De cavalo, polícia caça e prende padrasto por estupro de enteada de 11 anos

Suspeito estava escondido em Delmiro Gouveia
Em uma operação que mobilizou agentes por áreas de difícil acesso, a Polícia Civil de Alagoas prendeu, na manhã desta quarta-feira (22), um homem de 61 anos suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma criança de 11 anos. A captura ocorreu na zona rural de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, após o investigado passar dias foragido em uma região de mata fechada.

O inquérito, conduzido pelo delegado Rodrigo Cavalcanti, titular da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), aponta que os abusos ocorriam de maneira sistemática no interior da residência da família. O caso foi descoberto quando um parente notou sinais da violência e alertou a mãe da vítima, que imediatamente buscou o auxílio das autoridades policiais.

Como parte do protocolo de proteção à infância, a menina foi submetida a uma escuta especializada, onde relatou os episódios de abuso. De acordo com o delegado, o suspeito utilizava agressões físicas e ameaças de morte contra a criança e outros familiares para garantir que o crime não fosse revelado.

A localização do acusado apresentou desafios logísticos para a equipe de investigação. O homem havia fugido para uma área isolada da caatinga, onde o terreno acidentado impedia o tráfego de viaturas convencionais. Para concretizar a prisão, os policiais civis precisaram utilizar cavalos para atravessar a vegetação densa e cercar o esconderijo.

Apesar do histórico de periculosidade — o homem já possui condenação anterior pelo crime de homicídio —, ele não esboçou reação no momento em que foi cercado pelos agentes montados.

A urgência na decretação da prisão preventiva foi reforçada pelos antecedentes criminais do suspeito e pelo risco que ele representava à integridade da vítima e das testemunhas. O histórico de violência anterior foi um dos pontos cruciais considerados pela Justiça para a expedição do mandado.

Após a detenção, o investigado foi encaminhado à Delegacia Regional, onde foram realizados os procedimentos legais de praxe. Ele segue agora para o sistema prisional do estado, onde permanecerá custodiado à disposição do Poder Judiciário, aguardando a audiência de custódia.

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