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De acordo com relatos prestados por testemunhas no local do acidente, o caminhoneiro teria afirmado logo após a colisão que havia consumido rebite — um estimulante utilizado para inibir o sono. No entanto, ao prestar depoimento formal na delegacia, o condutor apresentou uma versão diferente, alegando ter sido vítima de um assalto e sustentando que um suposto criminoso havia assumido a direção do veículo.
A tese de roubo foi preliminarmente descartada pelos investigadores. Segundo o chefe de operações da delegacia local, Diogo Martins, não foram encontrados indícios da presença de uma segunda pessoa no veículo, versão reforçada pelas testemunhas que presenciaram a cena e afirmaram que o motorista viajava sozinho.
Diante dos depoimentos e da conduta do condutor, a Polícia Civil alterou a natureza da investigação de acidente de trânsito para homicídio doloso, por entender que o motorista assumiu o risco de produzir o resultado fatal ao dirigir em condições inadequadas.
O suspeito passará por exames toxicológicos para comprovar a presença de substâncias químicas em seu organismo. Em paralelo, a equipe de investigação busca imagens de câmeras de segurança instaladas na região para esclarecer a dinâmica completa do atropelamento e subsidiar o inquérito policial.
