Jacintinho sofre com acúmulo de lixo e risco à Saúde após paralisação de garis em Maceió

Acúmulo de lixo e presença de pombos preocupam moradores após paralisação de garis. — Foto: Reprodução/
As consequências da paralisação de 24 horas dos profissionais da limpeza urbana, ocorrida nesta segunda-feira (22), já se fazem notar em Maceió, acendendo o alerta para moradores e órgãos de saúde por causa do lixo acumulado. Um dos pontos mais críticos foi registrado no bairro do Jacintinho, perto do Conjunto José da Silva Peixoto e em frente à Praça da Macaxeira, nas imediações da Avenida Leste-Oeste. 

No local, sacos rompidos espalharam detritos domésticos, ossos e restos de comida pela via, atraindo insetos, cães e pombos. Quem reside na região afirma que o recolhimento regular não é feito desde o último sábado (20), o que fez o volume de descartes crescer a ponto de invadir a calçada e a pista. A situação se agrava com as chuvas, que arrastam embalagens e plásticos para o asfalto, gerando riscos de acidentes para pedestres, ciclistas e motociclistas, além do perigo sanitário alertado por especialistas sobre a proliferação de fungos, bactérias e parasitas causados por resíduos expostos.

Acúmulo de lixo e presença de pombos preocupam moradores após paralisação de garis. — Foto: Reprodução
O cenário é reflexo de um protesto de âmbito federal convocado por entidades do setor para reivindicar a criação de um piso salarial unificado para a categoria. Em território alagoano, a mobilização foi coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Urbana do Estado de Alagoas (Sindlimp/AL), que recomendou à população segurar o lixo dentro de casa durante o período de greve para evitar que se espalhasse pelas ruas. 
Garis durante paralisação nacional. — Foto: Reprodução
Em resposta ao movimento, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) declarou, por meio de nota, que supervisionou o ato e exigiu das concessionárias do serviço o cumprimento da lei para atividades essenciais, o que prevê o funcionamento de no mínimo 30% da frota de trabalhadores. O órgão municipal garantiu ainda que mantém conversas com a categoria e monitora os bairros para normalizar o recolhimento o quanto antes.
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