o alívio financeiro como uma verdadeira reforma microeconômica, comparando seu impacto no bolso da população à metade do efeito gerado pela isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Além de melhorar a renda das famílias, as medidas já provocaram um salto expressivo no número de emissões de carteiras.

Esse barateamento histórico foi impulsionado por mudanças estruturais profundas que desburocratizaram o processo. A maior fatia da economia, equivalente a R$ 4,57 bilhões, veio da flexibilização das aulas práticas, cuja exigência caiu de 20 para apenas duas horas obrigatórias, com a liberação do uso de veículo próprio pelo aluno. 

Outros R$ 2,94 bilhões foram poupados graças ao fim das aulas teóricas pagas nas autoescolas, já que o conteúdo passou a ser oferecido gratuitamente online pelo governo. O pacote também premiou os bons motoristas: 1,73 milhão de pessoas sem infrações nos últimos 12 meses tiveram a CNH renovada automaticamente, retendo R$ 1,44 bilhão na economia popular. Por fim, a criação de um teto de preços para os exames médicos e psicológicos poupou R$ 414,6 milhões dos cidadãos, enquanto a redução das idas presenciais aos postos de atendimento rendeu uma economia indireta de R$ 278,7 milhões em deslocamentos.

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