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| C. dos S. (à esquerda) é suspeito de ser o autor material do crime - Reprodução |
Na noite de quinta-feira (24), as forças policiais efetuaram a prisão de C. dos S., de 36 anos, apontado como o provável executor dos disparos. Natural e morador de União dos Palmares, ele foi interceptado a bordo de uma van de transporte alternativo em um trecho da BR-104 no município de Murici, no momento em que tentava fugir em direção a Maceió.
Comemoração em bebedeira e prisão em flagrante
Segundo informações obtidas pela equipe de investigação, após o homicídio o suspeito teria participado de uma bebedeira na região, onde comemorou o ato e se gabou abertamente por ter tirado a vida do comerciante.
Durante a abordagem na rodovia, o suspeito foi retirado do coletivo e conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP). No momento da detenção, ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas ao ser flagrado com entorpecentes. Em depoimento prestado às autoridades, o homem negou participação no assassinato do quitandeiro, mas a Polícia Civil afirma reunir "provas robustas" de seu envolvimento e já formalizou à Justiça o pedido de sua prisão preventiva pelo homicídio.
Hipótese de crime encomendado e conexão com Pernambuco
A principal linha de apuração trabalhada pela Unidade de Homicídios aponta para a possibilidade de crime encomendado. A polícia busca identificar o autor intelectual (mandante) que teria contratado o executor.
Outro elemento crucial no inquérito é a conexão com a morte do sogro de Zé da Melancia, ocorrida cerca de um mês atrás no estado de Pernambuco. O comerciante palmarino havia viajado recentemente ao estado vizinho para resolver disputas referentes a propriedades familiares. Os investigadores apuram se a ida a Pernambuco ocorreu antes ou depois do assassinato do parente e se houve desavenças no local.
Os familiares de ambas as vítimas serão intimados para prestar depoimentos formais. Novas prisões não estão descartadas ao longo das apurações.
Como denunciar
A Polícia Civil reforça que qualquer informação que ajude a identificar o mandante ou outros envolvidos pode ser repassada de forma totalmente anônima por meio do Disque-Denúncia (181). O sigilo é garantido.
