Esquema criminoso no 4º BPM: MPAL detalha uso da estrutura pública para tráfico e extorsão

Imagens de câmeras de segurança fazem parte do relatório

Uma investigação do setor de inteligência do Ministério Público de Alagoas (MPAL) trouxe à tona detalhes alarmantes sobre como um grupo de policiais militares do 4º Batalhão, alvos de uma operação nesta quinta-feira (9), desvirtuava o uso da estrutura estatal para manter um esquema criminoso na capital e em cidades vizinhas, como Barra de São Miguel e Coqueiro Seco. 

Segundo o órgão, os agentes aproveitavam a autoridade do cargo e o fardamento para realizar abordagens simuladas, envolvendo-se em práticas de extorsão, tráfico de drogas e abuso de poder, além de efetuarem apreensões clandestinas que jamais eram reportadas ao sistema oficial da Polícia Militar.

A rede criminosa era composta por oficiais e praças que agiam de forma organizada, incluindo o Tenente Luppio Rafael Cardeal Tenório, os cabos Adeildo Rodrigues Lisboa Neto e Jair Jessé Santos de Melo, e os soldados Erick Henrique Eudocia Peixoto Coppini e Fagner de Jesus Andrade. 

As atividades do grupo começaram a ser desmanteladas após uma ocorrência atípica em 22 de setembro de 2025, no laboratório Histocon, localizado no bairro do Farol, em Maceió. Na ocasião, câmeras de monitoramento e análises técnicas flagraram uma guarnição da Força Tática do 4º BPM realizando uma intervenção acompanhada por civis.

As imagens foram determinantes para comprovar as irregularidades, registrando o transporte suspeito de caixas e sacolas — que supostamente continham entorpecentes — entre diferentes veículos e locais, tudo sem qualquer registro legal. A prova final da conduta criminosa surgiu quando os próprios policiais tentaram coagir a vítima a apagar as gravações de segurança, em uma tentativa clara de destruir as evidências da ação ilegal.

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