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| Hospital Ib Gatto Falcão |
Pacientes e familiares que dependem do Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, denunciam um cenário de colapso na assistência à saúde. A unidade, que deveria ser referência para a região metropolitana, enfrenta graves problemas que vão desde a escassez de medicamentos essenciais até falhas críticas na estrutura física, comprometendo o atendimento digno à população e gerando indignação constante nos corredores.
Os relatos de quem busca atendimento revelam uma realidade de privação. De acordo com os usuários, itens básicos de farmácia hospitalar estão em falta, o que obriga as famílias a arcarem com os custos de medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo Estado.
A situação tecnológica é igualmente crítica: um dos equipamentos de raio-X da unidade estaria inoperante há mais de um ano. A ausência do exame impossibilita diagnósticos rápidos e precisos, obrigando pacientes a esperarem por transferências ou buscarem alternativas por conta própria para casos de urgência.
As denúncias sobre o estado físico do prédio desenham um quadro de insalubridade. Há relatos da presença de animais circulando livremente pelas dependências do hospital, além de registros de esgoto a céu aberto e mobília hospitalar, como camas, em estado avançado de oxidação.
Somam-se a isso as queixas sobre o sistema de climatização, com salas onde o ar-condicionado não funciona, tornando o ambiente desconfortável para pacientes em recuperação e dificultando o trabalho dos profissionais de saúde em meio às altas temperaturas da região.
A crise no Ib Gatto Falcão não é recente e moradores apontam para uma continuidade no descaso administrativo. Críticos da atual gestão afirmam que a deterioração da unidade atravessou diferentes governos, citando que o abandono teria se acentuado na administração de Renan Filho e permanecido sem soluções definitivas na gestão de Paulo Dantas.
A população local manifesta frustração com o contraste entre as promessas de melhorias feitas durante períodos de campanha e a realidade enfrentada no cotidiano da saúde pública estadual.
Apesar do volume de reclamações e da visibilidade dos problemas, ainda não foram anunciados cronogramas oficiais para reformas estruturais ou para a normalização do estoque de medicamentos. O espaço segue aberto para o posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sobre as medidas que serão adotadas para reverter o quadro de precariedade da unidade.






