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| Reprodução |
De acordo com informações de familiares, Remilta foi atacada com diversos golpes de facão. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida do hospital regional de Santana do Ipanema para uma unidade de alta complexidade em Arapiraca.
Após passar por uma cirurgia de emergência, a vítima permanece entubada e em estado crítico. O boletim médico mais recente indica que há risco de morte, e ela segue impossibilitada de prestar depoimento devido à sedação.
Em uma nota contundente enviada à imprensa, a família da vítima manifestou revolta contra o que classifica como uma sucessão de negligências por parte dos órgãos públicos e das unidades de saúde:
Falta de Assistência Policial: Parentes alegam que, embora a polícia tenha comparecido ao local do crime, não houve deslocamento das equipes ao hospital para colher informações preliminares.
Silêncio Hospitalar: A família denuncia que as unidades de saúde em Santana do Ipanema e Arapiraca não comunicaram oficialmente a tentativa de feminicídio às autoridades policiais, conforme prevê o protocolo para casos de violência interpessoal.
Dificuldades Burocráticas: O Boletim de Ocorrência teria sido registrado em Santana do Ipanema, mas a cópia do documento não foi disponibilizada aos familiares. Além disso, tentativas de denúncia via "Disque 180" não teriam gerado retorno imediato.
Relatos indicam que o agressor estaria escondido na região de Delmiro Gouveia, o que tem gerado um clima de profunda insegurança e medo entre os parentes de Remilta. A família clama por uma investigação rigorosa e pela prisão preventiva do autor para garantir a proteção dos envolvidos.
"Não podemos deixar que mais um crime fique impune. Pedimos investigação imediata e a apuração da negligência dos hospitais", diz trecho do apelo da família.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas. A expectativa é que, com a repercussão das denúncias de negligência, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e os órgãos de fiscalização hospitalar se posicionem sobre as falhas relatadas. Até o momento, as unidades de saúde mencionadas não emitiram esclarecimentos oficiais sobre a ausência de notificação compulsória do caso.
