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| Foto; Divulgação/MP-AL |
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público, o investigado utilizava sua função pública e a proximidade com os alunos para praticar as violências. O foco do agressor seriam crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e os primeiros contatos abusivos teriam ocorrido, em diversos casos, dentro do próprio ambiente da sala de aula.
O inquérito revela um padrão de comportamento que atravessou décadas. Durante a coleta de depoimentos, os investigadores ouviram relatos de vítimas que sofreram os abusos há mais de 20 anos, evidenciando a persistência da conduta do professor.
Além da recorrência dos crimes, a investigação apurou métodos cruéis utilizados pelo suspeito. Algumas das vítimas afirmaram às autoridades que foram dopadas pelo professor antes da consumação dos estupros, o que impossibilitava qualquer tipo de resistência ou pedido de socorro no momento das agressões.
Diante da robustez das provas apresentadas e da periculosidade demonstrada, o Poder Judiciário decretou a prisão do acusado logo após a realização da audiência de custódia, mantendo-o detido para garantir a ordem pública e a integridade das testemunhas.
A Prefeitura de Murici emitiu um comunicado oficial informando que está acompanhando o desenrolar do caso com atenção. A administração municipal reforçou que não compactua com nenhuma prática criminosa e que repudia veementemente qualquer ato de violência contra menores, colocando-se à disposição para colaborar com o sistema de justiça.
Até o momento, a defesa do professor não foi localizada para comentar as acusações. O processo corre em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas e permitir o aprofundamento das investigações, que buscam identificar se há outros envolvidos ou mais estudantes lesados pela conduta do docente.
