MP em cima: "Filtros" ilegais de Júnior Menezes para escolha de diretores escolares podem parar na Justiça

SEMED de União dos Palmares
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deu um "chega pra lá" na tentativa da prefeitura de União dos Palmares de controlar a escolha dos diretores das escolas municipais. A 2ª Promotoria de Justiça recomendou a suspensão imediata do Edital nº 001/2026, após detectar indícios graves de que a gestão de Júnior Menezes estaria criando regras "inventadas" para barrar candidatos e favorecer aliados.

A promotora Jheise de Fátima Lima da Gama foi direta ao ponto: a prefeitura incluiu no edital exigências como provas e análises de títulos que simplesmente não existem na lei municipal. Na prática, esses critérios funcionam como "filtros" para afunilar a disputa e garantir que apenas quem passe pelo crivo técnico (e político) da gestão atual consiga chegar ao cargo.

Para o MP, essa postura atropela a democracia nas escolas. Em vez de uma eleição livre e igualitária, o que se viu foi a criação de barreiras para dificultar a entrada de novos concorrentes e manter o controle da rede de ensino nas mãos de grupos específicos.

A recomendação não é apenas um conselho, é um aviso sério: ou o município anula essas exigências ilegais e segue a lei, ou o caso vai parar no tribunal. Se a prefeitura insistir no erro, o MP pedirá a anulação total do processo por meio de uma ação judicial.

O clima na Secretaria de Educação é de incerteza. Ao tentar "dar um jeitinho" nas regras, a gestão de Júnior Menezes agora corre o risco de travar o funcionamento das escolas e ainda responder por improbidade administrativa.

O que deveria ser um processo democrático virou uma queda de braço. A grande pergunta que circula nos corredores das escolas é: por que a prefeitura tem tanto medo de uma eleição direta e sem cartas marcadas? Enquanto o Palácio Zumbi dos Palmares silencia, o Ministério Público deixa claro que não vai aceitar que a Educação seja usada como moeda de troca política.


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