O governo federal inicia, nesta quinta-feira (25), o pagamento de um novo lote de restituições para os cidadãos que possuem quantias esquecidas no antigo Fundo PIS/Pasep. Esta fase de liberação contempla especificamente os beneficiários que formalizaram o requerimento de retirada até o dia 31 de maio. De acordo com informações do Ministério da Fazenda, o montante a ser recebido oscila com base no período de atividade profissional e na remuneração da época dos depósitos, apresentando uma média estimada de R$ 2,8 mil por trabalhador, valor que já engloba a atualização inflacionária. Aqueles que perderam o primeiro prazo ainda podem garantir o recurso: solicitações registradas até 30 de junho terão os repasses efetuados no dia 27 de julho.
Para descobrir se há saldo disponível, os interessados devem utilizar o aplicativo do FGTS ou acessar o portal Repis Cidadão, realizando o login por meio de uma conta Gov.br que possua nível de segurança prata ou ouro. Na ferramenta, é preciso digitar o Número de Identificação Social (NIS) — idêntico ao número do PIS —, que pode ser localizado no próprio app do FGTS, no Cartão Cidadão, no Meu INSS ou no Cadastro Único (CadÚnico). O sistema indicará de forma imediata a existência de valores e detalhará as instruções para o resgate, que pode ser comandado via aplicativo do FGTS ou presencialmente em agências da Caixa Econômica Federal. Enquanto os titulares precisam exibir apenas um documento oficial com foto, os sucessores de profissionais já falecidos devem anexar certidões da Previdência Social, comprovações de dependência vinculadas à pensão por morte ou alvarás judiciais para legitimar o recebimento.
Após a formalização do pedido, a Caixa Econômica Federal valida os papéis e repassa as informações ao Ministério da Fazenda, efetuando o crédito diretamente na conta bancária indicada ou em uma poupança social digital. O Executivo ressalta que o prazo final para reaver o dinheiro termina em setembro de 2028; após essa data, as somas que sobrarem serão recolhidas definitivamente pelo Tesouro Nacional, sem direito a novos saques. Vale lembrar que o fundo em questão operou de 1975 a 1988, reunindo as poupanças de trabalhadores privados e servidores públicos, até dar lugar ao formato contemporâneo do abono salarial. Em 2020, as contas sem movimentação migraram para o FGTS e, em 2023, foram centralizadas pelo Tesouro Nacional, abrindo caminho para o atual modelo de reembolso. A pasta reforça ainda que esses valores acumulados não possuem qualquer vínculo com o abono salarial anual pago rotineiramente aos trabalhadores que preenchem as regras vigentes do programa atual.
