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| Renan Filho e JHC |
O cenário atual é dominado por dois blocos políticos históricos no estado. De um lado, o grupo liderado pelo senador Renan Calheiros, que tem como principal nome o ex-governador e ministro dos Transportes Renan Filho. Do outro, a base ligada, direta ou indiretamente, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que articula candidaturas competitivas no estado.
Levantamentos recentes indicam vantagem do prefeito da capital, tanto em pesquisas estaduais quanto regionais. Em um dos cenários, JHC aparece com cerca de 47,6% das intenções de voto, contra 40,9% de Renan Filho.
Já em recortes da Região Metropolitana de Maceió, a vantagem é ainda maior, chegando a 57% contra 23,5%.
Apesar da polarização entre os dois principais nomes, o cenário ainda está longe de consolidado. Pesquisas apontam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto, especialmente em levantamentos espontâneos, onde os índices de indecisão podem ultrapassar 80%.
Esse dado revela que, embora haja favoritos, a disputa permanece aberta e sujeita a mudanças ao longo dos próximos meses.
A eleição em Alagoas também deve ser impactada pelo cenário nacional. Partidos como o PL já articulam a disputa estadual como parte de uma estratégia maior para fortalecer palanques no Nordeste, inclusive com ligação à corrida presidencial.
Ao mesmo tempo, o grupo governista aposta na continuidade administrativa e na força de alianças consolidadas ao longo dos últimos anos.
Analistas avaliam que a eleição de 2026 em Alagoas será marcada por três fatores principais:
- Polarização política forte, com disputa direta entre dois grupos dominantes
- Alto grau de indefinição do eleitorado, especialmente fora da capital
- Peso das alianças e da estrutura política no interior do estado
A tendência é de uma campanha intensa, com possibilidade real de segundo turno, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta no primeiro turno — cenário previsto pela legislação eleitoral brasileira.
