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A decisão chama atenção pelo histórico recente de Lira em Brasília. Durante o governo Lula, o então presidente da Câmara manteve diálogo e articulação com o Executivo federal, enquanto o grupo político ligado a ele também preservou espaço e influência na distribuição de recursos e cargos federais.
O apoio a Flávio, evidencia uma mudança de posicionamento na disputa presidencial, especialmente após a entrada de Lula diretamente na eleição em Alagoas. Durante o primeiro turno, o presidente apoiou Renan Filho para o Governo e Renan Calheiros e Dr. Wanderley para o Senado, enquanto Flávio Bolsonaro anunciou apoio a JHC, Marina JHC e Arthur Lira.
Nas redes sociais, Lira afirmou que a decisão foi tomada pela federação. “A Federação União Progressista decidiu apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno para presidente”, escreveu.
A posição segue a decisão nacional do PP e do União Brasil, tomada por aclamação pelas bancadas dos dois partidos. No primeiro turno, a federação havia adotado neutralidade na eleição presidencial.
A movimentação também tem um componente político local. Flávio Bolsonaro declarou apoio a Arthur Lira na disputa pelo Senado em Alagoas e esteve ao lado dele durante agenda no estado. Nas eleições de 4 de outubro, Lira foi eleito senador com 28,8% dos votos, ao lado de Marina JHC.
Assim, o posicionamento de Lira coloca novamente o senador eleito no mesmo palanque presidencial de Flávio Bolsonaro e reforça a aliança construída em Alagoas entre Arthur Lira, JHC, Marina JHC e o grupo político ligado ao candidato do PL.
A mudança também expõe o pragmatismo característico das alianças políticas: partidos e lideranças podem manter diálogo institucional com governos de diferentes correntes e, ao mesmo tempo, assumir posições distintas nas eleições.
