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| Prefeito de Rio Largo, Carlos Gonçalves |
Aliados de Neno da Laje suspeitam que Carlos Gonçalves tenha falhado no compromisso político assumido durante a campanha. A expectativa, segundo relatos de aliados, era de que Neno recebesse cerca de 5 mil votos no município.
O resultado foi bem diferente: 1.630 votos. Vale lembrar, que Rio Largo possui o terceiro maior colégio eleitoral do estado.
Uma diferença de 3.370 votos entre a expectativa atribuída ao prefeito e o que efetivamente apareceu nas urnas.
O número agora alimenta a suspeita de que o apoio prometido não teria sido entregue na proporção esperada.
Carlos também foi criticado durante a campanha por manter conversas e acenos políticos com diferentes grupos e candidatos, sem assumir claramente uma única posição.
Na política, esse tipo de estratégia pode preservar portas abertas. Mas também pode produzir o efeito contrário: deixar aliados desconfiados e adversários atentos.
O episódio envolvendo Neno ainda ganha peso diante do histórico recente de Carlos, que rompeu politicamente com Gilberto Gonçalves, antigo padrinho político e integrante do grupo que ajudou a construir sua chegada à Prefeitura.
Agora, os 1.630 votos de Neno em Rio Largo colocam uma questão inevitável no debate político local: onde foram parar os cerca de 5 mil votos que, segundo aliados, eram esperados?
Não é afirmar que houve traição. É constatar a diferença entre a expectativa anunciada e o resultado das urnas.
E, em política, uma diferença de 3.370 votos não passa despercebida.
