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| Banco Digimais e Edir Macedo | Foto: Reprodução |
Entre as determinações expedidas pelo Poder Judiciário, destaca-se a quebra dos sigilos fiscal e bancário do líder religioso, medida que também foi aplicada a outros 17 indivíduos sob investigação. Agentes federais executaram ainda mandados de busca e apreensão contra nove alvos situados no estado de São Paulo, sendo informado pela corporação que o bispo não figurou entre os locais vistoriados devido ao fato de morar no exterior.
As linhas de apuração apontam que o grupo teria adulterado registros regulatórios e balanços de contabilidade para omitir o verdadeiro cenário financeiro em que o Banco Digimais se encontrava. Essa suposta manobra visava projetar uma estabilidade financeira inexistente, com o intuito de escapar das auditorias dos órgãos fiscalizadores e viabilizar transações vedadas pela legislação.
Por ordem da Justiça, foi efetuado o bloqueio e o sequestro de patrimônio pertencente a Edir Macedo e aos demais investigados que foram alvos dos mandados de busca. Os valores retidos somam mais de R$ 670 milhões, montante que a Polícia Federal aponta como equivalente à evolução patrimonial decorrente das supostas práticas ilícitas.
Ao final do processo, os envolvidos no caso poderão ser responsabilizados por crimes que englobam a gestão fraudulenta, a inclusão de dados inverídicos em relatórios contábeis e a efetivação de concessões de crédito vedadas por lei.








