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| Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. |
Em seu primeiro dia como titular do Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira (20/03/2026), Dario Durigan colocou a contenção do preço dos combustíveis no topo da agenda. O novo ministro aguarda uma definição das unidades federativas sobre a proposta federal de zerar o ICMS na importação de óleo diesel até o encerramento do mês de maio.
A medida é uma resposta direta à instabilidade econômica gerada pelos conflitos no Oriente Médio. Para viabilizar a desoneração, o governo federal desenhou um plano de partilha de custos:
Impacto total: A isenção deve custar cerca de R$ 3 bilhões mensais.
Compensação: A União se compromete a ressarcir R$ 1,5 bilhão por mês aos cofres estaduais (metade do prejuízo arrecadatório).
Prazo final: O martelo sobre a adesão dos estados deve ser batido até o fim de março.
Durigan, que era o secretário-executivo (número dois da pasta) e assumiu o cargo após a saída de Fernando Haddad — que disputará o Governo de São Paulo —, mandou um recado claro sobre a negociação:
“Sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, afirmou o ministro à imprensa.
Apesar dos alertas de importadores e distribuidores sobre uma possível escassez de diesel devido à defasagem entre os preços internos e as cotações internacionais, o ministro foi enfático ao descartar qualquer risco de desabastecimento.
Ele reforçou que o Ministério monitora de perto os impactos da guerra para proteger caminhoneiros e famílias brasileiras, possuindo um pacote de medidas de contingência pronto para ser acionado conforme a evolução do mercado global.
