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| Câmara dos Deputados | Foto: Kayo Magalhães |
Mesmo com o encerramento do prazo para registro, os números ainda podem sofrer ajustes, já que alguns pedidos podem estar em processamento na Justiça Eleitoral e ainda não aparecer no sistema do TSE.
A cientista política e professora da UFRJ Mayra Goulart relaciona parte dessa redução às mudanças promovidas pelas reformas eleitorais. Regras como a cláusula de desempenho aumentaram a pressão para que os partidos priorizem candidaturas consideradas mais competitivas.
Esse cenário também amplia a presença de políticos que já ocupam cargos. Segundo os dados apresentados, quase 80% dos atuais deputados federais tentam a reeleição em 2026.
A quantidade de partidos com candidatos também recuou. Em 2022, eram 32 legendas; neste ano, são 28, após processos de fusão e incorporação. Entre as mudanças estão a criação do PRD, resultado da união entre PTB e Patriota, além das incorporações do PROS pelo Solidariedade e do PSC pelo Podemos.
Participação feminina cresce proporcionalmente
Embora o número absoluto de candidaturas tenha diminuído entre homens e mulheres, a presença feminina avançou proporcionalmente. As mulheres passaram de cerca de 35% dos candidatos em 2022 para aproximadamente 36,6% em 2026. Foram 3.717 candidaturas femininas há quatro anos, contra 2.788 neste pleito.
Novo cresce, PL amplia nomes e Federação Brasil da Esperança reduz chapa
O Novo apresentou o maior crescimento proporcional, passando de 221 para 505 candidatos — alta de aproximadamente 128%. O PL avançou de 511 para 534 nomes e passou a liderar em número absoluto de candidaturas.
Já a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, passou de 533 candidatos em 2022 para 486 em 2026, uma redução de 8,8%. O Agir registrou a maior queda absoluta entre os dados apresentados, saindo de 373 para 103 candidaturas, recuo de 72%.
No cenário geral, os números apontam para uma eleição com menos candidatos e maior concentração da disputa entre nomes considerados competitivos pelos partidos.
