Fogueira de São João é massa, mas o pulmão sofre

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O tradicional hábito de acender fogueiras nas vésperas dos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro, embora menos frequente nas grandes cidades, permanece muito comum nos municípios do interior durante o período junino. No entanto, a prática acende um alerta devido aos impactos negativos que a fumaça pode causar ao sistema respiratório da população.

A médica pneumologista Rita Silva explica que o organismo humano é preparado para receber apenas ar limpo, aquecido e filtrado. A inalação da fumaça introduz nos pulmões uma quantidade massiva de substâncias tóxicas decorrentes da queima da madeira. Segundo a especialista, o contato com esses resíduos pode agravar o quadro de saúde de pacientes crônicos, além de provocar sintomas como tosse e chiado no peito mesmo em indivíduos que não possuem histórico de doenças respiratórias.

O risco é ainda maior para os grupos considerados mais vulneráveis, que incluem idosos, crianças menores de cinco anos e pessoas diagnosticadas com asma, rinite, doença pulmonar obstrutiva crônica ou displasia broncopulmonar. Como medida de prevenção, a recomendação médica é manter uma distância segura das fogueiras e posicionar-se sempre no lado oposto à direção do vento para evitar a aspiração dos poluentes.

Para os cidadãos que optam por manter a tradição, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) orienta que a madeira seja adquirida exclusivamente em estabelecimentos comerciais autorizados, sendo proibido o uso de espécies nativas. O órgão ambiental também determina que o tamanho das estruturas não deve ultrapassar um metro de altura e reforça a importância de a população consultar a respectiva prefeitura para verificar as regulamentações locais sobre a queima de fogueiras no município.

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