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Mesmo que a hereditariedade exerça papel na saúde do coração, os doutores reforçam que as escolhas diárias e o modo de vida operam como os fatores de maior peso para essas complicações. Dessa forma, a melhor estratégia preventiva consiste em reconhecer e modificar essas condutas nocivas o quanto antes.
Longas jornadas na posição sentada, a ausência de esportes e a hiperconexão diante das telas comprometem o sistema circulatório, provocando o aumento da pressão arterial, disfunções nos vasos sanguíneos e desequilíbrios no metabolismo.
Conforme explica o cardiologista Edgard Ferreira dos Santos Júnior, que atua no hospital Hcor, na cidade de São Paulo, os prejuízos ultrapassam a questão da balança. Em uma reportagem ao portal Metropolles, ele esclarece que a inatividade física atual é classificada como um elemento de risco direto, essencial e autônomo para o coração, e não meramente uma causa indireta.
O médico adverte ainda que manter o peso na faixa recomendada não elimina o perigo de passar períodos de oito a dez horas diárias sem se movimentar. Para completar o cenário de risco na juventude, fatores como o hábito de fumar cigarros eletrônicos, o abuso na ingestão de bebidas energéticas e as noites maldormidas têm agravado substancialmente o perigo de panes cardiovasculares nessa faixa etária.
