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| Arte/Metrópoles |
Lula reforçou que a prioridade global deve ser a busca pela paz em vez do enfrentamento bélico, destacando que, na semana anterior, manteve contato com Xi Jinping para defender a convocação do Conselho de Segurança da ONU e que, na terça-feira (4/8), conversou com o líder russo Vladimir Putin pelo mesmo motivo. Ele ressaltou a importância de uma reunião presencial informal entre os membros permanentes do órgão — os cinco países com assento fixo — para debater os rumos do planeta. Segundo apurações do veículo Metrópoles junto a fontes mantidas em sigilo no Palácio do Planalto, uma conversa entre os chefes de Estado não está fora de cogitação, podendo abranger tanto o panorama geopolítico quanto o tenso momento nas relações entre Brasília e Washington, embora nenhuma articulação concreta para viabilizar a ligação esteja em curso no momento.
O atrito entre as duas nações ganhou novos contornos de gravidade também na terça-feira (4/8), após o Departamento de Estado americano alterar a modalidade do visto concedido à embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Apesar de a diplomata permanecer na função de representante do Brasil e suas prerrogativas operacionais continuarem preservadas, teve cancelada a autorização de múltiplas entradas no território norte-americano, passando a contar com um visto de entrada única. Com isso, caso Viotti saia dos EUA, precisará solicitar um novo documento para poder retornar.
Dentro do governo brasileiro, a decisão da diplomacia americana foi recebida como um gesto puramente político e interpretada por assessores presidenciais como mais um indício de tentativa de ingerência dos Estados Unidos no cenário eleitoral do Brasil. O tensionamento foi ampliado pela renovação, por mais 12 meses, do status de "estado de emergência" relacionado ao território brasileiro. Embora esse ato não produza repercussões operacionais imediatas, serve como respaldo jurídico para a eventual aplicação de sanções econômicas ou medidas punitivas contra o país.
