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O topo do levantamento de juros reais contrasta com a quarta colocação do país na listagem de juros nominais. Ao fixar a Selic em 13,75% ao ano, o território nacional permanece atrás apenas da Turquia (37%), da Argentina (29%) e da Rússia (14%). Essa divergência entre os dois indicadores decorre da projeção inflacionária adotada no cálculo, que abate a inflação esperada para os próximos 12 meses da taxa de juros de mercado do mesmo intervalo. No panorama doméstico, tomou-se como parâmetro a inflação estimada em 4,71%, dado extraído do Relatório Focus do próprio Banco Central.
Na outra ponta da amostragem global, nove das 40 economias avaliadas operam com juros reais negativos. A Nova Zelândia amarga o índice mais baixo do levantamento, com -0,91%, figurando ao lado de nações como Japão, Suíça, Filipinas e Taiwan, que também registram taxas abaixo de zero. As conclusões da pesquisa ressaltam ainda que as projeções inflacionárias para o período de um ano sofreram revisões para cima na maior parte dos países monitorados, fator que contribuiu para a compressão geral dos juros reais ao redor do mundo.
